Uerj: docentes suspendem greve após Alerj aprovar nova carreira


Os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram pela suspensão da greve iniciada em abril deste ano. Porém, ainda continuam em estado de paralisação. Segundo a presidente da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj), Lia Rocha, é preciso debateros novos rumos da greve.

Um dos motivos do fim da paralisação foi a aprovação, pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), de dois projetos que alteram os planos de carreira de docentes e técnicos da Uerj. Entre as principais mudanças está a criação de quatro níveis de progressão para três categorias de professores.

O tempo exigido para a promoção dos técnicos diminuiu de três para dois anos. Criada em 2012 e um dos principais pedidos dos professores, a regulamentação da Dedicação Exclusiva não entrou no projeto de Lei. Os docentes exigem que o regime de trabalho, que representa 65% do vencimento, seja incorporado ao salário base.

No entanto, uma divergência no cálculo fez com que este ponto fosse suprimido. A Uerj estima um impacto em R$25 milhões da medida, enquanto a Secretaria de Estado de Planejamento avalia em mais de R$160 milhões. A presidente da Asduerj, Lia Rocha, disse que o cálculo feito pelo governo estava errado.

"Com os companheiros técnicos ocorreu o mesmo golpe, retirando o direito deles à insalubridade. A dedicação exclusiva é estruturante da nossa carreira. Sem ela, os nossos direitos correm riscos, bem como a capacidade de trabalhar em condições dignas."

Além de aprovar as mudanças no plano de carreira de docentes e técnicos, a Alerj atendeu à reivindicação dos estudantes pelo reajuste nas bolsas concedidas aos alunos cotistas para incentivar sua permanência na Uerj. Atualmente, o valor, que é de R$400, passará para R$450 em janeiro de 2017. No início de 2018, a bolsa será de R$500.

Segundo Lia Rocha, o Conselho Universitário ainda precisará discutir calendário de reposição. Ela pediu calma e respeito aos ritos da universidade. "Nós não vamos aceitar a forma como o governo tem tratado a Uerj. Ainda temos que lutar pelas condições de aula, de trabalho, pelo orçamento. A luta não acabou e a Uerj resiste."

Assine e tenha acesso completo ao conteúdo do Folha Dirigida
OU

Comentários

NEWSLETTER
Cadastre-se para receber notícias e Informações