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Enem 2016: 40% só estudam em cima da hora


Quatro em cada dez inscritos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2016) tendem a deixar os estudos para a última hora. Foi o que constatou uma pesquisa inédita sobre como os candidatos se preparam para a maior e mais importante prova do país.
 
De acordo com o levantamento, feito a pedido da FOLHA DIRIGIDA, quase 40% dos inscritos não estavam se preparando para a avaliação no início de julho. Realizado pelo Laboratório de Pesquisas do Centro Universitário Carioca (UniCarioca), o estudo constatou que 30% ainda não estavam estudando enquanto 9% disseram que não iriam se preparar.

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Segundo a pesquisa, intitulada “Como o estudante se prepara para o Enem 2016”, 27% estavam com as atenções voltadas para a prova em um período de três a seis meses, ou seja, pelo menos desde março, enquanto apenas 14% estudam desde o ano passado. Para o especialista em planejamento de estudos Alexandre Marques Bento, deixar a preparação para a última hora pode ser fatal para as pretensões dos participantes, pois o exame tem  15 matérias distribuídas por quatro áreas, além da redação.
 
“É muito conteúdo para estudar em tão pouco tempo. Por isso, o fato de esses alunos sequer terem iniciado pode prejudicar e muito o resultado, inclusive na redação. Sem contar o nível de estresse por deixar a preparação para tão perto da prova”, comenta o especialista, que está à frente do site Tríade da Aprovação, voltado para planejamento de estudos para concursos públicos, prova da OAB e Enem.

A pesquisa ocorreu nos dias 6 e 7 de julho deste ano. Foram ouvidos 1.224 estudantes, a maioria entre 16 e 18 anos, próximo a escolas. Apesar de ter sido feita principalmente na cidade do Rio, seus resultados, pela metodologia empregada, podem ser entendidos como tendências do comportamento para todos os inscritos.

Um terço dos inscritos estuda em casa ou com amigos
 
O levantamento também constatou que 33% estudam em casa, sozinhos ou com amigos. O indicador é maior que o dos matriculados em cursos particulares (19%) e o dos que estudam apenas na escola (17%). Para Alexandre Marques, entre as vantagens de se  preparar em casa estão o ganho de tempo e a possibilidade de ter uma estratégia mais flexível. 
 
“Para o aluno disciplinado, não existe estratégia melhor, mas para um aluno indisciplinado, pode não ser uma boa ideia”, diz o especialista, ressaltando que estudar com amigos também pode ser bom, desde que todos tenham comprometimento. “A principal desvantagem de estudar em casa, por sua vez, é a facilidade de não cumprir o cronograma de estudos, por preguiça, desorganização, interferências, etc. De qualquer forma, mesmo para alunos que fazem cursinho, não há como dispensar o estudo em casa, para revisões e fazer exercícios”, completa Alexandre Marques.
 
Na preparação, a prioridade dos inscritos no Enem 2016, de acordo com a pesquisa feita pela UniCarioca, é Português e Matemática: 23% dedicam mais tempo às áreas com mais questões. Para Alexandre Marques, caso o inscrito tenha pouco tempo para estudar e não pretenda disputar os cursos mais concorridos, a estratégia pode ser válida. 
 
“Contudo, há uma limitação nessa estratégia, pois o Enem é uma prova de equilíbrio. Mesmo um aluno que tenha nota perfeita em uma matéria ou área pode ter um resultado final não tão competitivo”, diz o especialista em planejamento de estudos. “A melhor estratégia e estudar todas com a mesma profundidade, mas ir priorizando, com revisões e exercícios, aquelas matérias que têm maior peso ou dificuldade”, completa Alexandre Marques. 

Por: Diego Da - [email protected]
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