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Asduerj discute pedido de suspensão do vestibular


A Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj) realizará uma assembleia geral na próxima quarta-feira, dia 11, às 16. O local da nova plenária dos trabalhadores ainda não foi definido. A intenção é debater os próximos rumos da greve, no entanto, o principal item da pauta do dia será a votação para incluir, na pauta de reivindicações, o adiamento da fase inicial do Vestibular Estadual 2017.

A expectativa é de que o primeiro Exame de Qualificação do vestibular tenha cerca de 80 mil inscritos. A Asduerj alega que colocará em votação a suspensão da avaliação. A prova está marcada para o dia 12 de junho, pelo fato de a universidade nem mesmo ter começado o ano letivo de 2016.

Em nota publicada, os profissionais questionam como a instituição pode estar planejando o ano de 2017 nas atuais circunstâncias da universidade.

A Uerj passa por uma de suas priores crises desde a sua fundação. Os professores entraram no terceiro mês de greve e solicitam, entre outras reivindicações, uma recomposição salarial que leve em consideração as perdas causadas pela inflação do período de 2001 até os dias atuais.

Segundo os docentes, desde 2001 não há reajuste para a categoria. Além disso, a Asduerj cobra uma solução para o caso dos aposentados. Os professores afirmam que a situação dos aposentados é deplorável e que estão recebendo salários abaixo de outros profissionais da educação de nível básico.

A mobilização da Asduerj também se estende aos técnicos-administrativos que segundo eles, estão com os salários defasados. Os docentes ainda mencionam os estudantes bolsistas e residentes que estão com os benefícios atrasados desde o ano passado. Por fim, falam dos trabalhadores contratados e terceirizados estão sem receber desde o começo de 2016.

Além disso, os professores reivindicam melhorias estruturais da universidade. Na nota, os trabalhadores dizem que no campus Maracanã, o restaurante universitário está fechado e que no prédio não estão funcionando os serviços de limpeza e coleta do lixo e os elevadores estão parados. Os docentes também criticam o descaso com o Hospital Universitário Pedro Ernesto, que funciona de maneira precária e tem constantes ameaças de fechar.

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