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Sobe para cinco o número de escolas ocupadas no Rio


Foi confirmado, até o fim da tarde de ontem, dia 4, a ocupação dos estudantes em mais três escolas do Rio de Janeiro. Aderiram o movimento os colégios estaduais Visconde de Cairu, no Méier; Heitor Lira, na Penha; e o Euclydes Paulo da Silva, em Maricá. Agora subiu para cinco o número de escolas ocupadas por alunos no estado.

A mobilização dos estudantes começou no dia 21 de março no Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador. Logo depois, se estendeu para o Colégio Estadual Gomes Freire, na Penha. A expectativa dos estudantes é que esse número aumente.

"Queremos mostrar a nossa autonomia. Não foi ninguém que colocou esse movimento na nossa cabeça. Não somos estudantes manipulados ou algo do tipo, mas a partir do momento em que eles perceberem que outras escolas serão ocupadas, vão ver que a realidade é outra", disse João Victor, estudante do C.E. Mendes de Moraes.

Em uma página no Facebook, criada por estudantes e chamada "Escolas do RJ em luta", consta a informação de um total de oito escolas ocupadas em todo o estado, porém ainda não há confirmação. Na mesma página encontra- se postado um manual de mobilização e ocupação estudantil de escolas criado pelos movimentos Casa da Juventude e Rede Emancipa RJ. A intenção do documento é organizar para unificar a mobilização nas escolas.

As reivindicações dos estudantes variam de acordo com a escola ocupada, no entanto, há itens comum a todas como eleições de diretores com participação de alunos, fim da superlotação nas salas de aula, abolição do Saerj, entre outros. De acordo com manifesto dos estudantes o objetivo é buscar melhores condições de ensino e maior participação dos alunos na comunidade escolar.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou que as comissões de negociações não viram "nos líderes do movimento intenção em desocupar as unidades, pois há envolvidos que sequer fazem parte da comunidade escolar." Além disso, fez um apelo aos pais para que conversem com os filhos, pois, de acordo com a nota, os estudantes sem aulas são os mais prejudicados.

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