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Estudantes de Medicina da UFRJ terminam greve


A agonia dos estudantes de Medicina do campus de Macaé da Universidade Federal do Rio de Janeiro parece, enfim, ter sido amenizada. Após reunião com a reitoria, os universitários colocaram um ponto final na greve geral, que já durava cerca de 40 dias. Após o caos se instalar no curso, a UFRJ decidiu aceitar algumas reivindicações.

A reitoria acatou a reclamação dos acadêmicos principalmente em três pontos cruciais que remetem ao cotidiano da graduação de Medicina: ampliação e reaparelhamento do laboratório anatômico, contratação de professores qualificados e um melhor serviço de saúde, com convênios com hospitais que possam oferecer a prática clínica do curso, fundamental para a formação técnica dos futuros médicos.

"A solução imediata foi realocar as turmas do 5° e 6° períodos que fazem as matérias mais práticas para o hospital universitário do fundão. São medidas emergenciais, que vão durar até quando o campus de Macaé estiver preparado para receber os alunos", explica o estudante Fillipe Teixeira, do 6° período.

No entanto, o que era para ser um ensino superior gratuito, vai gerar ônus para os jovens. Em um primeiro momento, a universidade não irá custear as despesas dos estudantes durante os dias de estada na capital fluminense.

"Essa proposta não passou no acordo com a reitoria. Ainda podemos ver se tem vaga nos alojamentos. Mas vamos continuar lutando para nos manter estudando, na prática didático-pedagógica e na parte de permanência na universidade. Não falamos em prazo para estruturar o campus de Macaé, a condição para a gente voltar é a unidade estar com a parte clínica estruturada."

O quadro docente do campus de Macaé também sofre sérios problemas. O curso de Medicina deveria contar com aproximadamente 50 professores, mas, segundo informações dos estudantes, há 14 profissionais, além de outros que são divididos com as graduações de Nutrição e Enfermagem. Fillipe Teixeira garante que uma das maiores conquistas desse período de luta foi a reaproximação do curso de Macaé com a Faculdade de Medicina.

"O curso foi criado dentro da Faculdade de Medicina do Rio, mas acabou ficando isolado. E isso contribuiu muito para que não se efetivasse com a estrutura adequada. É uma garantia para a gente que isso se efetive de uma vez."

Por: Marcella Dos - [email protected]
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