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Governo deve apresentar novo plano de carreira no dia 19


Na reunião realizada na terça, dia 12, entre representantes do governo e entidades do setor de  educação, ficou decidido que na próxima reunião, marcada para o dia 19, o governo deverá apresentar um esboço de um novo plano de carreira para a categoria. Isto significa que a greve deve prosseguir até essa data. A reunião durou quase três horas e contou com a participação do secretário
de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça.
 
“Hoje foi um dia vitorioso para o nosso movimento. Não só porque realizamos belíssimas manifestações em todo o país, como fizemos o governo mudar a posição de que não receberia categorias em greve. Também conseguimos que, pela primeira vez, ele aceitasse antecipar o prazo para finalizar as negociações. Se antes o limite era 31 de agosto, agora há uma sinalização de que o processo esteja concluído no começo de julho”, avaliou a presidente do Andes-SN, Marina Barbosa.
 
No início da reunião, o secretário Mendonça chegou a apresentar uma proposta de reestruturação da carreira docente num prazo de 20 dias, com a condição de que a categoria desse uma trégua e declarasse o fim da greve. O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Amaro Lins, e o diretor de Desenvolvimento da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Aléssio Barros, afirmaram ainda que este acordo estabeleceria uma relação de confiança entre o governo e as entidades. As entidades educacionais, no entanto, recusaram a proposta.
 

Esta é uma das maiores greves já realizadas no setor. São um total de 55 instituições paralisadas, entre elas 50 são universidades. Em greve desde o dia 17 de maio, os professores reivindicam a revisão do plano de carreira com a criação de 13 níveis, com acréscimo de 5% a cada progressão, e o piso salarial de R$ 2.239,25 para um regime de 20h.

Professores fazem manifestação Na tarde desta terça, 12, professores das universidades federais do Rio realizaram uma manifestação na Avenida Rio Branco, no Centro. O ato, que começou às 15h30, deixou o trânsito lento na região. Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, a lentidão chegou à Avenida Presidente Vargas, na altura da Rua de Santana. A estimativa é que cerca de 5 mil pessoas tenham comparecido, entre docentes, estudantes e técnico- administrativos. Além das federais, a Uerj e o Cefet-RJ, em greve desde a semana passada, também fortaleceram o movimento.

No meio da Rio Branco completamente tomada, a comunidade universitária simbolizou a morte da educação sentando-se no chão. Com palavras de ordem, o movimento gritava a defesa dos 10% do PIB para a Educação Pública, já. Também foram montadas  tendas na Praça XV com exposições, aulas públicas sobre aposentadoria e previdência complementar para o servidor, educação pública superior, básica, infantil e de jovens e adultos, exposições de fotografias, prestação de serviços de saúde à população, entre outras atividades.

Os servidores da área da Saúde também participaram. A passeata saiu da Candelária em direção à Praça XV. À noite, os grevistas programaram shows e performances artísticas até as 21 horas, em frente à estação das barcas.
 

Por: Larica Santos - [email protected]
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