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Milhares de oportunidades na área de Petróleo e Gás


A pesquisa da Fundação Getúlio Vargas que revela a baixa procura pelo ensino técnico no Brasil pode servir como incentivo para quem busca áreas com formação rápida e pouca concorrência. Com a expectativa de geração de 150 mil empregos nos próximos anos, o setor de petróleo e gás sofre com a escassez de mão de obra qualificada. As oportunidades para profissionais de nível técnico ou superior chegam a oferecer remuneração inicial que ultrapassam os R$9 mil, dependendo do cargo ocupado.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a produção no Brasil cresceu cerca de 5% em comparação a 2010. O grande aumento de oferta de vagas no setor ocorre graças à criação de novos projetos e investimentos, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a exploração do pré-sal. Entretanto, para se desenvolver no setor, o profissional deve buscar constante qualificação e especialização.
 
Além de postos para nível técnico, há oportunidades para trabalhadores com nível superior. Entretanto, novamente as empresas enfrentam a falta de profissionais qualificados no mercado. Para amenizar esse problema, devem ser criados, nos próximos anos, 45 programas para a formação em ensino superior, envolvendo 27 instituições em 16 estados brasileiros. Os dados são do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo & Gás Natural (Promimp).

Para agilizar a busca pelo profissional adequado, as companhias recorrem ao "Executive Search". Segundo a Brain Inteligência em Talentos, empresa especializada na "caça" de perfis profissionais, a equipe consegue alcançar até 70% da população economicamente ativa do país, enquanto normalmente as consultorias dispõem apenas de 25% desses indivíduos em busca por uma oportunidade de emprego.

Na área de Petróleo & Gás, os perfil mais buscado é o de "super-homem", ou seja, profissionais que se adequem a dois ou três requisitos básicos da empresa. "É preciso relacionar o perfil técnico bem capacitado, com alta produtividade e menor custo possível, além da formação acadêmica e idiomas, que já não aparece mais como diferencial, mas como pré-requisito", explica Mauro Ayres, headhunter responsável pela área de petróleo e gás da Brain.

Ainda de acordo com o especialista, a maior barreira para o desenvolvimento do setor é justamente a falta de profissionais bem preparados. "A maior dificuldade é aliar três pilares básicos: conhecimento técnico e formação acadêmica de qualidade, experiência comprovada na área e ajustamento ao perfil comportamental da empresa contratante. Geralmente, o profissional que possui esses requisitos já está bem empregado e a remuneração a ser ofertada tende a inflacionar o mercado" afirmou Mauro Ayres.

Por: Daiane Possimoser - [email protected]
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