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Piora avaliação no exterior sobre universidades brasileiras


A terceira edição do ranking de universidades dos Brics, publicada pela empresa britânica QS, mostra que as instituições brasileiras perdem cada vez mais prestígio no plano internacional. Das 50 melhores, dez são brasileiras e só a Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquista Filho", a Unesp, melhorou de posição entre 2014 e 2015, ao passar da 30ª para a 27ª posição. Além disso, das 40 nacionais que compõem o grupo das 200 melhores, 27 caíram de posição.

Entre as 10 melhores da pesquisa, só uma é do Brasil: a Universidade de São Paulo (Usp), que caiu da 7ª para a 9ª posição (Veja o ranking na parte de anexos). A Universidade de Campinas, que integrava o grupo em 2014, caiu para a 12ª colocação. Entre as 20 melhores, o país tem apenas duas. Já quando se considera as 200 ou as 400 mais vem avaliadas, a situação melhora, mesmo assim, a presença é de aproximadamente 20% de instituições do país. Uma das constatações do estudo foi o avanço da China, no que se refere à educação superior quando comparada aos demais países do bloco. Entre as 10 melhores, sete são chinesas. Há, ainda, uma da Rússia, uma da China. Não há universidades da Africa do Sul entre as dez melhores.

Considerando-se um número maior de universidades, o desempenho também não é animador. No ranking das 50 melhores, não aumentou o número de instituições brasileiras, em comparação com 2014. Já no ranking das 200 melhores, o Brasil só tem uma a mais. Das 100 melhores, 18 são brasileiras. Para se ter uma ideia da distância do país em relação à China, quanto à educação superior, 39, entre as 100 mais, são chinesas.

O ranking QS considera os seguintes fatores: reputação acadêmica; reputação entre empregadores; proporção professores/estudantes; quadro de professores com PhD/Doutorado; publicações por professor; citações a publicações; professores internacionais; e estudantes internacionais.

O estudo mostra que, por exemplo, o Brasil está longe de ser um ímã para estudantes internacionais, mesmo se comparado aos modestos padrões das nações do Brics. A universidade brasileira melhor colocada para estudantes internacionais este ano é a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), que ainda assim é a 96ª instituição dentre todas as outras da região do Brics neste critério.

Por outro lado, a ampla produção acadêmica confere maior prestígio educacional às instituições do Brasil. O banco de dados de publicações Scopus mostra que a Unicamp e a USP são as 15ª e 16ª instituições, respectivamente, na região dos Brics, por número de pesquisa por acadêmicos, sendo que 13 universidades brasileiras encontram-se entre as primeiras 100. No entanto, muitas pioraram nesse quesito, em comparação com 2014.

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