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Casos de sucesso: de concurseiro a juiz federal em dois anos

Casos de sucesso: de concurseiro a juiz federal em dois anos

Resumo: Confira a história e dicas de Rodolfo Hartmann, que alcançou a aprovação para o cargo de juiz federal, em apenas dois anos.


Juiz federal, mestre, coordenador, professor de diversas instituições de ensino e com vários livros publicados, Rodolfo Kronemberg Hartmann, tem um currículo invejável. Um verdadeiro caso de sucesso, o juiz federal iniciou sua empreitada profissional na área em 1998, quando começou sua formação em Direito, na Universidade Católica de Petrópolis. 
 
Juiz Federal Rodolfo

Juiz Federal, Rodolfo Hartmann
(foto: divulgação)

A vida de concurseiro veio alguns anos depois, mais especificamente no ano 2000. Apesar de ter prestado o total de sete concursos, a aprovação não demorou a chegar.
 
No ano de 2002, Rodolfo, que prestava concursos para a carreira da Magistratura ou do Ministério Público, seja da área federal ou estadual, passou para o cargo que ocupa hoje.
 
"Em meu tempo, era comum ter, às vezes, até dois concursos por ano na mesma carreira", diz. 
 
Rodolfo Hartmann é também um dos palestrantes do I Encontro Nacional de Concurseiros (Enacon), que acontecerá março de 2018, no Rio de Janeiro, com patrocínio da FOLHA DIRIGIDA.  Saiba mais sobre o Enacon.

O método de estudo adotado

Para o juiz, passar em um concurso precisa de um pouco de auto-conhecimento. Então, aquilo que funcionou com ele, pode não necessariamente funcionar com outra pessoa.
 
 
"Se a pessoa lê 15 minutos e se cansa, ela não pode fugir disso. Então é melhor ser sincera consigo e programar o seu tempo em 15 minutos de estudo e 15 de descanso, e assim sucessivamente", recomenda. 
 
Sobre seus métodos de estudo, Rodolfo diz que gostava de estudar em locais distintos, pois associava a matéria ao lugar.  Esse método também funcionava em relação a professores, pois achava que ficava mais fácil lembrar a matéria ao pensar na pessoa. O conselho que ele dá é que é importante estar atento a si.
 
Para manter o foco e não esquecer o que estudou o juiz conta duas maneiras que encontrou: 
 
- Rabiscava muito os livros;
- Fazia dobras nas páginas e resumos nas contra-capas para ressaltar as informações que eram mais interessantes. Assim, quando pegasse o livro novamente, não precisaria ler tudo, mas apenas aquilo que era o essencial.

Preparação x vida social

Sobre a difícil tarefa de abdicar um pouco da vida social, para se dedicar mais aos estudos, o juiz afirma que para ele esse período passou muito rápido.
 
"Eu achei que não tive que abdicar nada. Na realidade, estava muito focado na tarefa e realmente não senti ausência de vida social, muito embora eu lembre que continuava a sair, mas com redução para apenas um dia na semana. Tive a sorte de ter uma esposa compreensiva que me estimulava a estudar", diz. 
 
Entretanto, ele aconselha que mesmo com a dedicação aos estudos, os concurseiros não devem se descuidar da parte física. "Acho muito importante a pessoa praticar atividade física. Concurso não é desculpa para sair de forma ou não se cuidar. É muito perigoso a pessoa não se cuidar e também não passar, pois isso acaba deixando-a fragilizada demais", comenta. 
 
livros

Manter o foco nos estudos, sem deixar de se cuidar,
é um dos conselhos do juiz (Foto: ilustração)

O caminho até a aprovação

Aceitar que a jornada do concurso é longa e difícil, sem possibilidades de cortar caminho, é o que acredita o juiz.  Em sua época de concurseiro, Rodolfo comenta que criou alguns métodos para não esquecer o que estudava, como, por exemplo,  impor desafios diários de leitura (100 páginas em um dia), e esses desafios eram cumpridos. "Aliás, eu sempre pensava na seguinte frase: quanto pior, melhor. De certa forma, me motivava", diz. 
 
Na hora do estudo, suas matérias preferidas eram as que tinham um desdobramento lógico, como as que tratam das ciências processuais. De acordo com ele, Direito Processual Civil sempre foi a preferida, mas não gostava de estudar qualquer assunto relativo ao Direito de Família.
 
"Mas candidato não pode se dar ao luxo de não querer estudar algumas matérias. Pelo contrário, ele deve reforçar o estudo nestas. Quanto pior, melhor", ele repete o bordão que foi sua motivação durante a jornada de concurseiro.

Experiências profissionais ajudaram na preparação

Trabalhar ou estagiar ao mesmo tempo em que se prepara para um concurso público pode ser um verdadeiro desafio para muitos concurseiros. No entanto, para Rodolfo, as experiências profissionais que obteve trabalhando e estagiando já na área jurídica só o ajudaram.
 
"Eu via a parte teórica e aplicava na prática, assimilando tudo melhor. Claro, tinha o sentimento de culpa por não estar estudando tanto quanto os outros, o que me fazia aproveitar ao máximo os momentos livres. Acabou me estimulando para me igualar aos outros que tinham mais tempo", conta. 
 
Porém, ele também pondera que ter tempo livre não é necessariamente sinônimo de bom aproveitamento. "Algumas pessoas têm urgentemente que se afastar de algumas armadilhas que criam para si mesmas. Uso da internet e programas de interação social, por exemplo, atrapalham muito. Não precisa cancelá-los, mas somente dosar o uso", aconselha.

O tempo de estágio como aprendizado

"Como o sujeito pensa em ser juiz se não sabe fazer sentença?" É assim que começa sua resposta ao ser perguntado sobre a importância de um estágio para a carreira. Segundo Rodolfo, o estagiário tem que lembrar que está ali, não para ajudar o juiz ou o cartório, mas sim para ajudar a si mesmo.
 
Ele conta que durante seu período de estágio queria aprender, ler processo e fazer sentença. "Eram umas quatro ou cinco por semana, durante o dia eu trabalhava e estudava e à noite fazia em casa, pois meu estágio não era físico. Neste período me dedicava a ler e a redigir as sentenças."

Como manter o foco mesmo com a reprovação

Rodolfo Hartmann diz que pensava que aguentava o tranco, a reprovação, mas ao mesmo tempo entendia que há um momento em que a pessoa sabe que chega no seu limite. Ele conta que chegou a emagrecer muito durante o concurso.
 
"Eu estava em estado de guerra mesmo, com um único objetivo. Durante uma segunda fase, uma lembrança pesada era eu tomando remédio para dor de cabeça à noite para que pudesse continuar estudando", lembra.
 
O juiz informa que não pensava em desistir ou largar, mas sempre lembrava: "Se um dia pesar muito, eu desistirei e não vou ter vergonha alguma. Mas, enquanto estou aqui, vou dar até a minha última gota de sangue". Pensar assim de certa forma o fazia continuar a ir em frente.
 
Para os concurseiros que ainda estão nessa jornada em busca da aprovação, ele antecipa que este período da vida pode trazer belas vivências. Mesmo no meio em que há tanto poder, há um leve sentimento de esforço autêntico, de garra e de camaradagem sincera que envolve aqueles que realmente optam em se dedicar de corpo e alma a algo.
 
"Achei que o meu tempo de estudo até a aprovação foi muito rápido, no sentido de que foi como um fechar e abrir dos olhos. Viu? Já se foi. Aproveitem e tentem encarar a meta com respeito, esforço e leveza", finaliza.
 
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I Encontro Nacional de Concurseiros

Rodolfo Hartmann estará no I Encontro Nacional de Concurseiros (Enacon), em março de 2018, no Rio de Janeiro. No evento, que tem patrocínio da FOLHA DIRIGIDA, serão reunidos homens e mulheres de todos as partes do Brasil, de diferentes faixas etárias, mas que têm um sonho em comum: a aprovação em concurso público.

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Por: Fernanda Gomes - [email protected]

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