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Caixa Econômica: após notícia sobre privatização, funcionários prometem mobilização

Caixa Econômica: após notícia sobre privatização, funcionários prometem mobilização

Resumo: A Caixa Econômica Federal também pode estar no radar do governo para ser privatizada.


Caixa Econômica Federal pode ser privatizada
Caixa Econômica Federal pode ser privatizada
(Foto: Divulgação)
A Caixa Econômica Federal também pode estar no radar do governo para ser privatizada. A notícia foi publicada pelo Relatório Reservado - site especializado no mercado financeiro - na última segunda-feira, 9. Nesta terça, 10, a reportagem da FOLHA DIRIGIDA questionou o banco sobre a possibilidade de venda da estatal. A Caixa informou, porém, que "não tem informações para passar sobre esse tema". Não pode ler a matéria agora? Assinantes da FOLHA DIRIGIDA podem ouvir abaixo!
 
O banco se juntaria à Eletrobras, à Casa da Moeda e aos Correios, empresas também cotadas para serem privatizadas. A Petrobras chegou a ser mencionada nessa lista, mas o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, negou a venda.
 
Segundo o Relatório Reservado, a intenção do governo seria privatizar a empresa até o fim do ano, após a venda da Eletrobras. A privatização estaria hoje nas mãos do presidente da Caixa, Gilberto Occhi. Também de acordo com o site, não fica claro se a estatal seria vendida em sua totalidade ou apenas uma parte.

Sindicalistas prometem se mobilizar contra privatização da Caixa

Servidora da Caixa e secretária da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt informou que os funcionários do banco não aceitarão a privatização, lutando por uma Caixa 100% pública.
 
"A Caixa é um dos maiores patrimônios do povo, pois tem sido ao longo de sua existência o principal agente de políticas sociais do governo brasileiro. Ajudando, especialmente, aquelas pessoas mais pobres a ter acesso a crédito, moradia, educação, saneamento, segurança, previdência e assistência social. A história já mostrou que a mobilização dos empregados junto com a sociedade não permitiu que nossa empresa fosse privatizada nos anos 90. É hora da minha geração também tomar essa responsabilidade”, comprometeu-se.

Secretário de Finanças da Contraf-CUT e também servidor da Caixa, Sergio Takemoto foi categórico: "Podemos reverter esse cenário temeroso. Vamos intensificar a luta!"
 
A exemplo dos sindicalistas, o economista Thiago Mitidieri acredita que lançar mão da venda de estatais para cobrir déficit orçamentário não solucionará a crise financeira do país. "A privatização no meu modo de ver é um oportunismo político de interesses que sempre desejaram que se privatizasse tudo", defende o especialista.

Senador também defende Caixa 100% pública

O senador Lindbergh Farias, do PT-RJ, também se manifestou após as especulações sobre a privatização da Caixa. Na sua página no Facebook ele denunciou a intenção do governo. Para o senador, é essencial que o banco continue 100% público.
 
“A lógica de uma empresa privada é diferente de uma pública, como a Caixa, que cuida de projetos que são fundamentais para o desenvolvimento do país, como o Minha Casa Minha Vida, o Fies, o Bolsa Família”, disse.
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