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Paulo Armando Areal, diretor do Colégio
Pentágono, e Rui Alves, diretor do Colégio/Curso
pH, também
destacaram, em entrevista, a necessidade de unificação
do vestibular.
Para eles, a realização de um
vestibular único seria o ideal para elimimar
a maratona de provas atual, caso
seguisse o modelo do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem), buscando a interdisciplinaridade
e a maior
contextualização das questões.
Segundo os professores, é fundamental neste
momento estabelecer uma sincera parceria da sociedade
com a escola. Na opinião deles, isoladas,
nem a família, nem a escola,
conseguem educar. Eles explicam, que como o vestibular
é uma competição já
sedimentada e conhecida as principais instituições
possuem professores experientes e capacitados
para neutralizar a pressão que o exame
causa nos estudantes.
Confira as entrevistas com os professores
Professor Paulo Armando
Areal, diretor do Colégio Pentágono
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FOLHA DIRIGIDA - Quais são,
hoje, as principais dificuldades na preparação
dos alunos para o vestibular?
Paulo Armando Areal - De uma forma geral
é a indefinição quanto ao
modelo de seleção a ser adotado.
A cada ano as universidades alteram seus modelos
sem sequer consultar o ensino médio. Com
isso, os colégios precisam alterar toda
a sua programação a cada ano. Esta
indefinição é péssima
para os estudantes. Seria importante definir-se
um modelo e utilizá-lo por, pelo menos,
três anos.
FOLHA DIRIGIDA - Que impacto novidades
como a reserva de vagas para alunos da rede pública
e ingresso através do resultado do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) trouxeram
ao processo do vestibular?
Paulo Armando Areal - O Enem é um exame
interessante e que pode auxiliar muito os vestibulandos.
Quanto à reserva de vagas considero que
é imperioso melhorar o ensino público
para que não seja necessário promover
assistencialismo na educação. O
mérito precisa ser a única forma
de análise neste caso. Está sendo
aberto um perigoso precedente.
FOLHA DIRIGIDA - É sabido como
é caro participar dos vestibulares, uma
vez que cada universidade cobra sua taxa, e também
como é desgastante a maratona de provas.
Assim, a unificação do vestibular
seria uma saída possível? Quem ganharia
e quem perderia com isso?
Paulo Armando Areal - Atualmente a condição
econômica das famílias é um
fator discriminatório em face da multiplicidade
de inscrições possíveis.
E a maratona de provas começa cada vez
mais cedo, com provas em maio, agosto, outubro
e novembro. E o mais grave é que as escolas
de ensino médio devem cumprir a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDB), que exige os 200 dias por ano de efetivo
trabalho escolar e mínimo de 800 horas/aula.
FOLHA DIRIGIDA - O nível das
provas elaboradas pelas bancas dos principais
vestibulares do Rio de Janeiro é satisfatório?
As questões e os modelos apresentados medem
de forma eficiente e ampla o conhecimento adquirido
no ensino médio?
Paulo Armando Areal - O nível não
é ruim, mas seria melhor se o vestibular
fosse unificado. É uma luta antiga do magistério,
mas que a vaidade e a luta pelo poder de alguns
não permitem que aconteça.
FOLHA DIRIGIDA - O ano que antecede
a realização do vestibular é
de grande angústia e indefinição
para os jovens. Os professores estão preparados
para lidar com os aspectos psicológicos
que envolvem os estudantes durante este processo?
Paulo Armando Areal - Os professores do
vestibular lidam com esta situação
há muito tempo, o suficiente para estabelecer
maneiras seguras de combater a pressão
familiar. No entanto, o maior problema enfrentado
por estes joves, que é a maratona de provas,
parece que não terá fim tão
cedo.
Professor Rui Alves,
diretor do Colégio/Curso pH
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FOLHA DIRIGIDA -
Quais são, hoje, as principais dificuldades
na preparação dos alunos para o
vestibular?
Rui Alves - O vestibular é naturalmente
uma competição difícil e
que somente os mais bem preparados obtêm
êxito. Por isso, torna-se fundamental superar
todas as dificuldades com muito estudo e dedicação.
A receita para o sucesso é simples, bastando
assimilar os conteúdos, prestando muita
atenção às aulas e resolvendo
muitos exercícios.
FOLHA DIRIGIDA - Que impacto novidades
como a reserva de vagas para alunos da rede pública
e o ingresso através do resultado do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) trouxeram
ao processo do vestibular?
Rui Alves - A reserva de vagas encobre
um sério problema, que é a necessidade
urgente de melhorar o ensino médio das
escolas públicas. Embora existam bons colégios
nas redes federal, estadual e municipal, toda
a sociedade percebe os problemas por que passa
a educação pública há
vários anos. Portanto, acredito que melhor
do que estabelecer uma reserva de vagas através
de decreto seria qualificar o ensino público.
Quanto ao Enem, considero um modelo interessante
e moderno que pode funcionar como uma importante
opção ao vestibular.
FOLHA DIRIGIDA - É sabido como
é caro participar dos vestibulares, uma
vez que cada universidade cobra sua taxa, e também
como é desgastante a maratona de provas.
Assim, a unificação do vestibular
seria uma saída possível? Quem ganharia
e quem perderia com isso?
Rui Alves - Unificar o vestibular é
o desejo da grande maioria dos alunos e professores.
No entanto, não acredito nesta possibilidade.
E, partindo deste princípio, sugiro que
pelo menos a primeira fase seja unificada. Desta
forma, as universidades adotariam seus modelos
e racionalizariam a seleção.
FOLHA DIRIGIDA - O nível das
provas elaboradas pelas bancas dos principais
vestibulares do Rio de Janeiro é satisfatório?
As questões e os modelos apresentados medem
de forma eficiente e ampla o conhecimento adquirido
no ensino médio?
Rui Alves - Considero que sim, pois as
bancas são formadas por profissionais experientes
e acostumados com o vestibular. Mas, considero
que é fundamental cada vez mais adequar
o conteúdo cobrado com as exigências
da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), que determina a adoção
de modelos de questões aplicando a interdisciplinaridade
e a contextualização.
FOLHA DIRIGIDA - O ano que antecede
a realização do vestibular é
de grande angústia e indefinição
para os jovens. Os professores estão preparados
para lidar com os aspectos psicológicos
que envolvem os estudantes durante este processo?
Rui Alves - Os colégios devem possuir
em sua equipe orientadores educacionais que trabalhem
no sentido de neutralizar as pressões de
uma competição tão acirrada.
Como é um momento decisivo na vida dos
estudantes, o vestibular possui um componente
muito peculiar, que é a pressão
de familiares e amigos. E neutralizar esta pressão
é um dos deveres deste profissional.
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