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Última Atualização - 14/02/2012
Notícias de concursos
Calendário gera insatisfação e decepção
Boa parte dos candidatos às 1.875 vagas do concurso do INSS estão insatisfeitos com a postura da Fundação Carlos Chagas (FCC). Para surpresa geral, na manhã da última segunda-feira, dia 13, a organizadora informou que os gabaritos preliminares das provas objetivas só serão liberados a partir das 14h do dia 5 de março - 22 dias após a aplicação dos exames, que ocorreram no último domingo, dia 12.
A expectativa dos candidatos era de que as respostas pudessem ser liberadas, no mais tardar, ao longo desta semana. A conduta da Carlos Chagas acabou por reforçar a necessidade de os candidatos terem tido o direito de saírem com o cadernos de questões.
Indignados, os candidatos protestaram contra o calendário de atividades divulgados pela FCC nas redes sociais, como o Facebook da FOLHA DIRIGIDA. “Isso é uma falta de respeito, pois uma vez não disponibilizado o caderno, o gabarito deveria ser divulgado de imediato. Vamos ficar na expectativa até março? Decepcionante...”, lamentou a candidata Carla Meneses.
O presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), Ernani Pimentel, que teve o pedido pela liberação do caderno de questões ignorado pela FCC, criticou a fundação.
“É um absurdo. Estão descumprindo o edital”, disse, ao fazer menção ao fato de o anexo I do documento informar que o resultado da seleção iria ser divulgado em 5 de março e não os gabaritos. “Como os candidatos poderão lembrar dos motivos pelos quais responderam de determinada maneira às questões? A memória enfraquece nesses 20 dias. Será que a Carlos Chagas está insegura quanto ao gabarito?”, questionou.
As mesmas críticas foram feitas pelo diretor-presidente do grupo Grancurso, professor Wilson Granjeiro. “É um ato covarde contra os candidatos. Isso acaba desmoralizando a imagem dos concursos públicos”, opinou. Granjeiro, na madrugada de domingo, teve um mandado de segurança negado pelo juízo da 1ª Região. O objetivo da medida era obrigar à FCC a permitir a saída dos candidatos com o caderno de questões.
A deputada federal Andreia Zito (PSDB-RJ) chegou a encaminhar um ofício ao presidente do INSS, Mauro Luciano Hauschild, solicitando a liberação das provas, mas não obteve êxito. Mas, dessa vez, parece que a pressão contra a Carlos Chagas deve funcionar. O próprio Hauschild adiantou, pelo Twitter, que pediu à FCC que antecipe a divulgação dos gabaritos.
O que se cogita é a possibilidade de o INSS não conseguir empossar os primeiros aprovados em março, se o cronograma de atividades não for reformulado. Inicialmente, o resultado da seleção estava previsto para 5 de março.
A Carlos Chagas não informou o porquê da mudança de datas. O diretor e professor de Língua Portuguesa do Curso Plá, Lincoln Moura, disse que “tal atitude acarreta desconfiança quanto à legitimidade do resultado. É um tanto incomum o gabarito de um concurso ser divulgado depois de três semanas. Deveria existir uma lei que determinasse não só o prazo exato para a divulgação de gabaritos, mas de todas as etapas do cronograma, uma vez que todo processo seletivo deve ser feito às claras. Foi uma grande surpresa quando a Fundação Carlos Chagas anunciou a organização de três grandes concursos (INSS, TJ-RJ e TRF-RJ/ES). Os dois últimos acontecerão no fim de março. É uma situação que deveria ser esclarecida”.
O professor de Raciocínio Lógico Alexandre Portela, do curso Degrau Cultural, considerou um absurdo a conduta da FCC. “Eles nunca fizeram isso! Deve ter acontecido algo de errado. Será que o equipamento de leitura óptica quebrou? Será que encontraram algum erro na prova? Ou será que eles não fizeram o gabarito ainda?”, questionou.
A expectativa dos candidatos era de que as respostas pudessem ser liberadas, no mais tardar, ao longo desta semana. A conduta da Carlos Chagas acabou por reforçar a necessidade de os candidatos terem tido o direito de saírem com o cadernos de questões.
Indignados, os candidatos protestaram contra o calendário de atividades divulgados pela FCC nas redes sociais, como o Facebook da FOLHA DIRIGIDA. “Isso é uma falta de respeito, pois uma vez não disponibilizado o caderno, o gabarito deveria ser divulgado de imediato. Vamos ficar na expectativa até março? Decepcionante...”, lamentou a candidata Carla Meneses.
O presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), Ernani Pimentel, que teve o pedido pela liberação do caderno de questões ignorado pela FCC, criticou a fundação.
“É um absurdo. Estão descumprindo o edital”, disse, ao fazer menção ao fato de o anexo I do documento informar que o resultado da seleção iria ser divulgado em 5 de março e não os gabaritos. “Como os candidatos poderão lembrar dos motivos pelos quais responderam de determinada maneira às questões? A memória enfraquece nesses 20 dias. Será que a Carlos Chagas está insegura quanto ao gabarito?”, questionou.
As mesmas críticas foram feitas pelo diretor-presidente do grupo Grancurso, professor Wilson Granjeiro. “É um ato covarde contra os candidatos. Isso acaba desmoralizando a imagem dos concursos públicos”, opinou. Granjeiro, na madrugada de domingo, teve um mandado de segurança negado pelo juízo da 1ª Região. O objetivo da medida era obrigar à FCC a permitir a saída dos candidatos com o caderno de questões.
A deputada federal Andreia Zito (PSDB-RJ) chegou a encaminhar um ofício ao presidente do INSS, Mauro Luciano Hauschild, solicitando a liberação das provas, mas não obteve êxito. Mas, dessa vez, parece que a pressão contra a Carlos Chagas deve funcionar. O próprio Hauschild adiantou, pelo Twitter, que pediu à FCC que antecipe a divulgação dos gabaritos.
O que se cogita é a possibilidade de o INSS não conseguir empossar os primeiros aprovados em março, se o cronograma de atividades não for reformulado. Inicialmente, o resultado da seleção estava previsto para 5 de março.
A Carlos Chagas não informou o porquê da mudança de datas. O diretor e professor de Língua Portuguesa do Curso Plá, Lincoln Moura, disse que “tal atitude acarreta desconfiança quanto à legitimidade do resultado. É um tanto incomum o gabarito de um concurso ser divulgado depois de três semanas. Deveria existir uma lei que determinasse não só o prazo exato para a divulgação de gabaritos, mas de todas as etapas do cronograma, uma vez que todo processo seletivo deve ser feito às claras. Foi uma grande surpresa quando a Fundação Carlos Chagas anunciou a organização de três grandes concursos (INSS, TJ-RJ e TRF-RJ/ES). Os dois últimos acontecerão no fim de março. É uma situação que deveria ser esclarecida”.
O professor de Raciocínio Lógico Alexandre Portela, do curso Degrau Cultural, considerou um absurdo a conduta da FCC. “Eles nunca fizeram isso! Deve ter acontecido algo de errado. Será que o equipamento de leitura óptica quebrou? Será que encontraram algum erro na prova? Ou será que eles não fizeram o gabarito ainda?”, questionou.
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