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Em carta aberta, Assinep também apresenta reivindicações para o instituto


A Associação dos Servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Assinep) divulgou, em seu blog, uma carta aberta ao novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, criticando as constantes substituições de presidentes no Inep, acentuada com a saída de Malvina Tuttman do cargo. Na visão dos funcionários, a última gestão foi importante pela abertura de diálogo da diretoria com os servidores, possibilitando a revitalização das relações de trabalho.

No texto aberto, a Assinep afirma que durante a presidência da ex-reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), "ampliaram-se espaços de interlocução com os sistemas de ensino, as associações ligadas à educação, a comunidade acadêmica, os movimentos sociais. A sociedade brasileira começou não só a conhecer melhor o trabalho do Inep, mas poder manter melhor interlocução, participar dos seus processos e contribuir nos seus resultados".

Em meio a esse novo modelo de gestão, priorizando o relacionamento entre os funcionários, foi realizado pela associação, o I Fórum "O Inep que queremos, o Inep que a sociedade quer", com o aval da diretoria do instituto. O evento explicitou o entendimento de que o fortalecimento do órgão e de sua missão são indissociáveis da valorização dos seus servidores.

A informação de que Malvina Tuttman deixaria o Inep começou a circular, de maneira informal, antes mesmo de o ministro Aloizio Mercadante tomar posse, no último dia 24 de janeiro. No dia 26, em comunicado no site do Inep, a educadora informou que deixaria a presidência do órgão. "Vivi intensamente o Inep e nele aprendi com os meus colegas o valor de ser Inepiana. Saio fisicamente desse importante Instituto, mas me sentirei sempre presente em cada sonho realizado e em cada ação desenvolvida pelos servidores do Inep", declarou a ex-presidente, em comunicado.

Está praticamente certo que Luiz Claudio Costa, que estava na Secretaria de Ensino Superior do MEC, assumirá o cargo. Inclusive, já teria ocorrido uma reunião entre ele e profissionais do Inep, na última sexta-feira, dia 3. Ele será o quarto a assumir a presidência do Inep em três anos.

Profissionais também apontam prioridades para o instituto

A avaliação desfavorável da associação não remete apenas à destituição da ex-presidente. Na carta aberta, os servidores do instituto chamam a atenção para o quadro restrito de funcionários que, até pouco tempo, dependia quase que integralmente de consultores, serviços terceirizados e empresas contratadas. Segundo a carta, "isso prejudicou o acúmulo de conhecimento técnico e a consolidação institucional da autarquia, o que começou a ser alterado em 2008, quando o instituto empossou os primeiros servidores das carreiras de pesquisador-tecnologista e técnicos em avaliações educacionais".

Além das críticas, a Assinep traçou algumas medidas para que o instituto consolide-se dentro de uma política de valorização da educação como força motriz no processo de desenvolvimento do país. Entre os objetivos relatados estão a concretização de uma nova estrutura organizacional para a instituição; a construção de uma sede que atenda às necessidades do instituto; a constituição de um amplo e sólido quadro técnico permanente.

"Também está em curso o planejamento de um concurso público para, ainda em 2012, serem preenchidas as lacunas criadas pela evasão de servidores e pelas crescentes demandas do órgão. Os servidores continuam empenhados em favor da melhoria do seu plano de carreira, pois este não condiz com as suas atribuições, estando aquém de todas as carreiras das áreas de pesquisa do governo federal".

A reportagem da FOLHA DIRIGIDA entrou em contato com a diretoria da Assinep, que preferiu não se pronunciar a respeito da carta aberta, após uma assembleia geral ter sido realizada na quinta-feira, dia 2. Em pauta, estavam a reunião com a assessoria do Ministro da Educação, com o secretário executivo do MEC sobre reestruturação Inep e o que foi debatido no encontro com a professora Malvina Tuttman, ocorrido em 31 de janeiro.

Por: Marcella Dos - [email protected]
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