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Olimpíadas do conhecimento: treinamento de luxo para o Enem


Os jovens do ensino médio que sonham em passar para uma boa faculdade, no curso de graduação escolhido, têm no ano do vestibular um duro desafio para alcançar seu objetivo. Para isso, fazem provas de anos anteriores e dedicam boa parte do seu tempo aos estudos. Porém, olimpíadas com foco nas disciplinas escolares também surgem como uma boa alternativa para agregar conhecimento em busca da tão desejada aprovação.

O estudante Victor Feitosa, que faz pré-vestibular no Sistema Elite de Ensino, por exemplo, já participou de várias competições do tipo, inclusive sendo premiado, e garante que a estratégia pode ser bem útil. O jovem, que deseja ingressar no Instituto Militar de Engenharia (IME) ou Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), já concorreu três vezes na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), com 2 ouros e 1 bronze, foi ouro na Olimpíada de Matemática do Estado do Rio de Janeiro (OMERJ) e recebeu menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Física (OBF). A principal vantagem, para ele, é que, na busca por um bom resultado na Olimpíada, o aluno se aprofunda mais no estudo da matéria.

"Considero fundamental na formação acadêmica, pois nos dá uma nova visão para cada matéria. Na escola, às vezes, ficamos presos na decoreba. Além disso, possibilita que os estudantes se dediquem mais fundo, enquanto o vestibular é mais superficial. Isso o torna mais fácil", comentou, acrescentando que, por ser uma competição, motiva o estudo. "Você quer atingir seu potencial máximo e se prepara para alcançar a meta. Essa é a parte mais importante", completou o estudante de 17 anos, que pretende participar da OMERJ e da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) nesse ano.


Para estudante, olimpíadas ajudam a ter mais concentração

Pamela Assis e Kathleen Dias estão no 1º ano do ensino médio Colégio-Curso Tamandaré de Nova Iguaçu. Mesmo assim, já pensam nas olimpíadas como uma maneira de aprimorar a preparação para o vestibular. As duas participaram, em 2011, das Olimpíadas de Astronomia, ficando com a prata e o bronze, respectivamente.

"Entrei como uma oportunidade de aprender mais para usar no futuro. Valeu também como uma revisão do ensino fundamental e de conteúdos que vou precisar no vestibular. É legal, pois mostra como está o meu desempenho nas provas", contou Pamela, que pensa em fazer Odontologia, reforçada por Kathleen, que deseja cursar Medicina. "Ajuda, porque se eu tiver um bom resultado, mostra que estou no caminho certo. É um teste de conhecimentos. Sempre que puder, participarei", afirmou.

Para Guilherme Fernandes de Figueiredo, do 2º ano do ensino médio do Tamandaré de Nova Iguaçu, além de ser uma oportunidade para aprender mais sobre a matéria, também ajuda no estudo das demais disciplinas. "Te estimula a ter mais atenção e concentração, coisas fundamentais para o estudo de qualquer assunto. E isso levarei para outras disciplinas. E participar de olimpíadas é importante Não só para o vestibular, mas para qualquer prova, afinal são novos conhecimentos, o que é sempre bom", disse o estudante, que tentará passar para Engenharia e, ano passado, concorreu nas Olimpíadas de Física, ganhando Menção Honrosa, Matemática, Geografia e Química.

O caso de Fabrício Mascouto, que estudava no Colégio Estadual Jamil El Jaick, em Nova Friburgo, foi o inverso. Desde 2005 participando de olimpíadas e sem levar o colégio com seriedade, ano passado, quando fez o 3º ano do ensino médio, viu que precisaria se dedicar se quisesse passar no vestibular. O resultado, além da aprovação para Engenharia Mecânica na Uerj, foi a prata na OBMEP.

Por: Renata - [email protected]
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