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Novos paradigmas de gestão para as escolas particulares


No dias 13 e 14 de julho, o Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio (Sinepe-Rio) realiza mais uma edição do Congresso Rio de Educação. Diversas palestras e oficinas marcarão o evento, que abordará diversos temas.

Segundo o presidente do Sinepe-Rio, professor Victor Notrica, as oficinas serão dinâmicas, possibilitando o debate entre os palestrantes e a plateia. A relevância dos assuntos discutidos serão fundamentais para os gestores das escolas e profissionais de educação, uma vez que as grandes inovações e mudanças no sistema educacional requerem constantes atualizações.

O mote central do Congresso será a leitura. Para ilustrar a importância do tema, um painel será realizado no primeiro dia do evento. Muniz Sodré, defendendo o livro em papel, e Silvio Meira, o digital, farão uma reflexão sobre o exercício da leitura, cuja mediação está sob a batuta do acadêmico Arnaldo Niskier. O evento ocorrerá no Hotel Sofitel, em Copacabana.

Na entrevista, Notrica expõe sua crítica sobre o Enem, considerando-o inadequado para selecionar os estudantes para as vagas do ensino superior, contesta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de se posicionar a favor das cotas raciais, declarando-as discriminatórias, reclama da morosidade na hora de votar o Plano Nacional de Educação e apresenta algumas das dificuldades com as quais os diretores de escolas precisam lidar. "Toda a metodologia de gestão mudou. Não tenho a prática, a agilidade e a gestão dos modelos atuais que um jovem que fez Administração tem."

Este ano, o Sinepe realiza mais uma edição de seu Congresso Rio de Educação. O que os educadores e gestores de escolas podem esperar do evento?
Victor Notrica
- O evento esse ano talvez traga uma contribuição até maior que os anteriores, que foram feitos em setembro ou outubro, quando as escolas já estão com o planejamento do ano seguinte já elaborado. Em 2012, por força de diversos locais indisponíveis, será em julho. E dará às escolas, à direção e aos gestores subsídios para o planejamento de 2013. Há sempre um eixo central para o tema. Esse ano será 'A importância da leitura', não apenas com palestras, mas também com o concurso de redação sobre estimular o hábito e a prática da leitura. O painel que abrirá os trabalhos será 'Do livro de papel ao livro digital: uma reflexão sobre o exercício da leitura', no qual Muniz Sodré e Silvio Meira defenderão seus pontos de vista, sob a coordenação de Arnaldo Niskier. Depois teremos a premiação do concurso de redação, no qual três alunos de cada série, do 8° ano até o 3° ano do ensino médio, serão premiados. No fim do ano, em um evento que também será comemorativo aos 80 anos do Sinepe-Rio, lançaremos os livros com as melhores redações. Nesse primeiro dia do Congresso, ainda teremos a palestra da doutora Suzana Herculano, que também fez uma palestra na semana de comemoração do dia do Mestre, de 2011, e nos impressionou muito a qualidade da exposição dela sobre Neurociência e todas as implicações científicas para aprendizagem. Os participantes poderão conferir também a palestra do doutor Flávio Gikovate, cujo tema será 'A arte de educar'. No dia 14, teremos 16 oficinas, em quatro salas. Elas têm uma dinâmica muito boa, a experiência que temos é ótima. O interessado se inscreve para o dia que desejar ou para ambos os dias e o número de oficinas que deseja participar. A frequência é muito boa e a inscrição para algumas oficinas se esgota rapidamente. Os participantes recebem um certificado, com a identificação dos dias que frequentou o Congresso.

No primeiro dia do evento, como o senhor mencionou, haverá uma palestra de Suzana Herculano, doutora em neurociências pela Universidade de Paris, e do médico e psiquiatra Flávio Gikovate. Por que esta vertente mais voltada para as relações da educação com a neurociência?

É um tema genérico, que vai atender a todos os setores das escolas: os professores, coordenadores, orientadores, diretores e até familiares de alunos. Os temas do primeiro dia são amplos, já os do segundo dia são mais específicos. Há oficinas para a área de gestão administrativa, educação infantil, ensinos fundamental e médio. Cada uma delas tem duração de uma hora e meia, e muitas vezes a primeira hora é a exposição sobre o tema e depois um debate, com perguntas e participação efetiva da plateia. Mesmo no primeiro painel, o moderador, professor Arnaldo Niskier, programou que cada palestrante faça uma exposição de cerca de 20 minutos, além da sua apresentação, de até dez minutos. O restante do tempo será aberto a discussões, atendendo a perguntas dos presentes.

Uma série de outros temas, entre eles, inclusão, mediação de conflito escolar, política educacional e marketing também serão trabalhados em atividades no Congresso.

Mediação de conflito escolar é um tema interessantíssimo. No Congresso de 2010, o professor Álvaro Chrispino também fez uma palestra sobre a judicialização dos problemas escolares. Foi tão boa que nós o convidamos novamente. Hoje em dia, há a discussão sobre quem é o responsável: escola, pai do aluno, o estudante, o governo, em todas as áreas que há conflito. Haverá também a palestra do Carlos Mattos Ferreira, sobre 'Agressividade: bullying, resiliência, limites, violência e crise de autoridade', que é um tema bastante atual. O bullying é o assunto da moda. Ele sempre existiu, mas não se chamava bullying, mas gozação. Agora, estão dando ênfase a uma coisa que sempre existiu, que faz parte do dia a dia dos alunos. Cada um de nós, no tempo de escola, deve ter tido um apelido e colocado outros nos colegas. Teremos uma palestra do Henrique de Mello Franco sobre 'Questões jurídicas mais relevantes para escolas', com enfoque nas áreas tributária e de legislação. Há muitas coisas conflitantes atualmente sobre educação de jovens e adulto, a distância. No fim, fazemos sempre uma pesquisa junto aos participantes, que preenchem um formulário, cujas perguntas referem-se aos temas que agradaram mais, quais deveriam ser revistos, além de abrir espaço para sugestões para um próximo evento. Nesse Congresso de julho, muitos assuntos foram sugeridos pelos participantes do ano anterior. Tivemos nesse mês uma palestra sensacional sobre Educação Financeira, mostrando para o infante, de seis ou sete anos, que ele já pode receber uma certa orientação nesse sentido, como a questão de limitação de consumo ou se deixar levar pela propaganda, muitas vezes enganosa. Certamente será um tema para vários outros eventos do sindicato.

A educação financeira pode entrar no currículo estudantil futuramente?
Pode, mas como atividade extra-curricular. A Lei de Diretrizes e Bases determina o número mínimo de dias e horas, e dentro desse mínimo, volta e meia estão querendo introduzir novos conteúdos e códigos. À medida em que se introduz um, outro obrigatoriamente terá que sair. A menos que a escola funcione em horário integral, o que é raro. Para compactar isso em um turno, a aula perde muito no incentivo para o aluno, torna-se apenas o cumprimento do horário, fica fria, não tem o prazer do olho no olho. Durante mais de 50 anos, dei aula de Química. Essa disciplina não tem nada de interpretativa, é uma ciência. Me perguntavam: 'professor Victor, o senhor não fica enjoado de repetir todo ano, em todas as turmas, que o carbono é tetravalente?'. Eu dizia: 'Ele é tetravalente, mas o aluno é diferente'. Essa relação com o estudante é o que importa. Isso desperta uma sensibilidade afetiva, tanto no aluno quanto no professor. É preciso fazer o possível para que um goste do outro. Assim, a coisa anda. Falo como professor.

O domínio de diferentes áreas, como as de Marketing e política educacional, tem sido cada vez mais requisitados aos gestores?

Com certeza. Há muitas inovações e até reações a certas medidas. Há dois anos, houve a polêmica sobre a adoção de livros do Monteiro Lobato. Foi uma provocação muito infeliz. Por isso, colocaremos no Congresso uma oficina, cujo tema será 'Monteiro Lobato e a formação do leitor literário'. Há coisas muito mais importantes para que as autoridades educacionais se preocupem em vez de dizer se pode ler esse livro ou outro. Tivemos o problema dos livros didáticos errados, o kit da homofobia. Foram muito infelizes.

Quais os principais desafios para manter em funcionamento uma instituição de educação básica, nos dias de hoje?
O primeiro ponto é que não se respeita o ente federativo. Atualmente, está vindo tudo de uma autoridade, um poder central - Ministério da Educação e seus órgãos - para o país inteiro. O Amapá é diferente do Rio de Janeiro, e isso vale para o Enem como para tudo que for falado de educação. As necessidades e características regionais são como se fossem vários países. Outro problema é a falta de incentivo que a educação privada tem em educação. O governo entende que isentar de IPI a geladeira é válido, mas não dá nenhum incentivo fiscal para as escolas. Com isso, há instituições de porte, historicamente importantes, fechando as portas por inviabilidade financeira. Li em um artigo de um jornal que, nos últimos anos, 480 mil alunos abandonaram a escola pública nos níveis fundamental e médio. Desses, 110 mil foram para a rede particular. O estudante que ingressa no ensino médio na escola privada já traz um déficit do mau ensino público. Fica desajustado e dificilmente é integrado com os demais jovens. À medida que foi havendo migração do aluno da rede pública para a privada, a inadimplência na escola particular aumentou. O que aconteceu: ele tinha um ensino deficiente e gratuito na escola pública. Na privada, a expectativa de um ensino de melhor qualidade e amparado pela Lei do Calote. Ela é uma guilhotina em cima da escola particular, é um absurdo. Não pode fazer nada contra o aluno, além de criar uma dificuldade administrativa enorme. Por exemplo, no início do mês de maio tem que quitar a folha de pagamento de abril. Se nesse mês a inadimplência for acima da esperada, das duas uma: ou deixa de pagar o professor, o que aconteceu em várioscolégios e até instituições de nível superior, ou então a escola tem de recorrer a um banco e retira o dinheiro. A multa pelo atraso do pagamento da mensalidade é de 2% e o custo da verba emprestada pelo banco chega a 9%. Isso torna inviável o processo. Essa interferência do poder público é um caso muito sério, e não há incentivos. A escola particular paga 5% sobre o serviço prestado, não necessariamente sobre a receita do serviço. Se tem 200 alunos, vai pagar 5% sobre 200 alunos. Se eles pagaram ou deixaram de pagar a mensalidade, não interessa. É sufocante para a escola. Quando você vai ao médico ou qualquer outro prestador de serviço, recebe um recibo na hora. A escola, não. Ela lança tudo o que tem a receber, não recebe e é tributada em 5%. Temos colégios aqui que são de tradição familiar ou de empresas, de mais de 50 anos, que ficam sujeitas, muitas vezes, a determinações governamentais, em que a autoridade, em mandato efêmero, de meses, lança um negócios desses.

A gestão escolar, atualmente, exige maior atualização e qualificação profissional que em outras épocas? Por que?

Até por força dessas medidas todas. A relação do gestor da escola com as famílias era outra. Antes, ele poderia chamar o pai de aluno e dizer que ele estava com mau desempenho em determinada disciplina e precisava ser advertido, aplicar medidas para que ele estude mais. Hoje, se o estudante tem uma nota baixa, o pai vem com o dedo no nariz do diretor. Não estamos preparados para isso. Quem ainda mantém essa atividade faz pela vocação e pela vontade de educar. Isso eu digo de cadeira, tenho 58 anos de estrada. E toda a metodologia de gestão mudou. Não tenho a prática, a agilidade e a gestão dos modelos atuais que um jovem que fez Administração tem. É preciso se cercar de profissionais para tal. Antes, a direção da escola dava conta do recado. Atualmente, há diferentes fatores. A própria mídia, por exemplo. É difícil encontrar na mídia alguma citação relevante de elogio à escola. O que os veículos de comunicação buscam é saber se o aluno foi vítima do bullying e quem vai pagar por isso. Se aconteceu algo na escola, quem é o responsável. E não olha o lado da instituição. Isso ocorre da educação infantil até o ensino médio.

E qual é o papel do Enem nesse sentido?
Na minha leitura, o Enem tem um resultado muito negativo em cima do nível médio. Tínhamos um vestibular da Cesgranrio antigamente, que contava com um livro com todo o programa, o professor sabia de cada assunto e quais conteúdos o aluno deveria saber. Era um material rico, não de decoreba como alegam os 'enemistas'. Era realmente de conhecimento, de informação. Aquela programação era quase a bíblia para o professor do ensino médio, que tinha que dar conta daquele programa que era muito vasto, mas sabíamos exatamente que abordagem deveria ser dada. Hoje, está muito no vazio. O ranqueamento do Enem 2010 foi uma das coisas mais perversas que já se fez na educação desse país. À luz de uma prova de dois dias classificaram as escolas, colocaram as públicas de forma perversa, em classificações sem olhar porque ela está tão mal. Por que? O professor não é bem remunerado, a estrutura e a gestão da escola não são adequadas. Tem que saber os motivos e não apenas verificar as consequências. Não sei se politicamente, mas estão querendo melhorar a imagem da escola pública, estabelecendo um nível dos itens do Enem acessíveis para todos. O aluno do São Bento passa em qualquer vestibular de qualquer lugar do mundo, pela bagagem de conhecimento que ele adquire. Não tem importância prova discursiva, objetiva, Enem, cara ou coroa. O estudante da boa escola sempre terá sucesso, e de algumas públicas também. Isso vem da família também. A expansão do número de alunos na escola, é salutar. A médio prazo, vai ser corrigido e vai melhorando. Há milhões de crianças indo para a escola cujos pais nunca frequentaram. Só de dizer 'meu filho está na escola' já é um status. Daqui a pouco, esse filho vai querer um colégio melhor para o seu filho. Mas não é da noite para o dia que se faz isso e nem pode começar pelo teto. Não se pode construir um castelo sem olhar os alicerces, achando que num passe de mágica vai corrigir todos os problemas da educação no país. Todo o dinheiro e o tempo gastos para a expansão do nível superior, se fosse feito para a educação infantil e ensino fundamental...Agora que eles lembraram que a creche é importante. Isso leva uma ou duas gerações. E a velocidade com que as leis mudam prejudica muito. Há alunos que se formaram sob duas ou três leis de diretrizes e bases diferentes.

O Plano Nacional de Educação não está demorando muito para ser votado?
Não foi votado porque a tônica das discussões tem sido qual percentual do PIB será investido em Educação. Esse problema é político, não é pedagógico. Está demorando muito. Como se aqui no Brasil o percentual fosse realmente levado a sério.

Como o senhor vê o atual cenário da educação brasileira? Em que precisamos evoluir?

A sociedade, governo e autoridades devem se conscientizar que nada vai adiante se não houver um empenho sério, total e concentrado em educação. Foi o que o Japão fez depois de levar duas bombas atômicas na cabeça, o que a Coreia do Sul fez, outros países como a Alemanha, que foi destruída duas vezes por causa das guerras mundiais. Será que precisamos de uma tragédia como essas para lembrar que deve haver investimento em educação? É matéria de segurança nacional, que exige muito mais que polícia. Na hora que tiver consciência e honestidade nesse sentido, aí as coisas podem melhorar.

O STF decidiu, recentemente, pela constitucionalidade da política de cotas raciais e sociais. Que impacto acredita que essa decisão terá para a educação no país?

Sou completamente contra discriminação por raça. Somos raça humana, pode ser branco, preto, azul, amarelo, qualquer cor. Mas cota por problemas sociais, é muito salutar. O jovem que vai ser beneficiado por estas cotas deve ter uma bagagem, senão ele passa a ser intelectualmente discriminado dentro da própria universidade. É fatal. Do contrário, a instituição passa a ter também uma política discriminatória de baixar seu nível para poder atender a esses alunos. Pode até existir cota, mas social. E que ela incida desde a educação infantil, para não ter que esperar várias gerações até perceber que não deu certo. Vamos fazer nas universidades? Também, mas sabendo que é a médio prazo e não indefinidamente. Senão será aquele caso de quem prefere ficar com a bolsa família do que ter um emprego, como aconteceu com uma formação de técnicos no Ceará. Houve um curso de formação para profissionalizar as rendeiras. Uma vez formadas, elas se apresentaram às vagas de emprego. Eram 500 candidatas e sabe quantas foram contratadas? Nenhuma, pois se conseguissem aquele trabalho, teriam que abrir mão do bolsa família, que representa mais. Ela prefere ficar fazendo renda na beira da estrada e contar com o benefício do governo federal a ter aquele salário e correr risco de demissão no futuro. Não pode ser por uma faixa etária ou da população. Tem que ser um esforço conjunto. Quando se fala em Educação Para Todos, é para todos mesmo. É Educação, e não fingimento.

Agora que a cota tem respaldo legal, que cuidados são necessários para que este tipo de medida não traga efeitos contrários para o processo de formação nas universidades?
É preciso ter muito cuidado. A racial é um caso muito sério. É uma declaração de próprio punho para definir se é branco, azul, verde ou negro. O cuidado tem que ser grande. Pode ver o que aconteceu na UniRio. A coisa é gigantesca demais. Uma coisa é lidar com 500 mil pessoas, outra é ter um processo que envolve 5 milhões de alunos, 400 mil profissionais trabalhando, mais de 5 mil municípios, como o Enem. Será que se consegue um modelo padrão de segurança e eficiência? Claro que não. O Brasil é grande demais para essas coisas. O sistema de cotas é diferenciado, mesmo as sociais. O número de carentes é muito maior em algumas regiões do que em outras. Qual é critério para isso? Como a universidade vai enfrentar isso? E como os cursos de graduação vão adequar seus conteúdos para atender a esses carentes? Eles são carentes desde o início de sua história, muitas vezes até subnutridos. Tem que ver qual é a moeda de troca, o que tem de fazer em troca dos benefícios. Daqui a pouco, a declaração de ser carente vai ser uma vantagem. Tem que haver uma programação e depois de tantos anos isso tem que acabar, pelo menos até que uma geração complete seus estudos de escola básica.

O que, na sua opinião, deveria mudar no Enem?

Sou crítico do Enem de hoje. Aplaudo o exame quando ele foi lançado na época do ministro Paulo Renato, uma das boas medidas que ele colocou em prática. É a avaliação para o ensino médio, assim como é o Ideb para o nível fundamental. É acompanhar o desempenho dos alunos, nas iniciativas privada, pública e confessional. E a partir daí, tentar melhorar, e não chegar no final e constatar que está ruim. O primeiro passo era mudar de Enem para "Erem", sendo um exame regional. A necessidade da região Sudeste é diferente da Amazônia. Até hoje não sei quantos alunos da região amazônica ingressaram para o curso de Medicina da Universidade Federal do Amazonas. Com certeza, tem muito carioca, gaúcho e paulista por lá. E esses estudantes de fora, será que ficarão na região depois de formados? Se fosse um exame regional, explorando os potenciais de cada lugar e a sua realidade, seria mais proveitoso.

Por: Marcella Dos - [email protected]
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