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Sindicatos criticam alta taxa de reprovação na rede estadual


Em nota oficial, em que comenta o fato de a taxa de reprovação no Estado do Rio ser a segunda pior do país, de acordo com informações divulgada pelo Inep, a Secretaria Estadual de Educação destacou que, por outro lado, a taxa de aprovação ficou entre as três que mais cresceu no Estado.

Segundo o texto divulgado pela Seeduc, a taxa de aprovação no ensino médio, no Estado, cresceu 5 pontos percentuais. Ainda em relação ao ensino médio, na 1ª série, a que apresenta menor taxa de aprovação, foi aquela em que registrou-se maior avanço, segundo de acordo com a Seeduc. Nela, o aumento na taxa de aprovação chegou a 5,6 pontos percentuais, também a terceira que mais cresceu.

Na terça-feira, dia 15, o Inep divulgou dados sobre reprovação nas escolas em todo o país. No Estado do Rio de Janeiro, o indicador foi de 18,5%. Houve uma ligeira queda em relação a 2010, quando 18,9% dos estudantes não foram aprovados no Estado. Os dados referem-se a alunos das redes pública e privada.

No caso das escolas públicas a situação é ainda pior. No Rio, o índice de reprovação nesta rede de ensino foi de 20,1%. O único estado com taxa de reprovação maior do que a fluminense foi o Rio Grande do Sul, com 20,7%. O estado que obteve melhor colocação na avaliação foi o Amazonas, com 6% de reprovação, a mais baixa do país. Em nota, a Seeduc informou que o aumento da aprovação teve
repercussão direta na redução da evasão escolar, principalmente no ensino fundamental. "De fato, a Taxa de Reprovação do Ensino Fundamental da rede estadual do Rio de Janeiro caiu 3,6 pontos e, novamente, foi a terceira melhora mais significativa entre as unidades da federação. Já a taxa de abandono caiu 1,3 pontos. Isso significa que, na rede estadual, os alunos estão abandonando menos.
Isso se deve, principalmente, ao menor índice de repetência".

Para a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ (Sepe-RJ), Maria Beatriz Lugão, as ações que vêm sendo tomadas pela Seeduc não vão reverter este quadro. "Há mais de uma década não conseguimos começar o ano letivo com o quadro de professores completo. Isto tem sérias consequências na vida escolar dos alunos. Outro fator é a política salarial da Secretaria. Enquanto só nos for dado o Nova Escola e não houver um reajuste salarial, os professores vão deixar a rede. Temos vários professores rotativos, que ficam somente cerca de 1 ano nas escolas. Isso é muito ruim, porque quem assume não é capaz de saber as deficiências dos alunos e assim cooperar para desenvolver uma educação a longo prazo", comentou.

A presidente da União dos Professores Públicos do Estado (Uppes) também compartilha desta opinião. "Estamos sem professores e este é o reflexo. Além disso, como as turmas estão superlotadas, os docentes não conseguem executar seus trabalhos da melhor maneira possível. O método precisa ser modificado. Precisamos também de orientadores e psicólogos, para que sejam um canal entre a escola e a família", disse.

 

Por: Larica Santos - [email protected]
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