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Saída de Malvina do Inep surpreendeu educadores


No último dia 26, após reunião com o novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a então presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tuttman, deixou o cargo. Porém, especialistas veem a decisão com ressalvas e acreditam que a escolha foi política e não técnica, já que analisam a gestão de Malvina positivamente.

Para o coordenador do Comitê-Rio da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Maurício Fabião, é natural que um novo gestor do governo faça mudanças e ajustes em sua equipe, porém, segundo ele, a saída ou a permanência de pessoas como Malvina deveria ser baseada em uma avaliação racional de seus resultados.

“E os resultados da Malvina foram positivos. Por vir de uma universidade, ela tem um diferencial. Não vejo razão para a sua saída. Realizar mudanças por questões políticas nunca é bom. Se o novo ministro conseguir alguém para gerir o Inep que esteja à altura da Malvina, ótimo, mas acho difícil”, afirma.

A professora e ex-reitora da Universidade Federal do Estado do Rio (UniRio), que chefiava o Inep há um ano, foi bem avaliada por Fabião. De acordo com ele, Malvina, por ter tido uma forte atuação em universidade, possui uma visão completa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“O grande problema do Inep é, com certeza, o Enem, mas a Malvina conseguiu estabelecer um diálogo mais próximo e claro com a sociedade. Ela é comunicativa, interage. Isso evitou problemas muito piores na última edição do Enem”, avalia.

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro (Sinepe-Rio), Victor Notrica, também acredita que a saída de Malvina do Inep não tenha se dado por causa do trabalho da gestora.

“Ela é muito competente. Não ocorreram erros em sua gestão. Mas, infelizmente, ela fez parte de um sistema que é falho”, declara. Notrica lembra que ainda não está claro o motivo da saída da agora ex-presidente do Inep.

“Não sabemos se foi ela que pediu para sair ou se ela foi exonerada. Isto não está claro. Mas, se ela tiver solicitado o desligamento, fez muito bem. Caso tenha sido uma questão política da parte do novo ministro, o que é muito comum, também não me surpreende. Desde 2009, mesmo com os problemas que essas rupturas acarretam, o Inep vem sofrendo com trocas constantes”.

Por: Renata - [email protected]
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