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A formação técnica profissionalizante
é uma questão que vem sendo motivo
de debates no Brasil, objetivando buscar nessa
capacitação profissional a absorção
de um contingente maior e mais qualificado para
o mercado de trabalho. Tudo isso para gerar emprego,
renda e, conseqüentemente, o desenvolvimento
socioeconômico. Mas, durante décadas,
o ensino técnico se manteve travado, sem
caminhar rumo a mudanças. A "salvação
da lavoura" foi a política educacional
implementada a partir de 1995, que reservou um
lugar especial ao ensino técnico.
Enquanto a Lei de Diretrizes e Bases de 1996
previa uma concepção marcadamente
profissionalizante do ensino médio
cujas finalidades incluem a preparação
para o trabalho, para que o aluno seja "capaz
de se adaptar com flexibilidade a novas condições
de ocupação ou aperfeiçoamento
posteriores", o decreto 2.208/97 trazia
a independência dos cursos técnicos,
separando-os do ensino convencional, o PROEP (Programa
de Expansão da Educação Profissional)
chegava para dar um novo tratamento a essas mudanças
educacionais. Reconhecendo que o programa é
um catalisador dessa pequena revolução
no ensino técnico, e que isso fortaleceu
verdadeiramente os cursos profissionalizantes,
o diretor do Centro Federal de Educação
Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ),
professor Marco Antonio Lucidi, faz uma análise
dos acontecimentos após cinco anos da implementação
da reforma e conclui que o PROEP, na verdade,
apresenta um grande risco.
"O PROEP fez um grande investimento no
setor comunitário. Mas o que acontecerá
nas escolas, principalmente comunitárias,
onde foi despejada uma verdadeira fortuna em dinheiro?
Como ficará o processo pós-concretização
da escola, o processo gerencial, haja vista que
50% das verbas adquiridas terão que ser
ofertadas como bolsas? Os outros 50% terão
que fazer receita para manter o custeio dessas
escolas? Eu não acredito que pessoas neófitas
à educação profissional possam
realmente enxergar o centro de educação
tecnológica como um centro, não
só de formação profissional,
mas um centro de inteligência capaz de se
auto-sustentar. Essa é a minha grande apreensão",
questiona Lucidi.
Folha Dirigida - Na segunda metade da década
de 90 foi realizada no Brasil uma reforma sem
precedentes, que ainda está em processo.
Dentre todas as mudanças operadas, a distinção
compulsória entre o ensino médio
e o ensino técnico foi uma das mais polêmicas.
Hoje, o senhor diria que essa reforma está
consolidada?
Lucidi - Totalmente consolidada, não.
Entretanto, o que nós temos verificado
é que no Cefet-RJ, por exemplo, a separação
entre o ensino médio e a parte técnica
gerou uma melhoria sensível na qualidade
dos cursos de ensino médio. Portanto, o
Cefet teve alternativas de manutenção
da qualidade dos cursos técnicos com o
aumento da qualidade do ensino médio. Acredito
que a consolidação se efetuará
à medida que esses cursos técnicos
possam ter, realmente, alunos egressos com formação
de qualidade do ensino médio. Quando o
ensino médio foi separado do ensino técnico,
nós tivemos o dilema de receber alunos
para fazer o curso técnico oriundos de
um ensino médio de baixa qualidade, pois
isso determinaria uma possível diminuição
dos egressos dos cursos técnicos do Cefet.
Entretanto, nós podemos fazer alguns convênios,
como com o Colégio Pedro II, selecionar
alunos de boa qualidade do ensino médio,
objetivando não enviarmos ao mundo do trabalho
técnicos malformados. Quanto ao ensino
médio do Cefet, com certeza, em curto espaço
de tempo, nós seremos uma das instituições
com melhores resultados nos vestibulares, pois
hoje temos toda uma equipe treinada e preparada,
dirigindo o ensino médio neste centro.
Folha Dirigida - Flexibilidade foi a palavra
de ordem do decreto que transformou o ensino técnico-profissional.
Para organizar a grade curricular, optou-se pela
modularização dos cursos e, no caso
do Cefet-RJ, também se oferece a concomitância.
Isso realmente facilitou a vida dos alunos?
Lucidi - Primeiramente, quanto à modulação,
eu, como educador, que me dedico à educação
profissional, acredito firmemente que a modulação
é um caminho para que nós possamos
certificar de forma intermediária os estudantes.
Nós vemos um transcorrer da formação
profissional que muitos alunos entravam num processo
de evasão e não conseguiam ter nenhum
certificado e nenhuma competência adquirida
para disputar postos de trabalho. Com a modulação
e a certificação intermediária
esses estudantes conseguem adquirir competência
ao transcorrer da sua formação até
a obtenção de diploma e de forma
intermediária. Se for possível e
se for a vontade dele, ele tem condições
e competência para ocupar um posto de trabalho.
Quanto à flexibilização,
essa não é uma palavra do Brasil,
é uma palavra do mundo. Toda educação
no mundo trabalha, hoje, com não-terminalidade
e com flexibilidade, ou seja, contra a terminalidade
e a favor, sempre, de um processo flexível.
E o que significa flexibilidade? É a possibilidade
de idas e vindas para o mundo do trabalho, para
cursos diferentes dentro de uma própria
instituição de ensino ou mesmo dentro
de outras instituições. A flexibilidade
também é incorporar à parte
pedagógica as competências adquiridas
no mundo do trabalho. A flexibilidade é
que o estudante possa permanecer num franco processo
de educação continuada sem ter a
característica de terminalidade de conhecimento
ou de competência, portanto a modulação
e a flexibilidade são dois pontos extremamente
importantes em qualquer planejamento acadêmico
voltado para a educação profissional.
O meu pensamento sobre a concomitância é
que, em muitas áreas profissionais, o jovem
não adquire idade para o exercício
profissional e a concomitância interna torna-se
um pouco difícil de aplicabilidade em jovens
com menos de 18 anos de idade adquirir competência
para exercer, por exemplo, cursos na área
de saúde como técnicos de enfermagem,
onde a responsabilidade civil é importante.
Na realidade, no mundo inteiro, inclusive no Brasil,
pratica-se que o indivíduo deve ter uma
formação ampla, cidadã e
integral para depois disso caminhar para a obtenção
de sua formação profissional.
Folha Dirigida - Uma das determinantes dessas
mudanças foi a pressão econômica
resultante da incorporação de novas
tecnologias, que mudam muito rapidamente. Isso
exigiu uma reforma curricular intensa e o estreitamento
de laços com empresas para trocas de informação
e intensificação da prática
de estágio. Como está o Cefet-RJ
nessa área?
Lucidi - Hoje, as profissões não
são mais aquelas tradicionais e muito em
forma de pacote, como Engenharia, Agronomia, Administração,
Medicina, Direito, entre outras. Hoje, nós
temos necessidade de produção, e
necessidade da própria sociedade em criar
algumas profissões que não são
parametrizadas no histórico das profissões;
a existência de uma autonomia das escolas
de estabelecer as suas novas habilitações
vai gerar um conjunto para o mundo do trabalho
- porque só se faz educação
profissional em consonância com o mundo
do trabalho -, vai gerar um maior aproveitamento
dessas pessoas na maioria das empresas de suas
regiões. Portanto, eu acredito que a diversificação
das ditas profissões, a não estagnação
naquelas ditas padronizadas ou antigas profissões,
essas novas profissões, fruto de novas
tecnologias, de novas realidades produtivas geram
a cada instituição se aproximar
do mundo do trabalho e ofertar e qualificar as
pessoas para essas necessidades. Com certeza,
isso leva à formação dirigida,
leva à formação com empregabilidade
garantida. O que nós defendemos é
que nós não aceitamos a formação
profissional sem a base científica, sem
a cidadania, sem a formação integral
com conhecimentos de Humanidades e com conhecimento,
por exemplo, de preservação do meio
ambiente; portanto nós acreditamos sim
que a base científica, a direção
ao mundo do trabalho e suas necessidades e tem
também em direção à
sociedade, porque hoje nós temos profissões
como agentes de desenvolvimento social que obviamente
não serão atendidas algumas empresas,
mas algumas prefeituras, governos etc. A educação
profissional é um misto de conhecimentos
de base científica e tecnológica
que dão sustentação ao indivíduo
saber pensar mais habilidades e competências
e tecnologias modernas, sendo capaz de, quando
mudar essas tecnologias, com essas bases, ele
ser rapidamente reaproveitado para a nova tecnologia.
Quanto ao estágio, indubitavelmente, não
é obrigatório, mas também
não acreditamos mais naquele estágio
tradicional longo de final de curso que praticamente
utiliza como cumprimento obrigatório de
currículo, mas sim a inserção
dos estágios através de microestágios
ou permanência do individuo na prática
do seu futuro mundo do trabalho como importante
na aquisição de competências
e habilidades.
Folha Dirigida - Na época que antecedeu
essa dissociação, pesquisas em todo
o país mostraram que as escolas técnicas
da rede federal teriam se transformado numa alternativa
de ensino médio gratuito e de qualidade
para jovens de classe média que buscavam
um melhor preparo para prestar vestibular. Essa
separação entre acadêmico
e técnico já faz que o ensino técnico
seja oferecido aos estudantes efetivamente interessados
em trabalhar na sua especialidade, ou estes cursos
ainda servem como uma espécie de trampolim
para o nível superior?
Lucidi - A realidade do mundo do trabalho,
hoje, é um pouco diferente da história
de algumas décadas passadas. As décadas
passadas se reforçavam pelo cartório
do ensino superior e pelo cartório da obtenção
do diploma. Hoje, a sobrevivência é
feita através de aquisição
de competência e de conhecimento. Algumas
áreas, como a própria informática,
o empregador não está mais preocupado
com o diploma ou com a obtenção
de um papel cartorialmente obtido, mas está
interessado na pessoa que tenha conhecimento para
poder lhe dar resultados e poder exercer com competência
as suas tarefas. Portanto, eu acredito que passamos
um novo paradigma e o Brasil está começando
a se encaixar numa verdade mundial. Hoje, o que
vence é o conhecimento e a competência
e não vence a aquisição,
muitas vezes deficitária, de cartório,
de um diploma de ensino superior. Acredito que
nós poderemos ter, sim, um ensino médio
no Cefet de grande qualidade, aí, eu acho
que foi um tiro um pouquinho falseado do governo.
O governo quis, na realidade, terminar com o ensino
médio dentro das escolas técnicas
do Cefet, e, com a separação, na
realidade, nós potencializamos e qualificamos
o nosso ensino médio.
Folha Dirigida - Estudiosos da área
de redução já apontam o PROEP
como o grande desfibrilador do ensino técnico,
no sentido que a separação entre
o técnico e o acadêmico está
dando os resultados esperados, as mudanças
curriculares estão resolvendo os problemas
preexistentes e os novos projetos parecem desencadear
processos de melhoria das escolas. Mas o processo
ainda está fora de sincronia - pouco mais
de 10% das escolas, segundo estatísticas,
saíram da crise com o projeto. A tendência,
daqui para frente, é que todas entrem na
mesma velocidade? Como?
Lucidi - Na realidade, o Brasil é um
país imenso e isso não difere das
escolas com suas potencialidades e condições
e soluções. O PROEP é um
grande programa de expansão da educação
profissional; entretanto, na rede federal, sem
dúvida nenhuma, foi instrumento da melhoria
da qualidade das instalações, melhoria
dos novos equipamentos que chegaram e a expansão
de vagas. O PROEP, além de expandir as
vagas dos cursos técnicos, ele propiciou
o crescimento e a oferta na rede federal dos cursos
de nível básico. Esses cursos de
nível básico, até então
nunca praticados pelo Cefet, hoje são intensamente
praticados, quer como um programa de extensão
como utilizados como recursos do FAT. O PROEP
é um programa de expansão, um programa
de melhoria de qualidade, expansão do número
de vagas, expansão do espaço físico.
O PROEP facilitou a introdução do
nível básico na rede, quando ela
praticamente era realizada pelo sistema S (Senai,
Senac). Entretanto, para mim, o PROEP tem um grande
risco, e eu queria deixar isso bem dito aqui.
Ele fez um grande investimento no setor comunitário;
meu problema com o setor comunitário é
um problema da maioria das escolas de educação
profissional ou das universidades é o problema
de gestão. Nós estamos com crises
de gestores, nós precisamos fazer esses
gestores com uma formação muito
sólida e não deixar que aventureiros
ou pessoas achem que podem gerir uma quantia fantástica
de dinheiro investida pelo governo na educação
profissional. Portanto, essa é minha pressão
quanto ao PROEP. É o que acontecerá
nas escolas, principalmente comunitárias,
onde foi despejada uma verdadeira fortuna em dinheiro.
Como ficará o processo pós-concretização
da escola, o processo gerencial? Visto que, 50%
das verbas adquiridas terão que ser ofertadas
como bolsas, os outros 50% terão que fazer
receita para manter o custeio dessas escolas.
Eu não acredito que pessoas neófitas
à educação profissional possam
realmente enxergar o centro de educação
tecnológica como um centro, não
só de formação profissional,
mas um centro de inteligência capaz de se
auto-sustentar. Essa é a minha grande apreensão.
Folha Dirigida - Na esfera federal, com os
cursos divorciados do acadêmico, mesmo passando
a ser objeto de maior atenção e
questionamento, ficou claro que o ensino profissionalizante
passou a dar aos graduados boas chances de encontrarem
empregos condizentes pela progressiva aproximação
com o mundo empresarial, proporcionado pela reforma.
E nas escolas privadas? A tendência é
acompanhar as mudanças?
Lucidi - Falando no nível tecnológico,
eu me sinto muito à vontade, porque fui
um dos primeiros a presidir uma comissão
que institui as diretrizes que hoje estão
no Conselho Nacional de Educação
sobre os cursos superiores de tecnologia. O Brasil
tardou a diversificar o ensino superior. Está
atrasado, tranqüilamente, uns 30 anos. A
diversificação do ensino superior
possibilita ao jovem uma formação
de qualidade em tempo menor, muito dirigida a
uma necessidade do mundo do trabalho. Isso não
significa que, ao ser uma formação
profissional em tempo menor, será de menor
qualidade. Muito pelo contrário. O que
nós estamos vivenciando é uma maioria
de cursos de graduação de longa
duração e de baixíssima qualidade
e sendo verdadeiras fábricas de desempregados.
Até que ponto o Estado vai jogar dinheiro
fora? Até que ponto o individuo vai ser
iludido a fazer uma universidade que é
um sonho de realidade, não é uma
verdade? Então, nós temos que dar,
sim, opções à população
e ao desenvolvimento das regiões e formar
profissionais de qualidade num tempo menor, mas
com uma qualidade muito clara e muito evidente
através da mensuração de
competências e habilidades. Os cursos superiores
de tecnologia, sem dúvida, correspondem
a um instrumento de necessidade de desenvolvimento
do país, uma necessidade de aumento de
oferta de ensino superior de qualidade. Quanto
à iniciativa privada, o aspecto mercantilista
pode, realmente, em algumas instituições,
deteriorar os conceitos que nós tanto defendemos
nos cursos superiores de tecnologia. Mas com certeza
a sociedade saberá discriminá-lo,
fazendo fechar aqueles cursos que tiverem uma
visão puramente do interior de suas vontades
e não da vontade da sociedade ou das empresas.
Eu espero que o MEC aja rigidamente através
das suas comissões especialistas para quando
ver que esse instrumento está se transformando
também numa fábrica de desempregados,
o descredencie da forma mais rápida possível.
Folha Dirigida - Qual tem sido a receptividade
do mercado aos alunos que saem formados dos cursos
técnico-profissionalizantes? Esses alunos
encontram, hoje, mais facilidade de emprego do
que aqueles formados em nível superior?
Lucidi - Sem dúvida alguma. Nós
temos alguns dados que nos mostram que quando
a educação profissional é
planejada com pesquisas no mundo do trabalho,
a empregabilidade é fantástica.
Quando nós formamos cursos de formação
profissional a nível tradicional nas universidades
totalmente separados da realidade do mundo e do
Brasil, o desemprego é muito alto. Então
com certeza, nós temos melhores resultados
em termos de laborabilidade em egressos nos cursos
superiores de tecnologia. É lógico
que algumas áreas profissionais tradicionais
ainda se mantêm um bom nível de oferta
de emprego, mas muitas delas, infelizmente, nós
estamos com vagas praticamente inexistentes e
com uma multiplicidade de cursos fantásticos.
Eu não acredito que esse seja o melhor
caminho para as pessoas e para o país.
Portanto, eu acredito que uma formação
profissional com uma base cientifica tecnológica
sólida, mas com uma vivencia muito clara
da prática do mundo empresarial, do mundo
do trabalho, sem dúvida, é o melhor
caminho.
Folha Dirigida - As universidades federais
enfrentam, desde o ano passado, um quadro marcado
pela escassez de verbas e greves. Esse também
é o quadro vivido pelas instituições
federais de ensino técnico como o Cefet?
Lucidi - A principio, eu queria convidar a
todos a visitar o Cefet e ver que ele não
está sucateado. Muito pelo contrário,
ele está totalmente reformado, reformulado,
expandido, com equipamentos novos instalados em
seus laboratórios. Portanto, o Cefet não
é isso que dizem da universidade pública;
o Cefet é uma instituição
que está em franco progresso. Os investimentos
feitos no Cefet nos últimos anos são
fruto de um trabalho desta comunidade de professores,
de funcionários e corpo discente. E se
houver competência e existirem projetos,
nós conseguiremos recursos. É lógico
que os recursos de custeio tradicionais ficaram
muito estagnados, mas nós tivemos alguns
recursos que não foram os tradicionais
de custeio que nós pudemos obter através
de projetos. E isso o Cefet conseguiu com muita
eficiência e eficácia nos últimos
anos. Portanto eu luto para mostrar o Cefet, e
aqui nós vamos ter um exemplo, que será
a Expotec, em outubro, convido a todos para verem
a Expotec, que é um evento fantástico
de protótipos realizados por estudantes
de todas as escolas do Estado e universidades,
e mostrar que o Cefet está totalmente reformulado
como poucas instituições que tem
a qualidade do espaço físico que
nós temos hoje.
Folha Dirigida - Qual é o seu balanço
sobre os oito anos de gestão do ministro
Paulo Renato de Souza?
Lucidi - Acredito que foi uma administração
positiva no enfoque e uma administração
muito criticada em outros aspectos. O relacionamento
do ministro Paulo Renato com os reitores das universidades
federais não foi dos mais afáveis.
A aproximação dele foi difícil
e eu acredito que esse não é o melhor
caminho para um dirigente maior na educação
brasileira um distanciamento e uma forma
de atrito e desavenças com os reitores.
Acredito que o ensino fundamental seja um sucesso,
pelo menos na dimensão quantitativa, mas
precisamos melhorar o índice de qualidade
dos nossos estudantes, que já é
muito temeroso. O ensino médio no Brasil
é uma crise, apesar de quantitativamente
ter melhorado. Mas a qualidade é medonha
e precisamos dar uma forma democrática
dos alunos, não das metrópoles,
e sim do interior e das regiões mais periféricas,
terem um ensino médio de qualidade. Precisamos
democratizar o acesso ao ensino superior, porque
o Brasil ainda é um dos países com
menor índice percentual de alunos na faixa
etária do ensino superior. Este fato determina
um prejuízo ao progresso de um país
fantástico e o ministro Paulo Renato não
conseguiu atingir aos objetivos que a sociedade
perseguia. Portanto, eu acredito que é
uma avaliação razoável, principalmente
nos ganhos obtidos da forma quantitativa do ensino
fundamental e no ensino médio. Espero que
quem venha possa corrigir alguns passos que foram
dados e manter os acertos efetuados para que a
sociedade ganhe como um todo.
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