Folha Dirigida Entrar Assine

Em artigo, Mirian Paura fala sobre desafios do ensino médio


Avanços e retrocessos frente à Constituição do ensino médio

* Mirian Paura S. Zippin Grinspun*

A educação é uma ciência construída a partir dos princípios filosóficos de premissas de desenvolver e promover o diálogo entre as múltiplas instâncias que percorrem este mundo repleto de interesses econômicos, sociais, políticos e religiosos.  Assim, o produto final é o sujeito, fonte de descobertas e transformações neste próprio mundo.

A partir de novas emergências que os diversos ramos da educação possuem enquanto oferta de ensino, o ensino médio ainda continua sendo o ponto de transversalidade entre o mundo da reflexão e o mundo do mercado, ou seja, muito mais permissivo do que propriamente dito como “primordial” ao ensino “fulgás” proposto à relação entre homem e mundo.

Então, como preparar este sujeito para tal mundo em constantes argumentos provisórios e tão distintas necessidades que resulta em perplexas multidões de renovações, mas que não são tão usuais socialmente? E, o ensino médio é o momento de resgatar o que os cursinhos fazem papel de um ensino deficitário ou hegemoneamente fora de qualquer usabilidade ou o sistema precisa ser repensado?

Dessa forma, sinaliza-se que a educação deve superar toda a tentativa de exclusão de espaços de promoção em que todos tenham que desempenhar um importante papel nessa sociedade. Necessitamos contribuir de maneira mais eficaz com as práticas educativas, estendendo a educação a todos os alunos. As mudanças não só são necessárias quanto possíveis. É necessário se compreender a educação escolar com outras perspectivas.

A visão materialista de formação construída para o Ensino Médio, diante de a abertura que a LDB 9394/96 nos propõe uma articulação de que na filosofia materialista a categoria da totalidade concreta é antes de tudo e em primeiro lugar a resposta a questão: em que realidade foi ou está sendo construída do Ensino Médio? Assim, as propostas educativas estão caminhando juntamente com os próprios sujeitos que se propõe a indagar, reconhecer, iluminar as barreiras à aprendizagem e à participação que podem ser encontradas.

A busca de referenciais para o aprimoramento da educação está articulada à faceta da constituição de uma ética sobreposta a articulação critica. Entretanto, ao verificar o contexto contemporâneo, com as inúmeras invasões e conflitos assim vividos, podemos problematizar que com quem está a verdade construída de direitos? Ou quem invade este território fértil tão sonhado por Paulo Freire é que está “errado”?

A educação e as suas propostas não podem ser relegadas a interesses meramente funcionais, ou seja, o ensino médio volta-se para uma formação articulada ao mercado tendencioso ou uma formação contextualizada. E, as infraestruturas ou arquitetura funcional dos diversos ambientes escolares precisam encontrar uma funcionalidade para atender este público.

Referências Bibliográficas

DOLLE, Jean-Marie. Princípios para uma pedagogia científica. Poto Alegre: Pense, 2011.
KOSIK, Karel. Dialética do Concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.

* Professora titular da Faculdade de Educação da Uerj

Por: Larica Santos - [email protected]
Assine e tenha acesso completo ao conteúdo do Folha Dirigida
OU

Comentários

NEWSLETTER
Cadastre-se para receber notícias e Informações