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Greve no Rio chega a 4 meses. Nova assembleia na quarta, 22


Há quatro meses em greve, os professores da rede estadual realizam nesta quarta-feira, 22, a partir das 11h, assembleia na quadra da São Clemente, na Cidade Nova. Em nota oficial, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe/RJ) informou que recorreu da decisão que permite o corte de ponto da categoria.

Os profissionais consideram a greve justa, pois é um instrumento constitucional e um direito garantido a todos os trabalhadores. Segundo o sindicato, desde o ano passado, quando o governador Luiz Fernando Pezão anunciou reajuste zero para a educação e o pagamento do 13º salário parcelado, a categoria sinalizava que iria se mobilizar.

Os constantes atrasos do salário, a criação por decreto de um novo calendário de pagamentos e o envio de um projeto de lei que, de acordo com o Sepe/RJ, atacava o sistema previdenciário dos servidores, são outros motivos da paralisação. Desde o dia 12 de abril, os docentes estavam protegidos por um mandado de segurança impetrado pelo Sepe/RJ contra o governador do estado e o secretário estadual de educação.

Na última terça, 12, o Tribunal de Justiça revogou a liminar que impedia os descontos dos docentes paralisados. Para o desembargador Milton Fernandes de Souza, do Órgão Especial do TJ, o sindicato não cumpriu a ordem de manter 70% do total dos servidores em cada escola. O presidente do TJ, Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, considerou a greve abusiva e aumentou a multa diária de R$50 mil para R$100 mil, se o mínimo estipulado dos professores em sala não for cumprido.

A categoria apresentou uma contraproposta ao governo, que inclui incorporação do auxílio transporte e do auxílio alimentação ao salário inicial, desde o nível 1. Os profissionais também reivindicam implementação da reserva de 1/3 da jornada de trabalho para planejamento pedagógico até o final de 2018. A proposta cobra, ainda, garantia de matrícula de professores por escola; votação e sansão, em até 30 dias, do PL de 30 para funcionários de escolas, entre outros pontos.

Por: Larica Santos - [email protected]
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