Folha Dirigida Entrar Assine

Greve: professores querem suspensão do calendário letivo


Em assembleia realizada no último dia 22, os professores da rede estadual de ensino mantiveram a greve e incluíram um ponto na pauta de reivindicações da categoria: a suspensão do calendário escolar. O objetivo, segundo a direção do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ), é criar melhores condições reposição de aula, caso não haja descontos nos salários.

A suspensão do calendário é uma demanda comum em paralisações nas universidades. Isto acontece porque, principalmente nas maiores instituições, parte dos professores param e parte continuam as atividades. Com isso, há descompasso no ano letivo, pois o aluno vai à instituição durante a greve, para as aulas de quem não aderiu e após o período em que, em princípio, acabaria o ano letivo, para as atividades de quem participou da paralisação.

“Queremos uma forma mais responsável de repor as aulas caso não haja corte no ponto. Vamos propor ao governo fazer como acontece nos casos da Uerj e das escolas federais. Se o ano escolar tiver que acabar em janeiro, que seja assim”, disse Lucas Hipólito, um dos coordenadores gerais do Sepe-RJ.

A greve dos professores da rede estadual começou no último dia 2 de março. Esta foi a terceira assembleia realizada pelos pelo sindicato. Com o próximo encontro para decidir os rumos do movimento será no dia 30 de março, a paralisação ficará próxima de alcançar um mês.

Segundo balanço divulgado pela direção do Sepe-RJ, cerca de 3 mil professores compareceram ao Clube Municipal, na Tijuca, na assembleia do último dia 22. Além de decidirem pela continuidade da greve e pela proposta de suspensão do calendário letivo, eles agendaram uma passeata também para o dia 30, após a assembleia. O horário ainda será divulgado. O sindicato também manifestou apoio à ocupação dos estudantes no Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes.

Os sindicalistas também comemoram o fato o governador Luiz Fernando Pezão ter retirado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o Projeto de Lei que muda o desconto previdenciário dos servidores públicos de 11% para 14%.

Segundo os sindicalistas, a aprovação do PL seria um ataque ao plano de carreira do servidor público. A medida causaria redução salarial, pois ficaria vinculada à receita do Estado e prejudicaria a ascensão profissional do trabalhador.

A entidade também emitiu um comunicado sobre a possibilidade do corte de ponto. O Departamento Jurídico do Sepe apresentou uma medida judicial preventiva ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça, mas o processo foi negado por ainda não haver descontos nos salários. No entanto, caso haja chances de corte, o texto será reavaliado.

Assine e tenha acesso completo ao conteúdo do Folha Dirigida
OU

Comentários

NEWSLETTER
Cadastre-se para receber notícias e Informações