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Rio+20: formação para atitudes sustentáveis


O futuro que queremos começa com a formação de cidadãos mais conscientes de suas atitudes, num mundo em que modificar padrões de consumo e sustentabilidade será fundamental para sobrevivência no planeta. Essa foi a bandeira defendida pelo Instituto Alana durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, realizada no Rio de Janeiro, de 13 a 22 de junho.
 
Pouco antes do encerramento do encontro, no dia 21 de junho, Frei Betto, escritor e religioso dominicano que integra o Conselho Consultivo do Instituto Alana, comandou um dos eventos mais concorridos da Cúpula dos Povos: o debate “Infância, Valores e Sustentabilidade”, realizado no auditório do Sindicato dos Engenheiros, no Centro do Rio.
 
Em sua fala, Frei Betto, que é autor de 53 livros editados no Brasil e no exterior, destacou os efeitos nocivos da televisão na formação dos valores na infância, alertando para o apelo ao consumismo e erotização precoce desencadeado sob influência da programas voltados para o público infantil.
 
“Enquanto o mercado busca formar consumidores, a sociedade busca formar cidadãos. Essa batalha tem começado cada dia mais cedo. Em cidades que não são pensadas para crianças, elas acabam ficando cada vez mais confinadas e expostas às mais diferentes mídias. Nesse universo, os valores acabam sendo distorcidos e prevalecem os estímulos ao consumismo e aos valores materialistas, que minam a natureza onírica da criança”, afirmou o religioso para uma plateia repleta de educadores e ativistas sociais.

Na avaliação do escritor mineiro, os resultados da Rio+20, com o estabelecimento de uma comissão para estipular metas a partir de 2015, não causou surpresa. “Não tinha grandes expectativas depois do que vi em Copenhague e em outras conferências que precederam a Rio+20. Há uma indiferença total por parte dos países mais ricos porque a noção de sustentabilidade afeta a acumulação privada do lucro, danosa para o planeta e para a humanidade. Eu já esperava isso: não me sinto nem frustado”.
 
No entanto, Frei Betto frisa a importância da mobilização da sociedade civil para estabelecer paradigmas socioambientais. “Creio que a Cúpula dos Povos, leia-se sociedade civil, deve continuar a pressão por um outro paradigma de desenvolvimento e civilização. Temos de continuar com essa luta, não podemos entregar o bastão, de jeito nenhum. Há um interesse muito grande sobre este tema e a sociedade está mobilizada. No entanto, precisamos começar a pensar porque colocamos no poder pessoas contrárias às nossas aspirações e sonhos. Precisamos pensar em como participar mais e pressionar esse poder”, argumentou o ativista social, que defende a proibição da publicidade infantil no Brasil, como já ocorre em vários países.

Proibição de publicidade infantil em debate no Congresso
- E a publicidade infantil é um tema que já mobiliza diversos segmentos da sociedade civil. Nesta terça, dia 3, a Câmara dos Deputados discutirá a proibição da publicidade infantil. A partir das 14h30, a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática debaterá o projeto 5.921/2001, de autoria de Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR).

O relator do encontro será o deputado Salvador Zimbaldi (PDT/SP), que dará seu voto sobre o projeto que propõe a proibição da publicidade dirigida ao público infantil. Segundo o Instituto Alana, que participará da audiência pública, a matéria tramita há 11 anos.

Durante sua tramitação da Câmara, o projeto já teve dois textos substitutivos aprovados, um na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC), em 2008; e outro na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), em 2009. Caso seja aprovada, a proposta ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Em defesa da adoção de padrões de produção e consumo sustentáveis -
Apostando na formação dos cidadãos do amanhã, o Instituto Alana desenvolve atividades voltadas para reflexão a respeito das práticas de consumo de produtos e serviços por crianças e adolescentes. Coordenadora de mobilização da organização não-governamental, Gabriela Vuolo argumenta que as discussões sobre sustentabilidade não podem ignorar a temática dos padrões de consumo e produção, em especial os valores incutidos nas crianças, que serão os cidadãos do futuro. “Temos uma preocupação muito grande com o consumismo na infância pois é nesta fase que formamos o futuro adulto e é a época em que acontece a formação de valores e hábitos”, assinalou.

Durante a Rio+20, o Instituto Alana participou do Global Research Forum on Sustainable Consumption and Production - GRF-SCP (Fórum Global de Pesquisa em Consumo e Produção Sustentáveis), realizado de de 13 a 15 de junho — evento que reuniu pesquisadores, empresas, representantes de governos e de organizações não-governamentais de todo o mundo para debater as pesquisas em novos modos de produção e consumo sustentáveis.

Outras participações do Instituto Alana na conferência foram: o lançamento da Plataforma dos Consumidores pelo Consumo Sustentável — evento realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) com o Fórum Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor —; o debate sobre Criança, Publicidade e Sustentabilidade, realizado no Riocentro, que integrou a programação oficial da Rio+20; e a Conferência de Jovens para a Rio+20 (Youth Blast).

A entidade também esteve presente na Marcha dos Povos, evento que levou mais de 20 mil militantes de movimentos sociais e ambientalistas às ruas do Rio no dia 20 de junho, e  na Cúpula dos Povos, em  atividades no Aterro do Flamengo.

Frustração com o relatório final
- Na avaliação de Gabriela Vuolo, os debates sobre as implicações do consumo infantil na construção de uma sociedade sustentável ainda precisam evoluir bastante. Para a coordenadora do mobilização social, boa parte do que aconteceu na Rio+20 foi uma repetição das discussões travadas na Rio 92.
 
“Infelizmente, ainda temos um longo caminho pela frente quando discutimos produção e consumo sustentáveis. E a questão de consumismo na infância e publicidade infantil ainda está engatinhando no Brasil. Realmente, essa questão começa a ser debatida agora e muitas pessoas ainda não fazem a conexão entre publicidade infantil e sustentabilidade. Com relação às questões de produção e consumo sustentável, como um todo, o relatório final da Rio+20 ficou bem aquém do esperado e do necessário para a crise de recursos que vivemos no planeta”, avaliou a ativista social. 

Carta da Terra como alternativa ao relatório final da Rio+20 - Ambientalistas do mundo inteiro e ativistas sociais reafirmaram os 16 princípios pregados na Carta da Terra, clamando por uma sociedade global mais justa, sustentável e pacífica. E, diante dos acordos estabelecidos na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20,  defenderam o documento como referência de sustentabilidade, num contraponto às propostas elaboradas por lideranças mundiais entre os dias 13 e 22 de junho, no Rio de Janeiro.

No dia 19, personalidades internacionais se mobilizaram em encontro realizado no Teatro Nelson Rodrigues, no Centro do Rio de Janeiro, para ressaltar a importância do documento e a necessidade de que líderes mundiais e a sociedade se mobilizem, urgentemente, em defesa dos princípios de preservação ambiental e justiça social.

O evento contou com a participação de expoentes das áreas ambiental, econômica e social como Severn Suziki, a menina que “calou o mundo” na ECO92 e hoje é ecóloga formada pela Universidade Yale e ativista ambiental; Ricardo Young, empresário e membro do Conselho do Instituto Democracia e Sustentabilidade; Paulo Roberto Santos, vice-presidente da Caixa Econômica Federal; Marina Silva, ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente; Moacir Gadotti, diretor do Instituto Paulo Freire; e Leonardo Boff, teólogo e membro do Comitê Internacional da Carta da Terra.

No debate cuja temática foi “O futuro que queremos: esperanças e um novo direcionamento”, Marina Silva defendeu a Carta da Terra como documento que representa o clamor por compromissos sobre sustentabilidade. “A ECO 92 foi um símbolo do ‘gemido da Terra’, como disse Leonardo Boff. E sair da conferência apenas com um acordo genérico representa uma pá de cal na memória da ECO 92. A Carta da Terra é a referência para os processos de transformação. E essa transformação não dá para ser feita de modo abrupto. Não podemos ser sequestrados pela inércia. Precisamos reduzir em 80% as emissões de carbono até 2050. Não podemos mais optar entre fazer e não fazer. Podemos criar o que não existe: um modelo sustentável de desenvolvimento”, argumentou Marina Silva.

Já o teólogo Leonardo Boff salientou que a humanidade precisa de uma nova ótica para fundar uma nova ética, elaborada a partir de um outro olhar sobre a Terra, baseado na Teoria Gaia. “Existe um laço de parentesco em toda a vida no planeta. Somos uma comunidade de vida. O aquecimento global indica que a Terra está com febre. Temos uma responsabilidade universal com um modo de vida sustentável. Precisamos elaborar uma nova narrativa. Morreram as utopias. Estamos perdidos. Mas a Carta da Terra é um conjunto de princípios que pode reencantar novamente o mundo, nos dar alegria de viver e nos mostrar que precisamos lutar para salvar a vida humana do planeta. Somos todos filhos das estrelas e nascemos para brilhar”, ponderou o filósofo.

O que é a Carta da Terra? A primeira versão da Carta da Terra foi aprovada na Rio 92, durante a Cúpula da Terra, realizada no Aterro do Flamengo, como evento paralelo à reunião das Nações Unidas. Após oito anos de debate entre os mais diversos povos e segmentos sociais, foi aprovada a versão final, em 2000, na Holanda.

Em 2003, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconheceu a Carta da Terra como um instrumento chave para a educação e cultura. Hoje, o documento é adotado por vários governos, sociedade civil e organizações empresarias como referência ética para a sustentabilidade.

Dentre os membros da comissão mundial do movimento chamado “Carta da Terra Internacional” estão o canadense Maurice Strong, secretário geral da Cúpula da Terra, e o filósofo Leonardo Boff.

No Brasil, a Carta da Terra serviu de referência para elaboração de toda a legislação sobre educação ambiental que começou a ser produzida após a Rio 92.

Serviço
www.cartadaterrabrasil.org/prt/index.html
www.alana.org.br

A Ecopedagogia como novo paradigma educacional
 
Diante da demanda por mudanças estruturais na sociedade brasileira e em todo o mundo globalizado, os paradigmas pedagógicos também precisam mudar. E para formar cidadãos em conformidade com os paradigmas do desenvolvimento sustentável, surge a alternativa da “Ecopedagogia”. Esta é a colaboração que Moacir Gadotti traz às discussões sobre o desenvolvimento sustentável, travadas durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, realizada de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. Na entrevista, o autor de publicações como Pedagogia da Terra (2000) e Educar para um Outro Mundo Possível (2007) faz um balanço da Rio+20, sugerindo mudanças estruturais e defendendo os princípios da Carta da Terra.

Como surgiu o conceito de ‘Ecopedagogia’?
Moacir Gadotti - Começamos com o trabalho da Pedagogia do Desenvolvimento Sustentável. Esse termo foi lançado em 1987, no Relatório Brundtland e consagrado na Rio 92. Pensamos, na época, em desenvolver uma pedagogia apropriada para o desenvolvimento sustentável. Mas adiante, pensamos que essa pedagogia deveria ser ecológica, uma “Ecopedagogia”. Discutimos o conceito em várias reuniões e a associamos ao conceito de construção da Carta da Terra. Decidimos que essa construção se daria a partir de um processo eco-político-pedagógico. Paulo Freire disse “escrevi a Pedagogia do Oprimido, mas está faltando um capítulo, pois não falei da Terra como um ser vivo. Portanto, preciso escrever uma Pedagogia da Terra”. Esse foi o seu último trabalho, antes de morrer. Este texto é um dos capítulos de seu livro póstumo “Pedagogia da indignação”. E, mais tarde, eu também escrevi um livro chamado “Pedagogia da Terra”.

De que forma a ‘Ecopedagogia’ está presente nas escolas?
É um conceito aplicado no Brasil e no exterior, em países como os EUA. Pegamos uma série de princípios estabelecidos por Paulo Freire — como o cuidado, a ternura e a amorosidade — que se traduzem em valores necessários à relação professor-aluno. Trata-se de uma pedagogia que ajuda a construir uma relação professor-aluno mais dialógica, por isso muito ligada a Paulo Freire.  A “Ecopedagogia” representa a busca de uma pedagogia que não seja predatória.

Que críticas o senhor faz à pedagogia aplicada nas instituições de ensino atualmente?

A nossa pedagogia está muito voltada para resultados, para eficiência, para eficácia — o que é típico deste sistema que combatemos. Esse sistema introduziu os valores do mercado na sala de aula, como a competição, por exemplo. Queremos outros valores, como a cooperação e a construção coletiva do conhecimento. Nesse sentido, a “Ecopedagogia” rompe com as pedagogias tradicionais.

Por quê?
Porque representa uma nova visão da própria relação pedagógica.

O senhor é otimista com relação à adoção deste novo paradigma?
É uma luta insana. O atual paradigma pedagógico é fruto da era chamada “Antropoceno” que começou por volta de 1750, com esse modo industrial de produção, que é insustentável, baseado na cultura da guerra. É um modelo que encara a natureza como uma gama de produtos à disposição do ser humano, sem atentar para os limites do planeta. Precisamos ter uma relação dinâmica com o planeta, respeitando os limites da natureza. Esse sistema de ensino construído na modernidade nos ensina a dominar natureza. Esse modelo ainda é dominante no ensino em todo o mundo e precisa ser combatido.

Um novo paradigma de sociedade sustentável demanda um novo modelo pedagógico?

Sem dúvida alguma. Para construir cidades sustentáveis não podemos ter esse mesmo olhar. Todos nós fomos formados pelo mesmo paradigma educacional. Sistemas educacionais, no mundo inteiro, são tão parecidos entre si quanto os exércitos. Eles nasceram do mesmo modelo de dominação. Diante de tanta diversidade humana, por que temos dois modelos feitos da mesma forma? Há alguma coisa errada nesse modelo. O problema maior é que as pessoas pensam de forma fragmentada, em mudar o estilo de vida, mas é preciso realizar mudanças estruturais. Não se trata de mudar de uma economia para outra, mas do paradigma por trás dessa economia. Uma economia que produz pobreza não pode ser verde: é sangrenta. A única economia verde é a economia solidária.

Que avaliação o senhor faz da Rio+20?
Todos concordam que avançamos bastante em conscientização. Porém, não avançamos em acordos concretos. Uma das propostas era transformar o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em uma agência como a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Organização Mundial da Saúde (OMS) ou Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Mas os EUA se opuseram porque precisariam colocar recursos para que o Pnuma tivesse mais autonomia e cuidasse do meio ambiente. A desculpa foi que os países ricos não têm mais recursos. Agora, quem vai pagar a conta do meio ambiente são os países emergentes? Tivemos uma declaração de princípios e ainda vamos demorar mais três anos para definir os acordos e outros tantos anos para implementá-los.  Existe uma distância de paradigmas entre a Cúpula dos Povos e a reunião das lideranças mundiais, que aconteceu no Riocentro. Aqui, discutimos o paradigma Terra e lá o que foi discutido foi a sobrevivência do capitalismo, que, agora, vai ser esverdeado.

Que balanço você faz da Rio+20?


“A mais recente tentativa, ou desespero, de se alertar a população e fazer com que a preocupação com o meio ambiente seja relevante para toda a sociedade foi a Rio+20. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável aconteceu de 13 a 22 de junho, na cidade do Rio de Janeiro, e teve como objetivo renovar o compromisso político com o desenvolvimento sustentável.

A falta de planejamento fez com que grande parcela da população não se interesse pelas discussões sobre a sustentabilidade, o que prejudica ainda mais a conscientização. O que é uma pena, pois, para colocar em prática um modelo de desenvolvimento sustentável, é necessária uma mudança de postura em todos os níveis da sociedade.

Infelizmente, a impressão que se teve é que a Rio+20 não agradou nem os líderes mundiais. Muitos deles, assim como a população que acompanhou, ficaram frustrados com o relatório fraco e sem grandes metas. No entanto, deve imperar a consciência de que a Rio+20 não se restringe aos líderes de cada país. A responsabilidade pelo desenvolvimento sustentável é de todos.”
Livia Maia, 20 anos,  6º período de Jornalismo das Faculdades Integradas Hélio Alonso

“A Rio +20, apesar de uma ótima ideia, foi realizada de forma errada. Temos muitas decisões que precisam ser tomadas e uma mudança muito brusca a fazer. Poucos souberam o que foi e porque foi feita essa conferência, quando o certo deveria ser a participação em massa da população, pois essas mudanças não deverão ser feitas só pelos governantes.

A presença de pesquisadores e estudiosos foi válida nessa conferência para apresentar um modo de desenvolvermos e crescermos com mais consciência. Porém, infelizmente, acho que, assim como na Eco 92, não foram tomadas atitudes de peso que realmente justificassem todo o alarde. O trabalho deve ser feito em conjunto: governantes e população.

Isso é trabalhar a cidadania. Concordo com o novo presidente francês, François Hollande, que diz ser essencial a participação e o empenho dos líderes dos países nessas decisões. Porém também acredito que a população deve ser mais esclarecida, pois só se falou sobre reciclagem e feriado, quando questões mais importantes estavam em pauta. Poderíamos sonhar com uma reformulação do Protocolo de Kyoto?”

Carolina Danelli, 20 anos,  1º período de Jornalismo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

“Turismo, manifestações, problemas no trânsito e toneladas de lixo recolhidos durante o evento: como avaliar de maneira positiva uma conferência que, ao final de dez longos dias, fez com que o Rio fosse alvo de críticas internacionais e pôs em xeque a capacidade de gerir eventos de âmbito mundial? O resultado do balanço é assustador!

Apesar do superfaturamento de hotéis e de produtos vendidos durante a Rio+20, o governo do Estado comemora o resultado no caixa: R$274 milhões deixaram um saldo positivo para os cofres públicos e negativo para a imagem da cidade.

O que era para ser sustentável gerou 144 toneladas de lixo nos locais que sediaram a Rio+20. Ah, e tivemos seios à mostra, índios apontando flechas e escola de samba se apresentando em vários locais, reafirmando a nossa fama de ‘despidos’ e ‘baderneiros’. Boa imagem, não?

O carioca, que já carrega o título de ‘brasileiro que leva mais tempo no deslocamento de casa para o trabalho’, tive que redobrar a paciência para enfrentar o trânsito ainda mais caótico. Quem sabe agora também não recebamos o prêmio de ‘povo mais paciente’?”

Thalita Gois, 26 anos,  7º período de Jornalismo da Universidade Estácio de Sá

 

Por: Tainara Silva - [email protected]
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