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Estado recua da oferta de 'merenda fria'


O governo do estado do Rio de Janeiro reviu a decisão de oferecer "merenda fria" nas escolas da rede este ano. A intenção era destinar aos alunos, uma vez por semana, produtos como suco, biscoito e bolo, ao invés de alimentos cozidos, como feijão e arroz. A decisão foi tomada poucos dias depois de o Ministério Público (MP-RJ) recomendar à Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) que a medida não fosse adotada.

Mesmo com a revisão no corte da merenda, o orçamento na educação será menor em 2016. Segundo o secretário de educação, Antonio José Vieira de Paiva Neto, a crise é grave e precisa de adequações temporárias até que o cenário financeiro do estado se torne favorável. "Ninguém gostaria de fazer tais cortes, mas temos que garantir o funcionamento das escolas durante os 200 dias letivos."

Em 2016, o custeio/investimento no total da pasta caiu de 903 milhões em 2015 para 867,5 milhões. Os outros cortes adotados encontram-se no transporte, com redução de 104 veículos para apenas 79. Na limpeza, o atendimento será quatro dias por semana.

A telefonia móvel sofreu redução de 272 linhas para 131. Na fixa, a diminuição foi de 2.911 para 1.962 nas linhas ativas de prédios administrativos e unidades escolares. Com isso, o governo espera  economizar aproximadamente R$700 mil.

As avaliações externas dos programas Saerj e Saerjinho estão mantidos. Porém, os gastos foram cortados no materiais impressos, que em parte vão ser disponibilizados pela internet. A Seeduc não realizará o Projeto "Jovens Turistas", o Salão do Livro e a Semana de Arte, o que representará contenção de em torno de R$15 milhões. Atualmente, a rede estadual tem 1.285 unidades escolares e 697.160 alunos. Na capital, o total geral de escolas é de 290, com 166.251 estudantes.

Por: Larica Santos - [email protected]
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