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Refeição rápida e emprego na certa! As redes de fastfood planejam grandes expansões em 2013


É impossível, com a rotina levada nos dias de hoje, imaginar como seria a vida sem um restaurante fastfood por perto. O Rio de Janeiro, historicamente, deu o pontapé inicial no Brasil quando, na década de 50, foi inaugurado a primeira loja do segmento na cidade. Desde então, o número de empresas e lojas vem se multiplicando e, desta maneira, cresce, também, o número de postos de empregos gerados. Os Estados Unidos lideram os números sobre o consumo de "comidas rápidas" no mundo, porém o Brasil não fica muito atrás. O cidadão brasileiro também possui o costume de frequentar estes restaurantes. Oito em cada dez brasileiros comem em algum fastfood pelo menos uma vez ao mês. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF) estima-se que existam 41 cadeias de alimentação rápida no setor de franquias e, juntas, somam 5,3 mil lojas com faturamento de R$15 bilhões.

Diversos setores da economia oferecem oportunidades de trabalho para aqueles que querem ingressar no mercado de trabalho. O segmento de fastfood é caracterizado por ser a porta de entrada de muitos desses jovens, e é comum ver as redes de alimentação contratarem pessoas sem experiência e investirem no treinamento desse novo profissional. O presidente-executivo da Rede Giraffas, Alexandre Guerra afirma, em entrevista ao JORNAL DE EMPREGOS E ESTÁGIOS, que apesar de contar com muitas funções que exigem pouca escolaridade, os restaurantes contratam também profissionais especializados e com maior grau de instrução. "Existem diversas funções em uma rede de alimentação, desde cargos que exigem pouca capacitação até posições que necessitam de profissionais com alta especialização. Nos restaurantes, são oferecidas vagas em nível operacional, além de algumas posições administrativas e de gerência. São operadores de caixa, supervisores, atendentes, auxiliares de cozinha e de serviços gerais. O setor é um
dos maiores geradores do primeiro emprego, certamente o mais difícil de ser obtido", diz.

Apesar do grande número de vagas que as empresas geram a rotatividade do setor é grande, cerca de 25% do quadro de funcionários. Entretanto, apesar dos salários não serem tão atrativos em um primeiro momento, as redes de alimentação ofecerem chance de fazer carreira profissional. Alexandre Guerra, presidente-executivo do Giraffas, afirma existem casos de grandes chefias da empresa que iniciaram como atendentes de balcão. "Existem casos de atendentes que cresceram na rede e alcançaram os cargos de treinadores, gerentes e mesmo administradores de restaurantes. Alguns profissionais chegaram a treinadores e consultores da franqueadora. Para isso é importante que esse profissional estude os manuais operacionais do Giraffas, procure conhecer outras funções além da sua própria e use o apoio de seus superiores para desenhar uma carreira mais longa, o que sempre dependerá de muita dedicação, disciplina e conhecimento.

Nós temos orgulho de ter sócios e diretores da franqueadora que iniciaram a sua carreira 'lá em baixo', até mesmo em balcão de lanchonete", conta. Já Leilah Macluf, gerente de Recursos Humanos do Mc Donald's, afirma que os profissionais já conseguem crescer dentro da empresa com poucos meses de trabalho. "A partir de seis meses de contratado já é possível que nosso colaborador consiga sua primeira promoção. No nosso quadro de funcionários atual, mais de 90% dos gerentes do Mc Donald's iniciaram suas atividades na empresa atuando na função de atendente", explica.
 
Qualificação

Apesar do nítido crescimento das empresas, em alguns momentos encontrar mão de obra qualificada torna-se um grande problema para o setor de Recursos Humanos. Isso se deve, em grande parte, à redução do desemprego e do subemprego, onde o mercado de trabalho criou novos postos que foram absorvidos por profissionais que poderiam atuar no segmento de fastfood. Pensando em maneiras de atrair profissionais capacitados, as redes oferecem treinamentos e cursos de reciclagem, como afirma Alexandre Guerra do Giraffas. "O Giraffas realiza cursos para formar os colaboradores que trabalharão nos restaurantes, especializar os ocupantes das posições intermediárias, além de promover a reciclagem dos colaborados mais antigos. Os novos funcionários passam por um treinamento de ambientação e de domínio de Boas Práticas de Fabricação da Anvisa, que são as normas técnicas que regulam toda a indústria de alimentação no Brasil. Além disso, todos os profissionais contratados passam por um treinamento prático em uma unidade da rede já em operação. A franqueadora disponibiliza ainda um calendário de treinamentos técnicos e gerenciais com vídeos de treinamento online, durante todo o ano. Até mesmo os empresários, nossos franqueados, passam por treinamento", conta. Já segundo o porta-voz da Rede Bob's, nem sempre a questão de conhecimentos acadêmicos, ou até mesmo os conhecimentos técnicos são tão importantes assim. "A rede considera que, mais importante do que a qualificação acadêmica ou técnica, está as características do candidato. Profissionais comprometidos, com atitude e que desejam atuar no atendimento e prestação de serviços são, sem dúvidas, aproveitados para o nosso quadro", afirma.

O processo seletivo dos profissionais, na maioria das vezes, é realizado em duas ou três etapas. Onde são realizados testes de Matemática, Informática, Redação e, dependendo da empresa, são realizados, ainda, testes situacionais, além de dinâmicas de grupo e entrevistas individuais. Os salários variam de acordo com a região onde fica o restaurante, já que os sindicatos de cada cidade trabalham com pisos próprios. Todas as redes entrevistas, sem excessão, selecionam, também, profissionais portadores de necessidades especiais.

No geral, para concorrer e ingressar no segmento, o profissional precisa apresentar escolaridade, que varia de acordo com a empresa contratante. No Mc Donald's a escolaridade é diferente de acordo com a faixa etária do candidato. Para os que possuem idade superior a 18 anos, a escolaridade miníma exigida é a partir do sexto ano do ensino fundamental (antiga quinta série) e, para os menores de idade, a rede exige nível médio em curso. Já o Giraffas procura por candidatos com nível médio incompleto para ocupar os cargos da área operacional. Para cargos como encarregado e gerente é preciso ter ensino médio completo e, nas funções de gestão, é necessário que o candidato possua nível superior e até mesmo uma especialização. O Bob's, para as funções de atendente e da área operacional também exigem que o interessado possua nível médio incompleto.
 
Ano novo, novas perspectivas

Segundo pesquisas realizadas no setor, o mercado de fastfood movimentou R$55 bilhões em 2011 e, tem previsão de crescimento de 56% até 2016 se manter o ritmo. As principais redes de franquias de alimentação no Brasil, hoje com mais de 3 mil lojas, já têm planos de praticamente dobrar de tamanho até o ano de 2014, com a inauguração de, aproximadamente, 2,5 mil unidades.

Os números positivos estão baseados na mudança de comportamento dos consumidores, já que devido ao aumento do poder aquisitivo e o baixo índice de desemprego, os brasileiros se rendem cada vez mais à alimentação fora de casa. No ano de 2004 foram servidas diariamente 56 milhões de refeições em lanchonetes, restaurantes, bares e padarias. Hoje o número chega aos 63 milhões e a expectativa é que alcance os 70 milhões até 2014.

Esse panorâma é propício para aqueles que buscam um novo em emprego em 2013. As redes, em expansão, necessitam de novos profissionais para cobrir a demanda gerada. A rede Giraffas planeja abrir 60 novos restaurantes no Brasil este ano, gerando mais de dois mil novos postos de trabalho. O Mc Donald's não revela ao certo o número de novas unidades que pretende inaugurar, entretanto garante cerca de 1.500 postos para todos os níveis hierárquicos em suas lojas. O Bob's também conta com um plano de crescimento e pretende, ainda em 2013, contratar mais de 1.500 novos profissionais para suas unidades.

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