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Uerj definirá se primeira fase será suspensa


A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) deve decidir, ainda está semana, se adiará a primeira fase do Vestibular Estadual 2017. Isto porque, na próxima quinta-feira, dia 19, está marcada uma reunião entre a Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj), que solicita a suspensão da primeira fase do vestibular, e o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Csepe), órgão responsável por tomar essa decisão, para discutir a questão. O encontro está previsto para começar às 9h, no auditório 73, bloco F, no campus Maracanã.

Na última assembleia realizada pela Asduerj, além de reiterarem os pontos centrais da greve como o reajuste salarial e a incorporação da Dedicação Exclusiva da aposentadoria ao salário-base, os profissionais da universidade aprovaram a proposta de suspensão do calendário acadêmico e a solicitação de uma reunião com o Csepe para avaliar a suspensão do vestibular.

Segundo a Asduerj, uma das razões do pedido de adiamento da prova é o fato de a universidade ter tido apenas uma semana de aula do ano letivo de 2016. Em nota, os docentes questionam como a instituição pode estar planejando o ano de 2017 nas atuais circunstâncias da universidade, que passa por uma de suas piores crises desde a sua fundação.

Diante do quadro de expectativas, a direção da universidade já se manifestou contrária a uma possível suspensão do vestibular. Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, o reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques, disse não concordar com a proposta, pois acredita que uma possível suspensão da prova só prejudicará a população.

"A posição da reitoria é totalmente contrária. Temos que dar apoio ao movimento que existe e se chama Uerj resiste e não Uerj desiste. Não podemos simplesmente ignorar que 80 mil pessoas se inscreveram no vestibular e muitos deles de fora da cidade ou estado e estão se preparando para fazer a prova", disse o reitor, salientando que há toda uma logística da primeira fase já está em fase de execução.

"A dinâmica do vestibular corre o ano inteiro e é muito complexa, que começa antes da realização da prova, com a liberação do edital, e só termina quando o aluno entra na faculdade. Não podemos chegar em um dado momento e querer mudar essa dinâmica. Se houver essa proposição, estaremos propondo desserviço à população do estado do Rio de Janeiro. Por isso, a reitoria se posiciona totalmente contrária a essa possibilidade", enfatizou Ruy Marques, destacando que ele, como reitor, não pode decidir sobre o assunto, pois a definição cabe ao Csepe.

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