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Órgãos do Estado buscam saída para as ocupações


Diante do avanço das ocupações de escolas da rede estadual por estudantes, em todo o estado do Rio, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro decidiram visitar unidade fechadas para tentar viabilizar um processo de negociação entre os estudantes e a Secretaria de Educação.

Desde a última terça, dia 19, quatro unidades foram visitadas por um grupo formado por integrantes da defensoria, do Ministério Público, da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) e da Comissão de Educação da Alerj. Ao todo, segundo consta no perfil do Facebook da Associação Nacional de Estudantes Livres (Anel), até o fechamento desta edição, já eram 71 escolas ocupadas em todo o Estado. A Secretaria Estadual de Educação só reconhece 55 unidades.

Segundo nota divulgada pela Defensoria Pública do Estado, há uma diversidade de pautas, que variam entre as unidades. Um dos pontos comuns, no entanto, é o de realização de melhorias na infraestrutura das escolas. Os alunos reclamam, com frequência de falta de material, bebedouros quebrados, portas e banheiros em péssimo estado de conservação, entre outros problemas.

Os alunos também criticam a pouca utilização dos espaços das escolas. É comum os alunos reclamarem de, por exemplo, de laboratórios fechados. Outro problema comum, segundo os alunos, é a dificuldade muitos têm para transitar pela cidade para atividades extracurriculares, por conta da demora da emissão do RioCard. São comuns relatos de que, mesmo com uniforme e comprovante de matrícula, estudantes são impedidos de embarcar nos ônibus sem o cartão de gratuidade.

Ao mesmo tempo em que órgãos buscam uma saída de negociação, começa a surgir um movimento no sentido oposto, no qual alunos que não participam das ocupações se mobilizam para pedir a liberação das escolas. Na última quarta-feira, dia alunos reuniram-se em frente ao Colégio Estadual Heitor Lira, na Penha, e fizeram uma caminhada até o Largo da Penha.

O objetivo da caminhada era protestar contra a ocupação das escolas e pedir o reinício das aulas. Um outro movimento, denominado  “Desocupa Já”, também reivindica a saída dos alunos que estão nas escolas paralisadas no estado.

Cindy Caroline Bazoli Caetano, que cursa a 2ª série do Ensino Normal no CE Heitor Lira, diz que apoia o movimento dos professores, mas que não concorda com a invasão. “Eles estão apoiando os professores? Nós também! Mas podia juntar todo mundo e fazer uma manifestação. A gente ia ganhar muito mais com civilidade e ia ter mais resultados”, disse a estudante.

Por: Larica Santos - [email protected]
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