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Destaques na Uerj dizem como se prepararam para a prova


A pressão e o nervosismo são dois aspectos que influenciam diretamente no desempenho dos estudantes que estão em ano de vestibular. A concorrência para ingressar em uma universidade de qualidade é grande, o que aumenta ainda mais as cobranças, tanto da família quanto da escola.

Para ver suas chances cada vez maiores, os candidatos, além de controlar essas adversidades externas e internas, devem elaborar uma estratégia de estudos. É um planejamento que deve ser seguido à risca durante todo o ano de preparação para as provas de vestibular, que auxiliam, entre outras questões, no controle do tempo dedicado a cada disciplina e como o conteúdo será abordado.

O estudante Daywson Chermont, de 17 anos, é um exemplo do sucesso de uma estratégia. No início de 2011, traçou algumas metas, que foram fundamentais para que as matérias ficassem sempre em dia. O jovem, que ficou entre os primeiros colocados na Universidade do Estado do Rio de Janeiro neste ano, afirmou que o objetivo foi alcançado, com muita luta e dedicação.

"De manhã e de tarde, estudava no colégio. Chegava em casa, relaxava um pouco e voltava a estudar. Relia as matérias, fazia as provas antigas. Tudo isso me ajudou muito. Mas tirava o domingo para descansar", relata o novo calouro da universidade, que não deixava de ir a eventos sociais durante a semana. "Até ia a festas e aniversários durante a semana, mas sem abusar. A recomposição do tempo perdido nesses dias era feita aos domingos ou feriados", completa.

A Uerj não foi a única instituição que Daywson tentou ao longo de 2011. Por 0,03 ponto, não conseguiu a classificação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio do Enem, e está na expectativa pela reclassificação. Ele espera, ainda, o resultado da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

"Fiz as provas antigas mesmo, para ver como as bancas elaboravam as questões. Percebi muitas pegadinhas na primeira fase da Uerj e no Enem", garante Daywson, que agradece ao conhecimento adquirido ao longo do nível médio. "Estudei no Colégio São João Batista durante o ensino médio, em Friburgo, onde moro, e foi de grande ajuda na minha formação, assim como o Centro Educacional Crescer, onde estudei durante o ensino fundamental."

O caso de Felipe Zava é mais incomum. Até o meio do ano passado, ele estudava Farmácia, na UFRJ. Contudo, após dois períodos no curso, percebeu que não era a carreira que sonhava, e trancou sua matrícula na universidade federal. Mas com atitude, coragem e perspicácia, voltou à rotina de estudos incessantes para o vestibular, o que lhe rendeu uma vaga na Uerj, sendo um dos primeiros colocados naclassificação geral.

O tempo era um dos seus maiores inimigos, pois sua preparação começou apenas em julho, quando iniciou em um curso pré-vestibular. Seu método de estudo baseou-se nas matérias discursivas e redação, que valeriam mais pontos. E a atenção nas aulas foi preponderante, o que lhe deu a oportunidade de agilizar seus estudos.

"Não fico revisando tanto as matérias, prestava muita atenção nas aulas. E fazia os exercícios de todas as disciplinas, para tirar as dúvidas com o professor. Fiz meu ensino médio foi no IFRJ, o que deu uma base muito importante. A matéria ainda estava um pouco fresca na memória", explica.

A preparação era dividida com o lazer. Felipe não abdicou da distração em determinados momentos. "Reservava um tempo para os estudos, mas dividia com o lazer. Não ficava carregado, pois você fica tenso e isso pode prejudicar na hora da prova. As pessoas vão mal muitas vezes por falta de calma. É muito importante ter tranquilidade para resolver melhor as questões. Quando está nervoso, acontece aquele famoso 'branco'."

Mesmo sabendo do excelente resultado na Uerj, o estudante ficou na expectativa da nota do Enem. No entanto, o resultado não foi o esperado, principalmente por causa da redação. "Minha colocação não foi condizente com o que esperava. Tirei 600 em redação, achei um pouco estranho, pois tinha conseguido boas notas nos outros vestibulares. Mas já sabia do resultado da Uerj e preferi ficar na universidade, sem entrar na Justiça para reaver a nota da redação no Enem. Até por facilidade para chegar na instituição, preferi a Uerj."

O novo calouro de Química garante que deu ênfase total as disciplinas específicas de seu curso. "Lia o mínimo das outras matérias, mas fazia muitos exercícios e provas antigas. Não sabia toda o conteúdo das não específicas, iria muito por eliminação durante a prova. Sabia apenas básico. Não tinha Geografia e História como as minhas específicas, então não foram as minhas prioridades."

Por: Marcella Dos - [email protected]
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