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'Foi incrível', diz 1ª colocada no Prêmio de Iniciação Científica de 2015, sobre viagem a Londres


A professora Rosana Zeitune, da Escola Municipal Rodrigues Alves, na Barra da Tijuca, foi a primeira colocada na categoria ensino fundamental II, da edição de 2015 do Prêmio de Educação Científica. Ela colocou em prática, no colégio em que trabalha, o projeto “Receitas sem desperdício”, que tinha como objetivo proporcionar aos estudantes o contato com o conceito de alimentação saudável de uma maneira interativa e agradável. Para isso, ela criou, com alunos do 6º e do 8º anos, um livro com receitas preparadas a partir de alimentos que, em princípio, costumam não ser aproveitados. A culminância do projeto foi um evento de degustação das receitas, do qual participaram alunos e familiares.

“Hoje em dia, quase um terço dos alimentos produzidos são desperdiçados na cadeia produtiva ou no consumo. Pensando nisso, realizamos esse projeto e foi impressionante a receptividade dos alunos. É uma ação que aborda várias questões importantes, como a tomada de consciência em relação a quanto desperdiçamos e o impacto que podem gerar atitudes que evitem esse desperdício”, disse a professora.

O projeto, segundo ela, trabalhou também outros temas como benefícios de uma alimentação saudável e riscos de distúrbios como anorexia e a bulimia. A professora diz que teve a oportunidade de conhecer muitas ações interessantes de educação científica na viagem a Londres.

“Foi incrível. Não tenho o que dizer das experiências que tivemos em Londres. Conhecermos outra realidade, foi impressionante. As escolas desenvolvem parcerias com universidades ou centros de pesquisa, em que o aluno vê a teoria nas aulas e é levado a laboratórios para trabalhar a parte prática. Vemos isso aqui também, mas em menor escala”, ressalta. 

A professora elegeu o Observatório de Greenwich como o local mais especial da visita. Ela também destacou as condições favoráveis ao ensino nas escolas inglesas, entre elas, o número equilibrado de alunos por turma (no máximo 25), o serviço de tutoria para orientar e acompanhar a vida acadêmica do estudante e a existência de laboratórios bem equipados, com técnicos para dar suporte ao trabalho do professor. “Gostei também de conhecer o caso de uma escola pública que não tinha um bom rendimento, mas que, após o trabalho de uma diretora, tornou-se em uma das melhores”, relembra a professora Rosana Zeitune.
 

Por: Diego Da - [email protected]
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