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Colégio Martins lança sua coletânea


Alegria e felicidade são dois sentimentos que reinaram na festa de lançamento do livro do Projeto Redação 2015, no Colégio e Curso Martins, na unidade de Vila Isabel. No dia 7 de novembro, os 25 alunos que tiveram os textos escolhidos para integrar a publicação, participaram da tradicional sessão de autógrafos e não esconderam a alegria daquele momento. Na plateia, pais, familiares e equipe pedagógica, aplaudiram a conquista dos estudantes.

Ao falar do projeto, que é promovido pela da Folha Dirigida, em parceria  com escolas e redes de ensino, e que conta com o apoio institucional da Fundação Biblioteca Nacional, o diretor do Colégio Martins, Carlos Roberto Lourenço, chamou a atenção para a grandiosidade da peneira na qual os contemplados passaram. O tema deste ano, "A imaginação nos faz infinito" abriu leques de ideias e segundo Carlos Roberto Lourenço, as estrelas desenvolveram a proposta de forma brilhante. No tablado do auditório, a professora de Língua Portuguesa, Mônica Alves de Lima, 39 anos, destacou a importância da família e o sentimento de dever cumprido. "A família auxilia a escola e, nesse momento, fica concretizado o sonho do nosso papel de educadores, que é tornar os alunos seres autônomos", disse a professora.

Depois do discurso, Mônica Alves de Lima leu "O poder da imaginação", do escritor Paulo Coelho, diante de uma plateia atenta. Em seguida, foi apresentado um vídeo em que cada estudante dizia o que achava da imaginação. Ao fundo, a música "Aquarela", do compositor Toquinho, harmonizava com o ambiente. Logo após a ocasião, os alunos começaram a receber os livros e uma chuvarada de palmas, sorrisos e assobios tomou conta do local.

De acordo com Carlos Roberto Lourenço, a maior importância que o Projeto Redação tem para a escola é acompanhar o crescimento e a evolução dos alunos, que aprendem com os erros. Além disso, comentou uma particularidade que ocorreu neste ano: a maioria dos autores teve a redação selecionada pela primeira vez. "Normalmente, todo ano é o mesmo aluno, porque já está habituado, e consegue o êxito de estar ali entre os melhores. Então, podemos ver que há lugar para os que começam a conquistar", disse.

Diante de centenas de textos a serem avaliados, Carlos Roberto Lourenço explica que todos os alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio participam do Projeto. Depois de aplicadas, as redações passam pelo crivo de corretores do próprio colégio. Itens como criatividade, montagem, organização e parte técnica são levados em conta na hora de escolher os 25 melhores textos.

E fazendo jus ao tema proposto, o que pode-se perceber é que engenhosidade e invenção não faltaram aos participantes. Juliana Mandarino Prates, 11 anos, do 6º ano, não escondia a alegria por ter sido selecionada. No texto, valeu-se da criatividade e escreveu a história dos três porquinhos depois do felizes para sempre. Na versão da estudante, o lobo criou uma máquina, chegou para derrubar a casa dos porquinhos e ficou emocionado ao vê-los na ceia de Natal com a família. A menina contou que começou a gostar de livros no 2º ano, quando o Martinzinho iniciou o uso dos paradidáticos. "Para mim, escrever representa liberdade, porque quando não tenho nada para fazer, ou estou triste, pego meus sentimentos e escrevo."

Aos 16 anos, Victor Hugo Ferreira Moreira teve pela primeira vez a redação escolhida. Segundo o jovem, com a escrita podemos nos expressar. "Eu abordei muito o sentimento da esperança. Então, eu acho bom que as pessoas que leiam tenham acesso a esse sentimento. E como eu gosto de ler e escrever bastante, foi um reconhecimento estar aqui", contou o aluno do 2º ano do ensino médio. Nervosa, Maria Gabriela de Barros disse que adora Redação e estava feliz e orgulhosa com o momento. "Escrever, para mim, é muito importante. Os jovens, de maneira geram, deveriam ser mais incentivados para a escrita, pois aperfeiçoa a fala", disse.

Estudante do 9º ano, a articulada Gabriela Soares Ruiz, 15 anos, contou que participa desde o 6º ano do Projeto Redação. No entanto, esta é a primeira vez que brilha. Com um sorriso largo no rosto, não esperava estar ali. "Desde pequena minha mãe sempre me incentivou a escrever e a ler. Ao ler, você abre várias portas. Eu espero que as pessoas que leiam as minhas Redações e a dos outros candidatos também possam abri-las", disse Gabriela, que destacou, ainda, a importância da escrita. "É uma forma onde eu posso aliviar tudo o que sinto, onde eu consigo me expressar melhor", finalizou.


Emoção especial também para as famílias

Sentados nas mesas dispostas no auditório, pais e mães estampavam no rosto a emoção de poder acompanhar momento tão único na vida dos filhos. Célia Soares de Souza era uma delas. Com os olhos cheios de lágrimas, a mãe da aluna Gabriela Soares Ruiz era só orgulho da filha. Segundo Célia Soares, assim como no ditado, ela colhe o que plantou. "Desde o maternal, a Gabriela lia historinhas. E agora, consome livros. Quando lemos a imaginação flui e escrevemos maravilhosamente bem, como a Gabriela."

Lado a lado, Ana Cristina Moreira e Sérgio Moreira, pais do estudante Victor Hugo Ferreira Moreira, demonstravam carinho pelo estudante a todo minuto. De acordo com a mãe, o menino não tinha tanto interesse em Português. Ao começar a fazer redações e ter destaque, passou a admirar mais a disciplina. Coruja, Ana Cristina lê todos os trabalhos de Victor. "Eu consigo ver até onde ele pensa. Estou feliz, até porque é um reconhecimento para o Victor. Ele tem essa visão que faz com que possamos aprender." Sérgio Moreira acrescentou que o sentimento é de satisfação e alegria pelo mérito do filho. "Esse momento é único e vai ser representativo para o resto da minha vida."

Marcia Nunes dos Santos Marcelino, mãe de Maria Luísa Nunes dos Santos Marcelino, disse ser emocionante vivenciar o esforço de poucos anos de estudo. "Você fica contente ao vê-la transformar a pouca vivência escolar e de vida em um tracejar de histórias", disse a mãe da menina. Pensamento igual possui Michele de Barros, mãe da Maria Gabriela. "Para mim é um orgulho sem palavras. Nós criamos e encaminhamos os filhos. Ver a Maria Gabriela passar por isso é gratificante."


Professoras destacam orgulho pelo sucesso de seus autores

Aumentar a disciplina, estimular o interesse do aluno pela leitura e valorizar o trabalho do estudante. Para a professora de Língua Portuguesa do Colégio e Curso Martins, Mônica Alves de Lima, 39 anos, esses são fatores relevantes que o Projeto Redação traz para o ambiente escolar. A docente participa há cinco anos do Projeto e acredita que o momento é de ver os alunos brilharem. "O professor atua muito o ano inteiro, e o aluno fica meio que nos bastidores, embora façamos dele um ser crítico. Porém, nesse momento específico ele é a estrela." Mestre da disciplina de Literatura Portuguesa, Leila Cohen destaca o ato de promover a leitura e os alunos se sentirem como verdadeiros escritores. "Já que eles leem tanto, por que não colocá-los no papel de protagonista de uma história?"

Outra significação importante apontada por Mônica Alves de Lima reside no "primeiro livro". Segundo ela, os 10 segundos de fama com a tarde de autógrafos mexem com a imaginação dos alunos. "É um processo: a parceria com a Folha Dirigida, o aluno saber que é a vez dele atuar, o livro só dele. Eles ficam ansiosos com o resultado e se sentem abraçados." Ela vai mais além e menciona o trabalho minucioso feito antes do "sucesso". "Nós fazemos o trabalho em equipe, debatemos em sala de aula, realizamos outras redações, gêneros textuais, para depois o estudante começar a produção do texto."

E a recompensa é infinita. De acordo com Mônica Alves de Lima, o colégio procura mostrar aos estudantes as múltiplas funções que um texto tem, entre elas, emocionar e divertir, sem qualquer uma deixar de ter valor. "Dentro dessas faces, nós acabamos vendo um pouco do aluno no papel, a questão profissional. Tudo aparece na escrita, na letra. O aluno é muito observado. E você saber que ele conseguiu superar o obstáculo e de repente assina um livro é gratificante e emocionante." Na opinião de Leila Cohen, além do talento dos estudantes, um pouco do trabalho dos professores também aparece nesse momento. "Fico feliz, pois, apesar da era digital, os estudantes curtem a leitura no livro, manusear, virar as páginas e marcar os pontos principais", finalizou.

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