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Para sindicatos, era difícil negociar com o ex-secretário


A gestão de Antônio Neto na Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Seeduc) foi marcada por diversas polêmicas e entraves com estudantes e profissionais da educação. Ao que parece, o desgaste nas negociações foi o que acarretou o pedido de demissão do então ex- secretário. Há algum tempo, alunos e professores pediam a saída dele do cargo, no entanto, quando as negociações pareciam avançar, com o governo atendendo alguns itens da pauta dos profissionais da educação e também dos estudantes, Neto decidiu deixar o comando da pasta.

O deputado estadual Comte Bittencourt lamentou a saída de Antônio Neto, mas entendeu a opção do ex-secretário devido os recentes acontecimentos envolvendo a pasta. "O Antônio Neto é um bom quadro da rede, mas já vinha de um grande processo de desgaste em função de todos esses últimos episódios ocorridos na educação do Rio de Janeiro. Ele próprio enxergando esse desgaste acabou pedindo a exoneração do cargo."

O clima com os profissionais de educação e Antônio Neto não era dos melhores. Para a presidente da União dos Professores Públicos no Estado - Sindicato (UPPES), Teresinha Machado, faltou diálogo na gestão do ex- secretário, o que, segundo ela, atrapalhava os avanços na educação.

"Admiramos a atitude dele, pois não havia ambiente para o trabalho. O respeito é necessário, tanto de alunos como de professores, ambos  devem respeitar as autoridades. Quando não há respeito, não há diálogo, portanto acreditamos que ele tomou a decisão correta", disse a sindicalista, salientando que deseja que a ordem seja restabelecida o mais rápido possível e que o prejuízo causado pelos últimos incidentes sejam minimizados.

Marcelo Santana, um dos coordenadores gerais do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), avaliou a atuação de Antônio Neto e espera que Wagner Victer, novo Secretário de Educação, não cometa os mesmos erros e ouça mais as pautas das comunidades escolares.

"Ele poderia ter ouvido mais as comunidades escolares e atendido as pautas da educação. O sindicato vinha conversando com a secretaria há muito tempo e ele nunca atendia as nossas reivindicações. Não sei se era por limitação do governo, que não o deixava avançar nas negociações, não conseguimos entender. Eu sei que falta um caráter mais democrático das pastas em ouvir e atender as pautas de todo mundo", disse o coordenador, ressaltando que é preciso que as negociações, tanto com os estudantes quanto com os profissionais de educação, continuem e que Victer honre tudo aquilo que já foi acordado entre as partes.

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