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Rio+20: povos unidos pela preservação da Terra


Passados 20 anos da Rio 92, o Aterro do Flamengo abrigará, mais uma vez, povos de todo o planeta. É a Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

Se em 1992, a então chamada “Cúpula da Terra” mobilizou milhares de pessoas, tornando-se o centro das atenções do evento, neste ano, as organizações da sociedade civil pretendem ir além, apresentando reivindicações às lideranças mundiais durante a reunião da Organização das Nações Unidas (ONU).

A postura diferenciada começa pela denominação do encontro “Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental”. Organizada pela sociedade civil global, a ação terá como chamado o mote “Venha reinventar o mundo”, um convite às organizações e movimentos sociais do Brasil e do planeta.

Em um grande encontro de cidadania, o território da Cúpula dos Povos será organizado de forma livre da presença corporativa e com base na economia solidária, agroecologia, em culturas digitais, ações de comunidades indígenas e quilombolas.

As organizações envolvidas são estruturadas por meio do Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20 (CFSC), que agrega 33 organizações de representação nacional atuantes nas mais diversas áreas – como direitos humanos, desenvolvimento, trabalho, meio-ambiente e sustentabilidade.

Representantes do movimento social, os articuladores consideram a pauta oficial da Rio+20, que tem como pontos centrais a chamada economia verde e a governança global – insatisfatória para lidar com a crise do planeta, causada pelos modelos de produção e consumo capitalistas.

Para enfrentar os desafios da crise mundial, a Cúpula dos Povos pretende ser um ponto de convergência de lutas locais, regionais e globais, que têm como marco político a luta anticapitalista, classista, antirracista, antipatriarcal e anti-homofóbica.

Por meio de grupos de discussão autogestionados, que se reunirão na Assembleia Permanente dos Povos e num espaço para organizações e movimentos sociais dialogarem sobre suas experiências e projetos, os ativistas pretendem afirmar paradigmas novos e alternativos, apontando a agenda política para os próximos 20 anos, que será enviada para a Rio+20 oficial, no dia 20 de junho, quando começa a reunião da ONU.

Inscrição de atividades termina no dia 5

O prazo para fazer a inscrição na Cúpula dos Povos foi prorrogado até o sábado, dia 5 de maio. A orientação é para que coletivos, redes e grupos, no ato da inscrição, detalhem o quanto for possível a atividade proposta, para que a organização do território da Cúpula aconteça de forma mais fluida.

O último levantamento do Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20 — colegiado de organizações, redes e movimentos sociais que prepara a Cúpula dos Povos — registrou 692 cadastros confirmados, que serão apresentados de acordo com os temas convergentes.

As atividades autogestionadas e iniciativas sustentáveis bem-sucedidas integrarão a mostra do Território do Futuro, que acontecerá durante o evento, no Aterro.

Serviço
www.cupuladospovos.org.br

Programação

-  15 e 16 de junho: Atividades organizadas pelos movimentos sociais locais, que estão em luta permanente de resistência aos impactos das grandes obras.

-  17 de junho: Marcha de abertura da Cúpula dos Povos.

-  18 e 19 de junho: Atividades autogestionadas e Assembleia Permanente dos Povos.

-  20 de junho: Dia de Mobilização Internacional. Uma grande manifestação no Rio de Janeiro e em várias cidades do Brasil e do mundo para expressar a luta dos povos contra a mercantilização da natureza e em defesa dos bens comuns.

-  21 e 22 de junho: Atividades autogestionadas e Assembleia Permanente dos Povos.

-  23 de junho: Mensagem final da Cúpula dos Povos, que expresse os acúmulos e acordos construídos pelos povos em luta por justiça social e ambiental.

Por: Tainara Silva - [email protected]
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