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Alunos cobram melhorias nas escolas


Os estudantes das escolas estaduais do Rio de Janeiro seguem com o movimento de ocupação de colégios em todo o estado. De acordo com o último balanço dos alunos, já são 74 escolas, distribuídas por 23 cidades. A maioria é composta por unidades gerida pela Secretaria de Educação, mas também há algumas da Faetec.

As reivindicações dos estudantes abrangem de problemas específicos em cada escola até melhorias no ambito geral da educação. Dentre os itens da pauta que são comuns a todo os colégios estão as eleições diretas para diretores, passe livre intermodal e intermunicipal, a volta dos porteiros e dos inspetores, além de outras solicitações que, segundo os estudantes, visam melhorias na qualidade dos serviços.

"As escolas não têm nenhuma infraestrutura para receber os estudantes e o governo não libera verba para fazer passeios culturais que os professores pretendem fazer", ressalta Sanderson Viana, aluno do Colégio Estadual Euclydes Paulo da Silva, em Maricá.

Para Vitor Batista, aluno do Colégio Estadual Matias Neto, em Macaé, a ocupação foi motivada pelo sucateamento das escolas estaduais nos últimos anos. Além disso, os contratos terceirizados de prestação de serviços de limpeza, segurança e alimentação, não foram renovados e a escola ficou abandonada.

"Tivemos uma noção maior do que estava acontecendo quando os contratos que o estado tinha foram acabando e ficamos sem porteiros, o contrato do ar-condicionado acaba esse mês e os que eram alugados vão ser retirados, funcionários da limpeza não estava recebendo e trabalhando em sistema de rodízio. Então, estamos ficando com a escola cada vez mais precarizada, suja e sem segurança."

Pablo Miceli, estudante do Colégio Estadual Visconde de Cairu, no Méier, também reclama da insegurança na escola e da celeridade dos serviços de manutenção da infraestrutura. O jovem também explica a necessidade da realização de eleições para a direção da escola.

"A situação da educação pública no nosso estado está precária, principalmente, o meu colégio que tem 98 anos, o nosso auditório está caindo aos pedaços, a um pedaço do telhado da quadra caiu e até agora não consertaram, além da falta de porteiros e inspetores. Queremos uma gestão democrática no colégio, por isso nós pedimos eleições diretas para diretor. Assim poderemos eleger professores para gerir o nosso colégio porque eles já estão ali e conhecem o nosso dia a dia e sabem das nossas necessidades."

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