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Casos de Sucesso: receita de Mariana Morales foi ter foco e dedicação

Casos de Sucesso: receita de Mariana Morales foi ter foco e dedicação

Resumo: A inexperiência e a falta de confiança são fatores que atrapalham muitos concurseiros na caminhada rumo à aprovação. Inspire-se com Mariana.


A inexperiência e a falta de confiança são fatores que atrapalham muitos concurseiros na caminhada rumo à aprovação. Esse poderia ter sido o caso de Mariana Morales, hoje oficial de justiça avaliadora do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), mas uma preparação com foco bem definido e muita dedicação a colocaram no rumo do sucesso.
 
Graduada em Direito, Mariana nunca teve o serviço público como um objetivo específico, apesar de nunca ter descartado partir para o ramo. A história mudaria no ano de 2010, enquanto ainda estava na graduação. Na época, convencida por uma prima, resolveu se aventurar pela primeira vez em um concurso.
 
A seleção era para a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, na qual se inscreveu para o cargo de técnico médio. “Eu nunca havia estudado para concurso, não sabia nem por onde começar. Não conhecia cursos, bancas, nada”, conta.

Plano de estudos ajudou Mariana na aprovação

Mariana Moraes - caso de sucesso
Mariana foi aprovada no TJ-RJ
Foto: Arquivo pessoal
A inexperiência foi contornada com um plano de estudos bem estruturado. Com a bagagem em Direito obtida na faculdade, a então candidata identificou que precisaria de reforço nas disciplinas de Legislação Específica e Português, para as quais se inscreveu em cursos online e presencial, respectivamente. Visando obter tempo para se dedicar, pediu férias de um mês no estágio que fazia.
 
“Foi um mês de tensão, desacreditada por ter tão pouco tempo para estudar e nunca ter tido contato com concurso, mas também de muito foco”, lembra. No fim, o sucesso: Mariana foi aprovada e convocada logo na primeira turma de candidatos.
 
 
Empregada já durante a faculdade, a servidora definiu um novo objetivo: tornar-se defensora pública. Para isso, logo após a graduação, prestou a prova da OAB e ingressou na Fesudeperj, a escola da Defensoria Pública. Nesse ponto, a desconfiança interferiu nas escolhas de Mariana, que preferiu deixar algumas seleções passarem e só tentou voos maiores em 2014, para o cargo de técnico superior jurídico da própria Defensoria.

Candidata precisou escolher entre TJ-RJ e Defensoria

A aprovação veio, mas a demora na convocação a fez não tomar posse. O motivo não poderia ser melhor para ela: na época em que foi chamada, já estava empossada como oficial de justiça avaliadora do TJ-RJ.
 
O TJ-RJ apareceu na vida de Mariana de forma irônica, já que a prova do concurso para o tribunal ocorreria no mesmo dia que a da seleção para defensor público. “Não pensei duas vezes. Optei prestar a prova para o TJ-RJ, pois tinha certeza que tinha muito mais chance de passar para oficial de justiça”, explica.

Estudos para o TJ-RJ foram com base em outras seleções

A estratégia foi a mesma do primeiro concurso para a Defensoria: curso presencial de Português e curso virtual para Legislação Específica. Foi no segundo que ela teve o contato com a professora Claudete Pessôa, que exerce o próprio cargo de oficial de justiça no tribunal fluminense. “Eu assistia à aula pensando que um dia seria como ela. Era uma maneira de me incentivar”, recorda.
 
Aprovada em 4º lugar, a convocação só veio em 2015, com uma surpresa. Designada para Nova Iguaçu, município do estado do Rio de Janeiro, uma das instrutoras do curso de ambientação no cargo era ninguém menos que a própria professora Claudete. “Quando eu vi o nome dela na grade, fiquei super feliz de poder conhecê-la pessoalmente”, relata.
 
 
A surpresa foi ainda maior, já que a até então professora trabalharia diretamente com ela. “Estava morrendo de medo da temida função, mas me senti mais segura ao saber que a teria por perto. Ainda hoje, quando tenho dúvidas, a Claudete é uma das oficiais de justiça com quem sempre conto.”
 
Depois da aprovação, ela pôde realizar alguns sonhos e ter uma vida independente. “Comprei meu primeiro carro do jeitinho que eu queria e estou conhecendo lugares que sempre sonhei”, comemora. Um dos fatores a quem ela credita o sucesso é especial: seu tio, pai da prima que a convenceu a partir para os concursos, já falecido. Sempre incentivando a filha e a sobrinha a prestar concursos, foi ele quem pagou a primeira inscrição de Mariana. “Sem ele, com certeza, não teria chegado até aqui. Ele acreditava muito mais em mim do que eu mesma”, rememora.

Dicas de Redação para as principais bancas

Alexandre Prado junto com a especialista Lilian Furtado dão dicas importantes sobre Redação. A professora abordou as quatro principais bancas de concursos públicos.

Por: Vitor - [email protected]

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