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Uerj começa ano com atraso em pagamentos


A Univeresidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) sofre, neste início de ano, com problemas semelhantes ao que enfrentou ao longo de 2015, quando chegou a ter suas atividades paralisadas em novembro por falta de verbas. Em janeiro, pagamentos de salários e bolsas também estão atrasados e a estimativa é de que sejam necessários cerca de R$50 milhões para quitar os débitos.

Cotistas e residentes do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) estão sem receber as bolsas de dezembro, pagas em janeiro. Quanto aos terceirizados, o atraso atinge principalmente os profissionais da parte de limpeza que transporta o lixo para fora do campus. A prestação dos serviços de limpeza interna e de segurança não tiveram redução significativa por opção das empresas que mantiveram parcialmente as atividades. O atraso no pagamento é maior, no entanto, entre os pesquisadores visitantes, que não recebem desde outubro, e entre os que têm direito a bolsa pró-ciência de produtividade e pesquisa, sem pagamento há dois meses.

O reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques, disse que o problema vem ocorrendo principalmente porque janeiro é um mês atípico em termos de execução das contas públicas. Segundo o dirigente, é comum nessa época haver atraso na liberação de recursos por parte da Secretaria de Fazenda.

"Em janeiro, passamos de um exercício para o outro e, neste início, o orçamento ainda não está aberto. É o que está acontecendo hoje: não há recurso nem orçamentário, nem financeiro disponibilizado para nenhum órgão do estado. Esperamos que isso vai acontecer muito proximamente."

O governo do estado libera recursos nos dias 7, 17 e 27 de cada mês. Por isso, o reitor disse à FOLHA DIRIGIDA, na última sexta, dia 22, esperar que pelo menos parte da verba seja liberada até esta quarta-feira. Ele também acredita que, em breve, poderá contar com pelo menos parte dos chamados restos a pagar. Tratam-se de valores não executadas do ano anterior e que poderão ser usados no atual exercício.

"Não acredito que sejam sanadas todas as pendências, mas que ocorra uma retomada da atenção nesse sentido. Esperamos que seja iniciado o pagamento e que possamos ter um planejamento de como pagar esse anterior, do ano passado, e que esse ano comecemos a pagar regulamente a cada mês."

O reitor também adiantou que, por enquanto, não há motivos para fechar a universidade como ocorreu em novembro do ano passado. Segundo ele, as aulas do segundo semestre letivo de 2015 já terminaram e até esta terça, dis 26, continuam os serviços administrativos. A partir do dia 27, começam as férias. O reitor disse que é necessária uma solução urgente. Ele evitou estabelecer uma data limite para espera de recursos, mas disse que a situação ficará mais complicada se não for resolvida até 29 de fevereiro, data de início do ano letivo.

"Com o começo das aulas, vai aumentar a população que transita, com isso vai aumentar sujeira na universidade. Haverá necessidade de mais gente devido à geração de mais lixo. Realmente esperamos que até lá tenhamos ao menos começado a regularização disso", comentou o reitor.

Por: Larica Santos - [email protected]
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