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Um diferencial para atuar em grandes eventos


 
O Brasil e, principalmente, o Rio de Janeiro receberam vários grandes eventos, esportivos ou não, nos últimos anos. Copa das Confederações, Jornada Mundial da Juventude, edições do Rock in Rio e Copa  do Mundo são apenas alguns exemplos de momentos que mobilizaram milhares de pessoas e, por isso, exigem profissionais capacitados para lidar com os desafios de atividades que envolvem grandes aglomerações de pessoas e que, por conta disso, são foco da mídia. Como "cereja do bolo", a Cidade Maravilhosa ainda vai sediar os Jogos Olímpicos no próximo ano.

Esta série de acontecimentos pode gerar boas oportunidades para quem deseja trabalhar com eventos, em especial, os da área esportiva. Mas, no longo prazo, as perspectivas também são favoráveis, já que o sucesso do Rio na promoção dos últimos megaeventos e a experiência decorrente da realização dos jogos olímpicos certamente credenciarão a cidade para atividades de massa nas mais diversas áreas. Dessa forma, esse é um mercado que tende a continuar aquecido e com espaço para profissionais qualificados por muito tempo.

“O Rio enfim está assumindo a sua vocação de uma cidade forte na economia criativa, no esporte e no entretenimento,” disse Sylvio Maia, coordenador de marketing e gestão esportiva do Ibmec-RJ, que também possui um instituto de gestão em esportes e eventos com o seu nome. Ao falar do potencial da cidade para grandes eventos, ele comparou as características favoráveis da Cidade Maravilhosa às de duas das mais importantes e reverenciadas dos Estados Unidos. "O Rio de Janeiro hoje é uma mistura de Hollywood com Las Vegas," opinou.

O Rio de Janeiro impressiona por seu potencial na área do esporte. No futebol, quatro dos maiores clubes do país têm sede na cidade. Diferente de outros grandes do país, eles também investem no esporte amador, o que faz crescer o interesse por essas modalidades no estado e gera o contexto necessário para a existência de equipamentos esportivos, além dos estádios de futebol.

Com infraestrutura e atletas e, principalmente, interesse de boa parte da população pelo esporte, a cidade tornou-se uma das preferidas para a realização de competições nacionais e internacionais, de médio e grande porte. E este cenário foi potencializado com a promoção dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e com a realização de alguns dos principais da Copa do Mundo de 2014, inclusive a partida final. Com a proximidade dos Jogos Olímpicos, as perspectivas são ainda mais animadoras. “O Rio tem uma vocação natural para o esporte, e é claro que a Olimpíada aquece este mercado”, falou Pedro Trengrouse, coordenador de gestão, marketing e direito no esporte da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para ele o mercado esportivo no Rio e em todo o país ainda tem muito a ser explorado. “É um segmento grande e carente. Quem tiver uma especialização nesta área, sai na frente,” garantiu Pedro.

Não é por acaso que o segmento de grandes eventos esportivos e culturais é um terreno fértil para quem pensa em fazer uma pós-graduação. Eles exigem, por exemplo, habilidades de gestão e de organização logística que os cursos universitários, em geral, não oferecem. Além disso, é comum para quem atua diretamente à frente destas grandes atividades ter de comunicar-se em língua estrangeira, ter boa capacidade de coordenação de equipes e flexibilidade para resolver imprevistos rapidamente, qualidades que boa parte de nossos recém-graduados também não costumam possuir. Daí a importância do profissional ter uma boa especialização ou pós-graduação específica para atuar com megaeventos, como destaca Sylvio Maia. “Quem está atuando nestes eventos tem que estar preparado não só para receber o público, mas sim oferecê-lo uma experiência inesquecível,” disse Maia. “A gente trabalhou, e continua trabalhando, com o que chamo de pré-legado,” completou.

O coordenador de marketing e gestão esportiva do Ibmec-RJ também detalhou como estes grandes eventos abriram um leque no mercado brasileiro. “Principalmente a Copa do Mundo deixou várias novas arenas. Quem vai geri-las? Alguém que conheça esta área tão nova, que é o que oferecemos. Capacitamos o aluno para trabalhar em projetos, que são novidades para o público, como o de Sócio Torcedor do Palmeiras, que está fazendo um grande sucesso, com mais de 90 mil adesões.”

No esporte, profissionais com alto grau de especialização também podem ter maior espaço nos clubes. Até porque, para Sylvio Maia, o país já não vive mais a época do amadorismo entre os dirigentes. “Hoje o profissional tem que ser muito bem capacitado para fazer parte da diretoria de um clube. Como um Mário Bittencourt livraria o Fluminense de um rebaixamento, sem dominar a área do Direito Esportivo?” exemplificou. “Quanto mais qualificado, maior o potencial de mercado do profissional,” endossou Pedro Trengrouse, da FGV.

Sylvio Maia tranquilizou os que pensam que a demanda para especialistas em grandes eventos irá diminuir, após o fim das Olimpíadas na Cidade Maravilhosa. “Quem aproveitou a Copa do Mundo e as Olimpíadas para conhecer o ambiente comercial dos grande eventos, será muito útil para o mercado. O Brasil sedia com certa frequência eventos como Rock in Rio, corridas de automobilismo e shows de bandas internacionais, fora o desfile das escolas de samba e os carnavais fora de época espalhados pelo Brasil,” disse Sylvio. "Com isso, o candidato que for familiarizado terá boas noções de como fazer translado de grandes multidões e materiais, e entrada e saída do público com conforto e segurança, por exemplo,” finalizou.

Por: Gabriel Oliveira - [email protected]
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