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Professores são premiados por projetos de educação científica


Seis professores de redes públicas do Estado do Rio receberam, na última quarta, dia 2, o Prêmio de Educação Científica da BG Brasil. Eles ganharam uma viagem para a Inglaterra e uma recompensa em dinheiro, que varia de R$3 mil a R$5 mil.

Um livro de receitas feitas a partir de reaproveitamento de alimentos, uma bicicleta capaz de carregar telefone celular e a criação de um "laboratório de investigação criminal" para estudar conceitos de ciências. Esses foram alguns dos projetos vencedores da segunda edição do Prêmio de Educação Científica da BG Brasil, cuja cerimônia de entrega foi realizada na última quarta-feira, 2 de dezembro.

Seis professores, três da rede estadual (categoria ensino médio) e três de redes municipais (categoria ensino fundamental II) foram premiados. Em janeiro de 2016, eles farão uma viagem educativa de oito dias a Londres, na Inglaterra, com todas as despesas pagas. Cada um também ganhou uma premiação em dinheiro, que foi de R$5 mil para os que ficaram em primeiro lugar; de R$4 mil para os que ficaram na segunda posição; e de R$3 mil para quem ficou na terceira.

Na categoria ensino fundamental, a vencedora foi a professora Rosana Zeitune, da Escola Municipal Rodrigues Alves, na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio. Ela idealizou o projeto "Receitas sem desperdício", no qual estimulava alunos a produzirem um livro com dicas para elaboração de pratos feitos a partir de reaproveitamento de alimentos.

Criatividade também não faltou para a professora Daniela da Silva, do Colégio Estadual Hebe Camargo, que fica em Pedra de Guaratiba, na cidade do Rio. Ela utilizou o crescimento de fungos em pães para explicar função exponencial, um tópico que gera muitas dúvidas nos estudantes, de maneira geral.

No ensino fundamental, o projeto "Investigação na sala de aula: Uma proposta contextualizada para o ensino de ciências no 8º ano por meio da perícia criminal" ficou com a segunda colocação. Nele, a professora Mytse Andrade, da Escola Municipal Professor Joaquim de Freitas, em Queimados, transformou a sala de aula em uma espécie de laboratório de perícia criminal, como estratégia para o ensino de vários assuntos da área de Ciências. No segundo melhor projeto do ensino médio, Deise Jacques, professora do Centro Interescolar Estadual Miécimo da Silva, em Campo Grande, trabalhou conceitos de cultura africana e indígena ao falar de propriedades terapêuticas e uso na culinária de plantas.

A sustentabilidade foi o eixo trabalhado pelos que ficaram na terceira colocação. No ensino fundamental, ganhou o professor Duclécio Lopes, da Escola Municipal Ernestina Ferreira Muniz, uma escola rural que funciona na cidade de Tanguá. O professor incentivou estudantes a formarem grupos e elaborarem projetos de construções nessa vertente. Já o professor Luiz Claudio Guimarães, que leciona para o 3º ano do ensino médio do CIEP 439 Luiz Gonzaga Junior, em São Gonçalo, realizou atividades voltadas para o uso consciente da energia elétrica.

CEO BG América do Sul, Nelson Silva parabenizou os vencedores e exaltou o empenho dos outros profissionais que se inscreveram no prêmio. Ele destacou a importância de reconhecer o trabalho de quem se dedica ao magistério. "São muitos os desafios enfrentados pelo educador no Brasil e reconhecemos o empenho diário destes profissionais ao investirem seu tempo, habilidades e recursos para transformar a vida de jovens e crianças. A vocês, nossos sinceros parabéns."

Um total de 97 professores, de 29 municípios do Rio de Janeiro, inscreveram-se para a segunda edição do Prêmio de Educação Científica. O objetivo é reconhecer o trabalho de professores de Ciências e Matemática do ensino público dos municípios do Rio de Janeiro que utilizam metodologias inovadoras em sala de aula. A iniciativa é promovida pela BG Brasil, com o apoio da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Seeduc), da Fundação Victor Civita e do British Council. "Este prêmio é fundamental porque fomenta, na prática escolar, a importância do desenvolvimento científico", afirmou o secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro, Antonio Neto.

Conheça os vencedores:

Ensino Fundamental II:
1º lugar - professora Rosana Zeitune - Projeto "Receitas sem desperdício" (Ciências)
Escola Municipal Rodrigues Alves - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ Com o objetivo de estimular o aproveitamento integral de alimentos como forma de evitar o desperdício e de reduzir a quantidade de lixo produzido, o projeto culminou com a produção de um livro intitulado "Receitas sem desperdícios", confeccionado pelos próprios alunos.

2º lugar - professora Mytse Andrade - Projeto "Investigação na sala de aula: Uma proposta contextualizada para o ensino de ciências no 8º ano por meio da perícia criminal" (Ciências)
Escola Municipal Prof. Joaquim de Freitas - Queimados/RJ
Uma abordagem inspirada em séries criminais de TV para o ensino de conteúdos curriculares como reação entre amido e iodo, tipos sanguíneos, glândulas sebáceas e oleosidade da pele, impressões digitais e papel antioxidante da vitamina C. A sala de aula se transformava em "laboratório de perícia", pois a escola não possui laboratório.

3º lugar - professor Duclécio Lopes - Projeto "Grêmio Ambiental Ernestina" (Ciências Físicas e Biológicas)
Escola Municipal Ernestina Ferreira Muniz (Escola Rural) - Tanguá/RJ
Para disseminar práticas ambientais sustentáveis, foi criado um grêmio formado por dois representantes de cada série. Ao longo do ano, diversas atividades foram executadas, como a criação de um Modelo de Casa Sustentável, Compostagem e Horta Suspensa, Maquete de Saneamento Básico, Robô Hidráulico, dentre outros trabalhos.

Ensino Médio
1º lugar - professora Daniela da Silva - Projeto "Pães mofados e função exponencial, tudo a ver" (Matemática)
Colégio Estadual Hebe Camargo - Pedra de Guaratiba, Rio de Janeiro/RJ
O conteúdo matemático função exponencial foi ensinado com base em conexões com cotidiano do aluno, como o crescimento dos fungos em pães. A professora também desenvolve, desde 2014, o projeto "Laboratório Sustentável de Matemática".

2º lugar - professora Deise Jacques - Projeto "Aprendizado científico em Botânica no 1º ano do Ensino Médio" (Biologia)
Centro Interescolar Estadual Miécimo da Silva - Campo Grande, Rio de Janeiro/RJ
O objetivo deste projeto foi inserir ao conteúdo curricular de Biologia as culturas africana e indígena através do uso de plantas no tratamento de doenças e na culinária, resgatando suas contribuições nas áreas social, econômica e política brasileiras.

3º lugar - professor Luiz Claudio Guimarães - Projeto "Geração e consumo consciente de energia elétrica" (Física)
CIEP 439 Luiz Gonzaga Junior-Gonzaguinha - São Gonçalo/RJ
O projeto buscou tornar os alunos capazes de compreender o processo de geração de energia elétrica através de diferentes fontes, permitindo sua utilização de forma responsável e consciente. Dentre os trabalhos, desacata-se a "bicicleta carregadora de celular".

Por: Larica Santos - [email protected]
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