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Risolia apresenta resultados da rede e sindicatos criticam


A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), presidida pelo deputado André Lazaroni (PMDB), realizou uma audiência pública, na última quarta-feira, dia 28 de março, com a presença do secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, e de representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) e da União dos Professores Públicos do Estado (Uppes).

No encontro, Risolia fez um balanço sobre os resultados apresentados pela rede em 2011, das ações implementadas e ainda falou das perspectivas para 2012. Um dos principais problemas, de acordo com ele, é a grande quantidade de alunos com distorção idade-série, ou seja têm idade superior à que deveriam ter para cursar determinada série.

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) conseguiu reduzir esse número em 9% no ensino médio, mas nos anos finais do ensino fundamental não houve mudança significativa. Um dos fatores apontados pelo secretário para a diminuição foi o Projeto Autonomia, criado para tentar corrigir a distorção causada pela repetência e minimizar as consequências resultantes desse atraso escolar, como a evasão.

Para 2012, Risolia pretende expandir o reforço escolar, que em 2011 atendeu 180 mil estudantes, para 240 mil; ampliar o programa Renda Melhor Jovem, que oferece incentivo financeiro para que o jovem de baixa renda se mantenha no fluxo regular de ensino e conclua o ensino médio, para cerca de 23 mil alunos em 51 municípios; ter currículo mínimo para todas as disciplinas; aumentar a oferta de vagas no turno diurno, com 2.500 vagas/ano, começando pela Zona Oeste; propiciar formação continuada aos servidores e realizar processos seletivos.

"Uma política se mostra eficiente quando o serviço público é igual para todos. Conseguimos reduzir a desigualdade da rede em 25% no ensino médio e em 20% nos anos finais do fundamental. O investimento anual por aluno passou de mais ou menos R$900 em 2002 para mais de R$4 mil em 2012. Conseguimos uma otimização dos gastos", afirmou.
 
Vera Nepomuceno, coordenadora do Sepe, aprovou a antecipação das parcelas restantes do programa Nova Escola. Contudo, criticou a maneira como o governo vem conduzindo as medidas para resolver o problema da distorção idade-série. "Somos professores e sabemos dos problemas.
 
Queremos destacar é que a metodologia utilizada não resolve a questão de melhora do fluxo no sentido de dar o aprendizado que o aluno tem direito", disse, reforçada pela também coordenadora do sindicato, Maria Beatriz Lugão. "Uma coisa é o mundo dos dados, outra é a realidade das escolas. O Autonomia é um telecurso e isso é redução do direito do aluno ao saber. O ensino a distância deve ser oferecido, o problema é quando substitui o ensino regular", comentou.
 
A presidente da Uppes, Teresinha Machado, elogiou o diálogo permanente do secretário com os sindicatos. Ela pediu urgência na questão da valorização dos professores e chamou atenção para a situação de algumas escolas, que passam dificuldades com a merenda. "Em muitos colégios, a merenda só tem sido feita por milagre, porque os recursos são baixos", disse.

Por: Renata - [email protected]
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