Com 600 pontos, será possível concorrer a bolsa no exterior


Um bom desempenho no Enem pode garantir mais do que uma vaga em uma instituição pública de ensino superior. Com uma excelente nota na prova nacional, o estudante tem condições, até mesmo, de conseguir uma bolsa para intercâmbio estudantil em universidades do exterior e, com isso, alcançar um diferencial ainda maior para sua formação e para obter um lugar de destaque no mercado de trabalho.

Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, a nota no Enem será um dos critérios para selecionar candidatos a bolsas de estudo no exterior, a partir do programa Ciência Sem Fronteira, que prevê a concessão de aproximadamente 100 mil bolsas, em cursos de graduação e de pós-graduação. A pontuação na prova do MEC não será o único critério mas, sem dúvida, representará mais chances para aqueles que resolverem bem a prova.

A utilização do Enem é uma das medidas para fazer com que as bolsas de estudos sejam concedidas com critérios que privilegiem o mérito acadêmico dos concorrentes. Só terão a nota na avaliação nacional considerada, os pretendentes que conseguirem, pelo menos, 600 pontos no somatório de todas as áreas do exame.

Do total de bolsas do programa, 27 mil serão para a graduação. As demais serão distribuídas entre mestrandos, doutorandos e estágio em empresas estrangeiras. Haverá, também, uma modalidade para pesquisadores brasileiros que desejam retornar ao país, com o intuito de reverter a “fuga de cérebros” e garantir que esses profissionais capacitados possam se desenvolver em território nacional.

As universidades com maiores conceitos nas avaliações do MEC e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) receberão mais bolsas. Desta forma, aumentam as chances de quem estiver matriculado em uma destas instituições. No site do CNPq, os interessados poderão consultar as regras para mestrado e doutorado.

Para concorrer, os candidatos devem estudar em uma das seguintes áreas: Ciências Exatas e da Terra; Biologia; Ciências Biomédicas e da Saúde; Computação e Tecnologia da Informação; Tecnologia Aeroespacial; Fármacos; Produção Agrícola Sustentável; Petróleo, Gás e Carvão Mineral; Energias Renováveis; Tecnologia Mineral; Tecnologia Nuclear; Biotecnologia; Nanotecnologia e Novos Materiais; Tecnologia de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais; Tecnologia de Transição para a Economia Verde; Biodiversidade e Bioprospecção; Ciências do Mar; Indústria Criativa; Novas Tecnologias e Engenharia Construtiva, e Formação de Tecnólogos.

Por: Marcella Dos - [email protected]
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