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Experiência Internacional: estratégia para enriquecer o currículo


Com o surgimento da era da globalização, o fluxo de pessoas entre vários países aumentou, consideravelmente. A partir de 1980, os brasileiros começaram a se inserir no movimento migratório internacional. Antigamente, o intercâmbio - programa de estudo ou trabalho em um país estrangeiro consistia na troca de estudantes de diferentes países. No caso, um brasileiro escolhia um país para estudar e um outro estudante,do mesmo país, vinha para o Brasil. A proposta era, puramente, a troca
de culturas.
 
Hoje em dia, a partir do intermédio das agências de intercâmbio, tal movimento se tornou mais prático e comum. O trabalho e o estudo no exterior proporciona, ao estudante, uma excelente experiência para
aprimorar seu currículo e vivência pessoal e profissional. Os programas de intercâmbios são oferecidos por diversas agências espalhadas no país. Seus pacotes variam de acordo com o interesse de cada um que deseja participar. Eles englobam vários países, com diversos idiomas, tipos de cursos e trabalhos, tempo de duração e outros fatores.
 
Existem agências no Brasil responsáveis pela integração entre o estudante e o país que deseja trabalhar ou estudar. Essas companhias têm a responsabilidade de planejar desde a viagem até a estadia e a volta da pessoa. Há formas de trabalho no exterior que se resumem em trabalho voluntário, trabalho remunerado e estágio - para jovens universitários que decidem trabalhar e estudar no exterior.
 
O trabalho voluntário tem a proposta de fazer com que o intercambista se envolva em ações humanitárias como, por exemplo, cuidar de animais abandonados, ajudar pessoas carentes, zelar pela preservação ambiental, contribuindo para um mundo melhor. As outras formas são, basicamente, experiência profissional e ampliação de conhecimento e uma boa oportunidade de vivência no exterior.
 
Durante o programa Study & Work (Estudo & Trabalho), o estudante será matriculado em um curso ou escola. Após o período das aulas, o estudante poderá trabalhar. O trabalho pode ser realizado em lojas de departamento, cafés, restaurantes e hotéis. É preciso ser flexível com as posições de trabalho e ter disposição para trabalhar e aprender.
 
PROCESSOS DOS PROGRAMAS DE INTERCÂMBIO
O diretor da Agência de Intêrcâmbio no Exterior (IE), Marcelo Albuquerque, explica como são feitos os programas de trabalho no exterior. Em primeiro lugar, é necessário pensar sobre os custos financeiros de um programa de intercâmbio, que variam de acordo com o país de destino do estudante e se relacionam, também, com a passagem aérea e vistos.
 
"A orientação é baseada no perfil do estudante", esclarece o diretor. As agências costumam orientar as pessoas que desejam trabalhar no exterior de acordo com o perfil como, por exemplo, se a pessoa já é formada ou ainda é universitária e, principalmente, qual é o objetivo que a pessoa pretende alcançar em fazer durante a viagem. Para a viagem à trabalho, não existe uma faixa etária específica, desde que a pessoa seja maior de 18 anos. No caso, é avaliada a situação acadêmica. No entanto, o intercâmbio de trabalho é indicado para quem está na fase universitária.
 
O sistema de hospedagem das pessoas que viajam varia, também, de acordo com o país e o tipo de atividade que a pessoa irá realizar. Em algumas situações, os estudantes se hospedam em casas de família e, em outras, o grupo de estudantes dividem um apartamento, alugando por temporada. "Existe, também, a possibilidade do empregador oferecer a estadia ao estudante", explica. A duração desses programas variam entre três meses à um ano e meio.
 
De acordo com Marcelo, os países mais procurados para intercâmbio são Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Austrália. Para os jovens que participam desses programas, o principal objetivo é a vivência internacional. "O mais importante é agregar tal experiência ao currículo", diz. Marcelo orienta que o estudante que deseja estudar no exterior deve fazer a escolha do país de acordo com seu perfil, de forma que dê um direcionamento correto para um intercâmbio adequado.
 
QUEM FAZ
A estudante Verônica Turl, de 22 anos, está na terceira semana do programa de seis meses de intercâmbio no Canadá. A estudante afirma que começou a pesquisar sobre sobre a oportunidade de experiência no exterior a partir dos 20 anos. O programa de intercâmbio que participa, tem a duração de seis meses: três meses de curso e três meses de estágio, em uma empresa canadense.
 
No momento, Verônica reside na cidade de Vancouver, em uma casa de família. "Optei pelo modo homestay pela comodidade, por ainda não conhecer o lugar e por ter contato com um dia a dia familiar diferente do que conheço", explica. No entanto, ela pretende procurar um apartamento próximo ao centro da cidade, nos próximos meses, para ter mais privacidade e aproveitar melhor sua viagem.
 
"Posso ressaltar que estar em contato com tantas etnias, culturas e pessoas diferentes em um mesmo lugar é sensacional", conta. A jovem estudante comenta que a cidade é organizada e permite que todos usufruam da melhor maneira possível o que ela tem a oferecer.
 
Com o término do programa, Verônica pretende retornar ao Brasil com a certeza de que sua experiência profissional e pessoal possa oferecer uma boa oportunidade de emprego. "Espero que eu possa enxergar o mundo com outros olhos", conclui.
 
 
REQUISITOS PARA VIAGEM DE INTERCÂMBIO
Em primeiro lugar, é terminantemente indispensável o visto regular de estudante. O mesmo deve ser emitido por meio do Consulado do país de destino, localizado no Brasil. É exigido, também, que o estudante tenha idade acima de 18 anos.
 
As exigências variam de acordo com o país. Nos EUA, por exemplo, o trabalho permitido é por meio de programas específicos de work and travel (programas de trabalho, férias, sazonais), que têm duração, em geral, de três a seis meses. São permitidos, também, os programas de intercâmbio envolvendo apenas o trabalho, que podem durar um ano ou mais. Todos devem estar atrelados a programas educacionais. 
 
No Canadá, o visto exigido é específico para estudos e, atrelado a ele,  é permitida uma autorização adicional para o trabalho, vinculado a instituição de ensino que emitiu a carta para a solicitação de visto no Brasil.
 
Já no Reino Unido, apenas pode trabalhar quem optar por fazer uma graduação, pós graduação ou cursos de especialização, mestrado e doutorado. Portanto, para realizar uma atividade profissional, é
necessário que o intercambista esteja vinculado a uma instituição de ensino do país.
 
 
DICAS PARA QUEM PRETENDE TRABALHAR E ESTUDAR NO EXTERIOR
Procure agências de intercâmbio, preferencialmente, indicadas por conhecidos para programar a viagem;
 
Faça uma pesquisa aprofundada sobre o país onde pretende estudar e trabalhar, tendo em vista seu idioma oficial. Além disso, informe-se sobre a cultura e costumes do local onde irá residir;
 
Converse com pessoas que já fizeram intercâmbio e questione quais foram as dificuldades encontradas;
 
Programe-se financeiramente;
 
É recomendável que o estudante tenha nível de conhecimento entre básico e intermediário no idioma oficial do país onde deseja estudar e trabalhar, portanto faça um teste de conhecimento do idioma para checar sua fluência.
 
Certifique-se de que está maduramente preparado para vivenciar tal experiência.
 
 
 
 

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