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Especialista orienta planejamento dos estudos para o Exame da OAB


Considerado como um termômetro dos cursos de Direito no país, o resultado do Exame da Ordem assusta pelo alto índice de reprovação. Na edição XIV da prova, realizada em 2014, foram registrados cerca de 111 mil candidatos na primeira fase, com quase 28 mil aprovados para a etapa final, o que gera um índice de aproximadamente 25%. 
 
Ainda considerado ruim, o índice de aprovação ficou acima da aprovação média das edições, na casa dos 18%. Isto dá uma noção do desafio que é a prova e, por outro lado, segundo especialistas, das lacunas que o ensino jurídico ainda tem nos país.

Não há como negar que a prova exige muito do participante. E para superar o desafio, planejamento é fundamental, na visão do professor Alvaro de Azevedo Gonzaga, coordenador de OAB do Curso Forum. Para ele, organizar os estudos para enfrentar o exame é decisivo para conseguir a aprovação na primeira etapa, fase em que a maior parte dos inscritos ficam pelo caminho.

“O que faz a diferença, primeiro, é com relação ao planejamento. O aluno precisa ter uma estratégia de estudos, que deve levar em conta as matérias com alta incidência e aquelas com as quais ele tem maior afinidade”, destaca o professor.
 
Segundo o especialista, estudar de forma direcionada para o que o estudante tem mais facilidade em aprender e para os tópicos mais usualmente cobrados costuma ser mais eficiente do que o candidato “varrer” o programa, ou seja, estudar tudo na expectativa de aprender sobre todos os assuntos. Desta forma, além de fortalecer sua base onde tem efetivamente mais chances de ser cobrado, consegue mais tempo para dedicar-se a exercícios ou, até mesmo, a estudos complementares visando à segunda etapa, em que a exigência de conhecimentos é bem mais apurada.

“Isso costuma ser trabalhado com o enfoque adequado quando, enfim, o aluno se dedica utilizando livros especializados ou cursos específicos”, disse o coordenador do Curso Forum, ao falar sobre como unir o estudo de tópicos com o qual o candidato tem afinidade ao de assuntos mais cobrados nos últimos anos.
 
Para o especialista, o participante que faz um bom curso de graduação, sem dúvidas, sai na frente. “Isto, naturalmente, vai auxiliar em demasia para que ele consiga essa aprovação”, comenta. Ele, no entanto, enfatiza que, mesmo para os que não estudaram nas melhores faculdades de Direito do país, a aprovação no Exame da OAB está longe de ser um objetivo inalcançável. 
 
“Se o aluno não conseguiu desenvolver um bom estudo na graduação, isto não significa que não pode caminhar. Ele pode, mas precisa realmente focar seus estudos, selecionando as matérias principais e aquelas que, dentro das disciplinas, têm maior incidência. E, na segunda fase, naturalmente, o candidato precisa escolher uma matéria com a qual o tenha maior aderência. Eu vejo colegas falando para não prestar tal matéria, mas a escolha tem de partir do aluno”, salienta o professor Alvaro de Azevedo Gonzaga. 

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Por: Diego Da - [email protected]
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