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Relator do plano nacional
de educação na câmara federal, cujo principal
desafio é erradicar o analfabetismo, o deputado Nelson
Marchezan afirma que projeto será revolucionário
Está na ordem do dia
dos educadores a discussão em torno do Plano Nacional
de Educação que se transformou em lei com o
ambicioso objetivo de alterar, de forma definitiva, o cenário
educacional do país. Por enquanto, esse objetivo ainda
é considerado um sonho distante pela maioria dos educadores,
diante da própria escassez de recursos que vem estrangulando
algumas áreas da Educação, a principal
delas os baixos salários pagos ao magistério
em vários estados brasileiros.
Acabar com o analfabetismo
em 10 anos é o principal desafio do Plano Nacional
de Educação, aprovado no fim do ano passado
pelo Congresso Nacional, com o objetivo de elevar o nível
de escolaridade da população brasileira, melhorar
a qualidade do ensino em todos os níveis, reduzir as
desigualdades sociais e regionais através da educação
pública e democratizar a gestão do ensino.
Mas depois de sua trajetória
no Congresso Nacional, iniciada em fevereiro de 1998, quando
foi apresentado em duas versões - uma do Poder Executivo
e uma do deputado Ivan Valente (PT/SP), - o Plano ainda tem
uma brava luta pela frente: derrubar os vetos do Governo Federal
a nove de seus itens.
Os vetos, que teriam sido
feitos por recomendação da equipe econômica
do Governo, depõem contra a ampliação
dos recursos do programa Renda Mínima; a obrigação
da reserva de 40% das vagas universitárias a egressos
de escolas públicas; a criação de um
fundo para manutenção do ensino superior; a
ampliação dos recursos do programa de crédito
educativo para assegurar o financiamento de 30% dos alunos
da rede privada; e a triplicação, em dez anos,
do financiamento para pesquisas científicas e tecnológicas.
Também foram vetados
a implantação de um plano de carreira para a
formação profissional do setor; o aumento, em
dez anos, do percentual do PIB educacional para 7%; o aumento,
em dois, anos do valor gasto por aluno, de modo a alcançar
os padrões mínimos de qualidade; a exclusão
do pagamento dos aposentados e pensionistas das despesas com
ensino, deixando sob a responsabilidade do Tesouro os 20%
destinados a estas duas categorias.
Estas perdas, entretanto,
não tiraram o otimismo do relator do projeto na Câmara
Federal, o deputado Nelson Marchezan (PSDB/RS), que em entrevista
à FOLHA DIRIGIDA comemora a primeira tentativa concreta
de se traçar um plano global para melhorar o nível
educacional de um país que é a oitava economia
mundial, mas que ainda vê somados à sua população
nada menos que 15 milhões de analfabetos. Veja a entrevista:
FOLHA DIRIGIDA - Quais
as conquistas efetivas da educação brasileira
com o Plano Nacional de Educação?
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