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Educadores aprovam mudanças no modelo do Enem


A pouco menos de dois meses do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2016, já repercute a ideia de um novo formato de prova para o ano que vem. No último mês de agosto, a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, criticou a atual configuração da avaliação e informou que como diretora da entidade responsável pela realização da avaliação fará mudanças.
 
Educadores enxergam as possíveis mudanças no Enem com bons olhos, no entanto, ressaltam a necessidade de as mudanças terem como pilar central os estudantes. A professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Mirian Paura defende a importância dos alunos nesse processo de mudanças e também indica algumas orientações quanto a etapa do ensino médio.
 
"É importante que as mudanças atendam principalmente as reais necessidades dos alunos. Caso sejam feitas que sejam em benefício deles e não só para melhorar os nossos indíces junto ao Enem. É uma diferença bastante significativa. Além disso, acredito que as escolas devem trabalhar melhor os objetivos dos estudantes no Enem. Facilitar, se possível, a avaliação positiva na prova", disse a docente.
 
Para o ex-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro (Sinepe-Rio), Edgar Flexa, o Enem é um equívoco, uma forma de controlar o que os outros devem e podem saber, porque se não souberem não entram na faculdade. "Se o Enem é aquilo que vai dizer o que ele tem que saber, o Enem é um fracasso num país como o Brasil. O país é muito grande e as pessoas tem um acesso diverdificado à educação", argumentou. Para finalizar, Edgar propõe que cada escola superior fizesse sua prova de vestibular como era antigamente. "O Enem limita o acessso o saber."
 

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