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Protesto de alunos contra remoção de favela termina em confusão na Uerj


A programação dos alunos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para a noite da última quinta, dia 28, era a realização de uma assembleia discente. A remoção da Favela Metrô-Mangueira, nas proximidades da instituição, mudou os planos dos estudantes, que decidiram apoiar os moradores. A ação, entretanto, terminou em confusão entre policiais, seguranças da universidade e alunos, dentro da própria da Uerj.

O confronto teria começado ainda durante o ato de apoio aos moradores que estavam sendo removidos. Ao tentarem refúgio dentro do Pavilhão João Lyra Filho, no campus Maracanã, após intervenção do Batalhão de Choque, os estudantes contaram que os seguranças da universidade fecharam as portas da universidade e lançaram jatos d'água em direção aos universitários, que reagiram chutando a porta principal. Os vidros da entrada acabaram quebrados pelos chutes e pela força dos jatos utilizados para impedir a entrada dos manifestantes, que fugiam das bombas de gás jogadas pela polícia dentro do campus.

O protesto contra as demolições na Favela do Metrô, na altura da Mangueira, reuniu cerca de 300 pessoas, de acordo com a PM, e fechou as duas pistas da Avenida Radial Oeste, o que motivou a reação da Tropa de Choque da Polícia Militar com bombas de gás e tiros de bala de borracha.

Por: Renata - [email protected]
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