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Relatório da Unesco aponta baixa aprendizagem no país


Dados do novo Relatório de Monitoramento Global da Educação apresentado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), na última semana, pinta um quadro triste da Educação brasileira. Segundo o documento, o país apresenta níveis de aprendizagem considerados muito baixos — quatro, de dez alunos no 6º ano não atingiram proficiência em Matemática e esse índice é de 11% em leitura —, ainda conta com cerca de 1,7 milhão de jovens e adolescentes fora da escola e tem cerca de 20% dos estudantes do 3º ano do ensino médio com atraso de mais de três anos no fluxo escolar.
 
Somar iniciativas globais relacionadas à educação, ao desenvolvimento socioeconômico e à preservação do meio ambiente é o que propõe o documento elaborado pelas Nações Unidas, que aponta soluções para os atuais desafios enfrentados pela humanidade e pelo planeta em metas traçadas até 2030. A análise, feita em 101 países de renda baixa e média, dá conta que a pobreza é uma das maiores barreiras da Educação. Nesse ritmo, conclui o estudo, a universalização do ensino médio na América Latina e Caribe só será cumprida em 2095 — com 65 anos de atraso em relação ao prazo estipulado pelas metas traçadas pela Unesco.
 
Marlova Noletto, diretora da área programática da Unesco no Brasil, assegurou que sem educação não há avanço em nenhum dos objetivos propostos pela entidade, como a erradicação da pobreza e do analfabetismo e a igualdade de gênero. "O objetivo mais importante dessa agenda é não deixar ninguém para trás. Precisamos de vontade política, inovação, políticas públicas e recursos para reverter essa tendência. Reunimos os parceiros aqui porque nós sabemos que são estes os parceiros que permitem que a agenda do Brasil avance. E que há no MEC, na Undime, no Consed, na CNTE, e em vários outros parceiros fundamentais, o grande compromisso de continuar avançando."
 
A secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, destacou a importância desse tipo de levantamento para que a pasta dê continuidade às ações e programas que melhoram a qualidade da educação no Brasil. "Há um compromisso do Ministério da Educação em produzir informações relevantes sobre a educação brasileira. Esse relatório de monitoramento global, e uma série de avaliações de políticas, de programas e de educação, auxiliam a todos os interessados e trabalhadores da área a entender melhor o que está acontecendo e o que é possível ser feito para melhorar a educação no Brasil e no mundo", disse a secretária. 

Por: Larica Santos - [email protected]
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