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Agente fiscal: carência de servidores cresce 27% em um ano


Sem concursos desde 2013, o cargo de agente fiscal de rendas da Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo registrou um aumento na carência de servidores no decorrer de 2015. De acordo com o levantamento do quadro de servidores, publicado no dia 30 de abril no Diário Oficial, o órgão conta atualmente com um total de 1.217 cargos vagos para a carreira, quase 27% a mais que no levantamento de 2015, quando foram registrados 961 postos de trabalho em aberto.
 
Além da falta de contratações, o aumento é decorrente do alto volume de aposentadorias. “Temos entre 200 e 300 aposentadorias por ano. Tivemos um concurso grande em 1986 e muitos devem se aposentar em breve”, afirma o vice-presidente do Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas de São Paulo (Sinafresp), Glauco Honório.

Para o sindicalista, além da realização de um novo concurso, é necessário implantar uma política de concursos periódicos para a carreira. “Precisamos de uma reoxigenação constante do quadro. Não adianta fazer grandes concursos com grande espaços de tempo, pois acabam entrando grandes grupos que se aposentarão ao mesmo tempo”, destaca Glauco. O agente fiscal ainda salienta que a redução do intervalo entre os concursos possibilitaria editais com uma oferta menor de vagas e conseqeentemente um menor impacto orçamentário nas contratações, tendo em vista que aconteceriam de maneira gradual.

Nos últimos oito anos, a Sefaz realizou apenas duas seleções, a primeira em 2009, com uma oferta de 600 vagas, e a segunda em 2013, com 885. Esta última tem validade até julho de 2017, sem possibilidade de prorrogação. A pasta informou que ainda não iniciou o planejamento para uma nova seleção.

O cargo de agente fiscal de rendas conta com uma remuneração inicial de R$9.914,09 em início de carreira, para uma jornada de 40 horas semanais.
 

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