Selecionados para a UFF destacam importância da dedicação aos estudos


Ser aprovado no vestibular não é uma tarefa simples. A forte concorrência para ingressar nos cursos de graduação das universidades públicas obrigam os candidatos a dedicarem boa parte do seu tempo aos estudos. Para ser aprovado na Universidade Federal Fluminense (UFF), uma das mais disputadas do Rio de Janeiro, por exemplo, os selecionados precisaram abrir mão de suas horas de lazer e descanso, em algumas ocasiões.

Tanto esforço é necessário, principalmente, para aqueles que sonham em ingressar nos cursos mais concorridos. É o caso de Veronica Huhne de Vasconcellos, de 19 anos, que foi aprovada na 15ª posição para Medicina, e foi a 19ª colocada na classificação geral da UFF. A jovem contou que, além do curso pré-vestibular que fazia na parte da manhã, passava a tarde na biblioteca estudando com seus colegas. Em alguns dias, o grupo ficava até às 21 horas.

"Tenho comentado com meus amigos que 2011 praticamente não existiu para mim. Estudei tanto que quase não tive tempo de sair. Faltava encontro de família, fazia simulado nos finais de semana, passava domingos e feriados estudando, até nas férias de julho eu estudei. Antes do resultado, fiquei preocupada em ter que fazer tudo de novo, porque foi muito difícil, mas depois que vi meu nome entre os aprovados, esqueci de tudo", disse, revelando que também foi selecionada para a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e, nos próximos dias, visitará as instituições para decidir onde fará seu curso de graduação.

Entre os novos calouros da UFF, não estão apenas estudantes do Rio de Janeiro. Maria Estela Shiroma, de 26 anos, mora na capital de São Paulo, foi aprovada em 9º lugar para o curso de Medicina da UFF e pretende deixar sua cidade para realizar seu sonho de estudar em uma universidade pública. No caso dela, a conquista da vaga também exigiu muita dedicação pessoal.

"É o que eu mais queria. Estudei 7 horas por dia, fora o curso, para isso. Primeiro pretendo ficar na casa de uma tia no Rio, depois vejo a possibilidade de uma república ou moradia. Minha família está me dando todo o apoio que preciso. A saudade a gente aguenta, o mais importante é estudar e me formar em uma boa faculdade", comentou, afirmando que espera muitas novidades e coisas positivas no início das aulas.

Por: Renata - [email protected]
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