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Alunos do Colégio Realengo escrevem para construir um cidadão melhor


Os alunos do Colégio Realengo, localizado no bairro carioca que recebe o mesmo nome, redigiram na quarta-feira, dia 7, as redações da edição de 2017 do Projeto Redação, uma parceria entre a FOLHA DIRIGIDA e a Biblioteca Nacional.
 
Para a professora de Português da instituição, Reni Nogueira Vitorino, o projeto, além de despertar nos alunos a ideia de que eles podem ser escritores, estimula a questão da cidadania, já que todos os temas deste ano são voltados à construção de um cidadão melhor.
 
Professores de Português do Colégio Realengo 
 
Um exemplo do encorajamento dado aos alunos foi um caso que aconteceu recentemente na escola. Segundo Reni, uma aluna do 7° ano disse que não era capaz de fazer uma poesia, que era o tema proposto para a sua turma. 
 
Depois de a classe construir um conjunto e entender que a poesia nada mais é do que falar dos seus próprios sentimentos, a jovem aluna foi capaz de fazer duas poesias.
 
"Com todo esse envolvimento, o aluno se sente capaz de ser um escritor da própria história. O Projeto Redação proporciona esse cresciemento na vida acadêmica do estudante", disse. 
 
Além de colaborar para o desenvolvimento da escrita, o professor de Português Ubiratan Araújo acredita que o projeto prepara os alunos para o mundo, pois de certa forma, a elaboração da Redação gera uma competição entre os estudantes.
 
"Infelizmente, vivemos em uma país capitalista em termos de competição. Então é muito importante quando a gente os prepara para o vestibular e outros concursos públicos, afinal, a procura é sempre menor que a demanda", ressaltou o professor.
 
Para a aluna do 6° ano Gabrieli Porfírio, escrever é expressar os seus sentimentos, se comunicar com o próximo e até mesmo dar um pouco de esperança para a vida pessoal das pessoas.
 
"Espero que quando as pessoas forem ler o meu texto, elas possam olhar para o próximo e não pensar só em si", desejou Gabrieli.
 
Nesta edição o colégio trabalhou temas bem atuais no cotidiano das pessoas, como: boatos na internet, preconceito linguístico, vandalismo/racismo, autismo e nessecidades de inclusão. 
 
Maria Eduarda, aluna do 7° ano, defendeu a ideia de que escrever é representar as dificuldades de outras pessoas e, dessa forma, ajudá-las a enfrentar os seus problemas.
 
"Quero que se sintam felizes ao lerem o meu texto, como se estivessem lendo sua própria redação", ressaltou Maria Eduarda, que nesta edição do projeto tenta o seu bicampeonato.
 
As melhores redações serão selecionadas e publicadas em um livro, cujo lançamento é feito numa tarde de autógrafo com a presença dos pais e responsáveis dos alunos. 
 
No Colégio Realengo, além de todo esse evento preparado para valorizar os textos dos estudantes, as provas de interpretação de texto serão todas trabalhadas em cima da publicação do aluno.
 
"As provas deste ano serão com os textos dos projetos de 2016. Isso é uma forma de incentivar e motivar os alunos. Eles vêem que a publicação dele não ficou engavetada", acrescentou Daniella Luttiany, que também leciona a disciplina de Português na escola.

 


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