Folha Dirigida Entrar Assine

Ministro fará consulta pública para realizar Enem online


Em visita ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), o ministro da Educação, Cid Gomes, afirmou que pretende realizar uma consulta pública para a elaboração de um banco de dados de aproximadamente 32 mil questões para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A ideia é aplicar o vestibular online em um determinado período do ano, e não simultaneamente para todos os estudantes do país.

De acordo com Cid Gomes, a consulta sobre o banco de itens, classificado por ele como um pré-requisito para a implantação deste modelo de prova, será iniciada logo após o Carnaval. "Se tivermos, sem nenhum sigilo, oito mil itens para cada área da prova, tudo listado e colocado a julgamento público, poderá ficar aberto ao público e até servir de fonte de estudos. Se alguém conseguir decorar todas as respostas é um gênio e merece a vaga", falou.

Após a criação do banco de itens, o passo seguinte seria orçar locais para a aplicação do Enem, evitando que outras pessoas façam a prova no lugar do candidato. Segundo o ministro, a intenção é disponibilizar terminais de computadores, nos quais os estudantes iriam, após agendarem dia e horário, para responderem as perguntas do exame. "O que penso é que os concluintes do ensino médio possam ter, por exemplo, entre janeiro e fevereiro, para fazer a prova. Disponibilizaremos uma quantidade de salas, mas não precisa ser para oito milhões, porque estarão divididos em dias e horários distintos. Para os não concluintes, poderia ficar aberto a qualquer momento", falou.

Este formato, de acordo com ele, diminuiria os riscos de fraude, já que o sistema, inspirado nas provas teóricas do Detran, selecionaria estatisticamente as perguntas, divididas entre fáceis, médias e difíceis, gerando avaliações distintas para cada vestibulando, mas capaz de aferir o mesmo nível de conhecimento. "Dois vestibulandos lado a lado, por exemplo, estariam fazendo provas completamente diferente, mas de mesmo nível", explicou, fazendo referência ao vazamento da redação da última edição do Enem. "Ficou muito claro que essa antecipação de 15 minutos não permitiu benefício para ninguém", disse.

Durante a visita, o ministro ainda garantiu que todas as expansões anunciadas serão consolidadas, como as unidades do IFRJ no Centro, no Complexo do Alemão e em Jacarepaguá, e os programas do Ministério da Educação (MEC) não serão afetados pela contenção de gastos do governo federal. "Não há nenhum corte em projetos finalísticos do ministério. O que precisamos é promover a diminuição de gastos de custeio em todos os setores, como apagar as luzes, desligar o ar condicionado quando não houver ninguém na sala e ter cuidado com vazamentos de água. Coisas que são, ao meu juízo, pré-requisitos para a boa aplicação dos recursos públicos."

Ele informou que tem dividido seu tempo para conhecer a estrutura do MEC e as unidades que compõem a rede federal de ensino, além de secretarias de educação e prefeituras. "Temos 50 milhões de brasileiros no ensino básico e 99% matriculados em redes municipais e estaduais autônomas. A integração é algo fundamental", disse, garantindo que estará aberto ao diálogo e a conhecer as experiências educacionais que deram certo pelo país. Ainda assegurou que a composição de sua equipe será baseada em três pilares: competência, afinidade com a área e compromisso com os projetos.

Por: Renata - [email protected]
Assine e tenha acesso completo ao conteúdo do Folha Dirigida
OU

Comentários

NEWSLETTER
Cadastre-se para receber notícias e Informações