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Antes bem acompanhado que só, na preparação para o Enem 2012


O desejo de passar nos vestibulares faz com que os estudantes elaborem diversas estratégias para garantir um bom resultado. O estudo em grupo é uma delas. A possibilidade de aprender com os amigos ou colegas que tenham facilidade em disciplinas diferentes leva muitos vestibulandos a adotarem essa forma de estudos como segredo para a classificação.
 
Candidato a uma vaga no curso de Engenharia Naval, o aluno Rogério Sobral, 17 anos, vê no estudo em grupo uma possibilidade de aprimorar seu aprendizado. Ele e os colegas se reúnem após as aulas no Colégio Saint John para revisar e aprender mais sobre as disciplinas, além de discutir tópicos das mesmas.

“A vantagem de estudar em grupo é que é muito melhor ter duas cabeças pensando sobre um assunto. Talvez um colega meu pode ter uma visão melhor do que a minha a respeito de uma questão ou uma forma mais eficiente de resolvê-la”, disse Rogério Sobral, que tentará uma vaga na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
 
Ao escolher a preparação em grupo, os alunos já se deparam com uma questão fundamental: escolher uma equipe por afinidade ou por habilidades individuais? A estudante Jéssica Fernandes, 16  anos, optou por convidar os amigos. Entretanto, a jovem destaca que ainda assim é possível encontrar perfis variados.

“Organizei meu grupo por afinidade. Mas na equipe de estudos há pessoas boas em diferentes áreas. Geralmente nós pegamos os exercícios dos livros e apostilas, um colega tira minha dúvida e  vice-versa”, disse Jéssica, que também aproveita o tempo livre após as aulas para reunir os colegas.

Ainda que o estudo em grupos tenha muitas vantagens, os vestibulando também apontam um perigo para a preparação: as conversas paralelas. Segundo Jéssica Fernandes, também do Saint John, algumas disciplinas facilitam com que os alunos se distraiam durante as reuniões. Entretanto, há aquelas que estimulam discussões entre os colegas.

“Química e Matemática geram conversa paralela. Já Português causa muitos debates. Acho extremamente importante essas discussões, pois cada pessoa é diferente na personalidade e na maneira de estudar. Então, a gente consegue aprender coisas diferentes”, disse a estudante.

Já no grupo de Yago Maia, 17 anos, as conversas surgem após várias horas de estudos. No entanto, o candidato ao curso de Arquitetura na UFRJ afirma que os colegas mais exigentes alertam o restante da equipe. “Sempre tem uma conversinha no finalzinho porque já estamos cansados. Mas nós temos aquele aluno mais rigoroso que chama a atenção de todo mundo.”

Por: Daiane Possimoser - [email protected]
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