Educação
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Última Atualização - 17/02/2012
Ensino técnico: desinteresse maior no Rio
Por Mário Boechat - mario.boechat@folhadirigida.com.br
Os estudantes do Rio de Janeiro são os menos interessados em frequentar um curso profissionalizante. É o que aponta o estudo As Razões da Educação Profissional: Olhar da Demanda, elaborado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPS/FGV), juntamente com o Senai. A pesquisa avalia os vários percalços existentes desde a decisão de fazer cursos de educação profissional até a sua aceitação no mercado de trabalho, passando pela possibilidade de desistência do curso.
O desinteresse é o principal motivo para não frequentar um curso técnico no Rio de Janeiro, em diferentes faixas etárias. Entre os jovens com dez anos ou mais, são 82,19% que afirmaram ser essa a sua motivação para a indiferença quanto à área técnica, enquanto a falta de recursos afeta apenas 6,66%. Outros indicadores também refletem essa situação do estado fluminense. Apenas 2,61% dos estudantes sentem carência de escolas com curso de educação profissional em sua região e apenas 1,19% apontaram que não encontrar o curso desejado.
Quando são avaliados os motivos para jovens de 15 a 29 não frequentarem um curso profissionalizante, o Rio de Janeiro ocupa a primeira posição nacional novamente no que tange ao desinteresse de sua população nessa faixa de idade, com 76,82%. A falta de subsídios é apresentado por apenas 9,62%; a escassez de vagas na região é apontada por 1,20% dos entrevistados; a falta do curso por somente 2,02.
Dos rankings apresentados pelo estudo, o único em que o Estado do Rio não lidera o ranking de desinteresse dos jovens por educação profissional é o relativo aos que possuem até sete anos de estudos, também entre 15 e 29 anos. No entanto, a diferença para o primeiro colocado é pequena: Paraíba (77,69%), Acre (76,78%) e Rio de Janeiro (72,60%).
Entre aqueles com mais de sete anos de estudos, o estado do Rio de Janeiro volta a ser o destaque negativo, mais uma vez liderando o ranking, com 78,25% dos seus jovens não participando de um curso profissionalizante por desinteresse. Em contrapartida, 9,17% não têm condições de pagar um curso, sendo o segundo menos votado, atrás somente do Acre (7,27%).
"Os brasileiros ainda têm um preconceito com o ensino técnico. Contudo, isso está mudando. Houve um grande salto. Mais de 80% da população com idade ativa já fez algum curso profissionalizante. O desinteresse também vem diminuindo. O fato é que há uma onda jovem em busca dessas carreiras", explica o coordenador da pesquisa, Marcelo Neri, da FGV.
Apesar desses indicadores negativos, o Rio de Janeiro encontra-se na quarta posição no país no que diz respeito à taxa de atendimento de educação profissional, com 7,78%, na faixa etária de 15 a 29 anos. O percentual fica abaixo dos estados de São Paulo (8,49%), Amapá (8,34%) e Rio Grande do Sul (8,12%). Para quem tem dez anos ou mais, a situação é um pouco mais crítica, pois o atendimento é para apenas 3,96%, ficando na 11ª posição.
O desinteresse é o principal motivo para não frequentar um curso técnico no Rio de Janeiro, em diferentes faixas etárias. Entre os jovens com dez anos ou mais, são 82,19% que afirmaram ser essa a sua motivação para a indiferença quanto à área técnica, enquanto a falta de recursos afeta apenas 6,66%. Outros indicadores também refletem essa situação do estado fluminense. Apenas 2,61% dos estudantes sentem carência de escolas com curso de educação profissional em sua região e apenas 1,19% apontaram que não encontrar o curso desejado.
Quando são avaliados os motivos para jovens de 15 a 29 não frequentarem um curso profissionalizante, o Rio de Janeiro ocupa a primeira posição nacional novamente no que tange ao desinteresse de sua população nessa faixa de idade, com 76,82%. A falta de subsídios é apresentado por apenas 9,62%; a escassez de vagas na região é apontada por 1,20% dos entrevistados; a falta do curso por somente 2,02.
Dos rankings apresentados pelo estudo, o único em que o Estado do Rio não lidera o ranking de desinteresse dos jovens por educação profissional é o relativo aos que possuem até sete anos de estudos, também entre 15 e 29 anos. No entanto, a diferença para o primeiro colocado é pequena: Paraíba (77,69%), Acre (76,78%) e Rio de Janeiro (72,60%).
Entre aqueles com mais de sete anos de estudos, o estado do Rio de Janeiro volta a ser o destaque negativo, mais uma vez liderando o ranking, com 78,25% dos seus jovens não participando de um curso profissionalizante por desinteresse. Em contrapartida, 9,17% não têm condições de pagar um curso, sendo o segundo menos votado, atrás somente do Acre (7,27%).
"Os brasileiros ainda têm um preconceito com o ensino técnico. Contudo, isso está mudando. Houve um grande salto. Mais de 80% da população com idade ativa já fez algum curso profissionalizante. O desinteresse também vem diminuindo. O fato é que há uma onda jovem em busca dessas carreiras", explica o coordenador da pesquisa, Marcelo Neri, da FGV.
Apesar desses indicadores negativos, o Rio de Janeiro encontra-se na quarta posição no país no que diz respeito à taxa de atendimento de educação profissional, com 7,78%, na faixa etária de 15 a 29 anos. O percentual fica abaixo dos estados de São Paulo (8,49%), Amapá (8,34%) e Rio Grande do Sul (8,12%). Para quem tem dez anos ou mais, a situação é um pouco mais crítica, pois o atendimento é para apenas 3,96%, ficando na 11ª posição.
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